ASSIM ASSADO - meu universo é infinito, não tentem me compreender.

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Por TPoeta
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Quarta-feira, Agosto 24, 2005

Como vovó já dizia...

Se fiquei em casa sexta e sábado, me conformei porque sabia que domingo teria céu de anil e que era 21 de agosto, dia de escutar rock n roll e celebrar o ¿faz o que tu queres¿. O dia em que há 16 anos A Terra Parou para Raulzito passar. Passar para descobrir o segredo da vida.
Desde 21 desse mês agourento mais conhecido como agosto, de 1989 que este dia é festejado por malucos beleza de todo o país. Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maceió...São Paulo. Aniversário da morte de Raul Seixas é dia de ganhar as ruas do centro da maior cidade do país.
Às 16:30 começou minha primeira passagem por uma das famosas Passeatas Raulseixistas. Esta, a 16ª, estava programada para ter início com a concentração em frente ao Teatro Municipal, no Centro de São Paulo, às 16:00, mas se eu cheguei às 16:30 e já tinha uma pequena multidão...bom, não duvido que alguns mochileiros tenham chegado bem antes, talvez passado uma noite inteira bebendo e cantando Raul.
Tinha marcado com o Thiago de nos encontrarmos lá. Com a Mhel fiquei de encontrar na escadaria, mas qualquer imprevisto ligaria para o celular uma da outra. Quando cheguei pensei o quão foda seria encontrar o Thiago ali. Só na cagada mesmo.
Naquele momento aproximadamente 3 mil pessoas, das mais diferentes idades, cor de cabelo, camiseta com música do Raul, violões, barbas, bigodes e vinho barato nas mãos cantavam as músicas que saíam de um mini carro de som em frente ao belíssimo prédio do Teatro Municipal. Liguei para a Mhel e ela estava praticamente do lado do orelhão e não nos vimos. Finalmente conheci o pequeno Klaus, o gurizinho da Mhel. O moleque é impossível e altamente atentado e lindo...com aquele sorriso mais gostoso do mundo que dá vontade de apertar. Viu uma galera brincando com uma camisinha cheia de ar e cismou que queria uma bexiga. A Mhel encheu uma camisinha e deu a bexiga pra ele. Ele soltava a bexiga, a bexiga voava e ele voava atrás e se alguém piscasse por um segundo...cadê o Klaus?!?! Atenção! Não dá pra tirar os olhos desse guri. E isso é porque ele ta com sono. O pai dele veio buscar, não era bom mesmo ficar muito tempo com uma criança por ali.

Então começou a passeata. Que louco aquilo. Muita gente, o que eu não esperava. Seguindo pelo Viaduto do Chá, passando pelo Largo São Francisco, seguindo pela Benjamin Constant até a praça da Sé todo mundo cantava os hits como um grande coral. ¿Metamorfose Ambulante¿, ¿Gita¿, ¿Maluco Beleza¿ e...ahhh tudo que Raul cantava virava hit. Todo mundo canta Raul.
No caminho alguns poucos ônibus paravam para a malucada passar, enquanto os passageiros empolgados também cantavam Raul em pé e nos acenado de dentro do buzão. E alguém grita para o motorista: Motorista toca Raul!!!!!!
O clima era de festa, apesar dos doidões que beberam tudo e mais um pouco e não conseguiam acompanhar a caminhada sem cair em cima das pessoas. O que, no cair da noite foi ficando cada vez mais intenso e mais chato.
Ali, onde passa a linha imaginária do Trópico de Capricórnio, a escadaria de uma das maiores catedrais do mundo ficou tomada de ¿malucos¿. A praça da Sé estava cheia deles. Na boa, a maior concentração por metro quadrado dessa curiosa espécie que já vi na vida. Depois de São Tomé das Letras, só ali, naquele dia, naquele instante, vi tanto maluco e escutei tanto Raul.
Exatamente em frente a toda onipotência representada por 111 metros de altura (o equivalente a um prédio de 20 andares) com seus santos e anjos, na bela arquitetura representativa da fé cristã...o diabo era o pai do rock.
Puta merda, como eu queria ter o dom de desenhar. Daria um belo ¿cartum¿ aquelas imagens. Todo mundo enlouquecido dizendo que ¿enquanto Freud explica, o Diabo dá os toques...¿ ali, na porta da Catedral.

Cover do Raul tinha um bocado, cada um mais figurinha que o outro. Raul vendendo artesanato, Raul de Capa, Raul com caldeirão na mão, Raul tocando violão... . Um lugar onde não há conversa. Ninguém conversa. Só canta. Canta Raul.
Mas com tanta música pra tocar do vasto repertório de Raulzito, começou a ficar chato tanta repetição de música. Faltaram vários sons e repetiram vários. Todo mundo com seu vinho vagabundo na mão e um fino na outra. Nenhum homem da lei foi importunar. Numa roda conhecemos Gil. Gil de Gilles. com sua camiseta de Kafka o assunto foi longe. Disse que tinha uma relação de amor & ódio com Raul...acho que entendo.
Depois de muuuuita conversa sobre literatura e outros mundos, com Gil, fui dar um rolê. Enquanto a Mhel foi fazer xixi eu me requebrava porque quem não tem colírio usa óculos escuros.
De repente, não mais que de repente, os "homi' resolveram acabar com a festa. recolheram o carro de som de baixo de rasos protestos. Na boa. Acho que tava todo mundo cansado de reclamar.


pirofágica - 6:44 PM

Sábado, Agosto 20, 2005


Eu quero um gatinho!!!!

E a busca obsessiva por um lar, doce lar continua...
Pelo andar da carruagem em breve esse martírio vai ter fim. Segunda-feira vamos (eu e a Mhel) ver um ap que, esperamos alugar.
E sabe, uma das primeiras coisas que vou fazer vai ser arrumar um gatinho.
Ta, é claro que eu quero um namorado, mas não é desse tipo de gatinho que eu to falando. Falo de um bichano mesmo.
To morrendo de saudades do meu Chico. Preciso de um desses adoráveis animaizinhos pra apertar, beijar e cheirar.
Na boa, não entendo como tem gente que não gosta de gato, mais ainda, odeia gatos.
Gosto dos bichanos e me identifico muito com eles. Tudo o que dizem sobre gatos e liberdade é a mais pura verdade. Seres livres, independentes!
O gato é um bicho muito ligado mesmo. Quando filhote são muito brincalhões, mas a maioria perde um pouco dessa característica com o tempo. Mas aparece com um pedaço de linha se movendo na frente dele pra ver se não fica atiçado rapidinho.
O Chico, nossa...é uma figura esse gato. O putinho é um pouco diferente de outros gatos que tive. O Peter Tosh, por exemplo, era mais carinhoso. Era só eu deitar no sofá e ele vinha, subia na minha barriga e ficava apertando as patinhas até se acomodar de cara pra mim. A coisa mais fofa.
O Chico é mais desprendido, mas ainda sim carinhoso. É mais preguiçoso também. Tem um canto do sofá que é dele e se alguém ocupar ele fica rodeando, rodeando com aquela cara do tipo: ¿ei, se liga mané, esse lugar é meu!¿.
E o Chaninho!? O gato amarelo. Subia na amendoeira numa velocidade impressionante. Da mesma forma que, repentinamente teimava em subir na perna das pessoas.
O Bebeto era lindo, malhado e doce, tão doce quanto o mel dos seus olhos. É também o que me passa mais essa sensação de nostalgia. Foi o único que vi morto. Um vizinho filho da puta deu veneno pra ele. Só porque o danado paquerava os passarinhos do cara. O babaca mantinha pássaros presos em cativeiro, coitados!
Os gatos são caçadores natos. Pássaros, lagartixas, borboletas...tudo o que se move. É puro instinto. Mesmo gatos muito bem alimentados estão sempre caçando, jogando suas presas de um lado para outro.
Lembro de uma noite...eu e meu irmão assistindo tv quando de repente escuto um ¿tchibum!!¿ seguido de um miado estridente.
O Peter, pulando pra tentar pegar algum inseto voador distraidamente caiu na piscina. O bichinho ficou tão apavorado que não conseguia sair. Fiz meu irmão pular, de calça e tudo pra tirar ele de lá.
E lá vou eu, meia noite e tanto, com um secador e uma toalha, deixando meu bichinho seco.
Preciso de um gatinho! Logo! Ronronando! Se esfregando na minha perna. E...conversando comigo. Sim eu falo com meus gatos. Numa linguagem louca que só nós entendemos.
Assim que me instalar com meu bichinho aviso pra vocês, enquanto isso deixo uma foto do Chico Buarque de Hollanda para matar a saudade.



pirofágica - 6:21 PM

Terça-feira, Agosto 09, 2005

brrrruuuuuu!!! frrrriiiiiooooo!!!!!
eu to dodói, eu to com febre, eu to manhosa!
meu, eu sou a pessoa mais difícil de ficar doente, mas quando fico, vixe...fico derrubada messss.
gripe, resfriado, fazer o quê? esse tempo louco dessa cidade louca, seca, poluída. bahhh to com raiva. odeio ficar assim.
ontem ainda cheguei no trampo, com um puta discurso na ponta da lingua pra voltar pra casa. nem precisou, minha supervisora olhou pra mim e..."vai, vai. vai pra casa!".
detonada, com a cabeça prestes a explodir, o olho pequeno e vermelho (de cara, tá!) e o nariz todo assado de assoar com lenços duplos de papel. fui direto pra famácia tomar uma injeção. não tenho medo algum de agulhas. depois de algumas tatuagens seria muita cara de pau.
-uma injeção para gripe, por favor!
-temos a de eucalipto.
- não tem nada mais forte?
- pra gripe é a única.
preferi que o farmaceutico Jorge aplicasse. aquele japa dá injeção em mim desde que nasci, praticamente. furou a minha orelha quando era um bebê. olhou minha garganta "sem o pauzinho" porque me dava ânsia de vômito, e ainda dá. conversa vai, conversa vem ele lembrou de mim, pequenininha e pra variar disse que me pareço muito com minha mãe.
-quantos anos você têm?
-26.
-bom, eu to aqui há bastante tempo, 33 anos.
-realmente, 33 anos é bastante tempo.
depois eu fiquei pensando...caralho, aquele japa é conservado no formól, não é possível...
pelo visto a injeção não valeui de muita coisa. continuo tão fudida quanto ontem. e com febre. e por incrível que pareça...sim, me xinguem, com um cigarro aceso neste momento.
chutei o pau da barraca e não fui trampar, de novo. deveria ir pegar meu cartão do plano de saúde e conseguir um atestado médico, mas não tenho forças pra sair de casa. éééé, não pouca merda não, é pote cheio!

será que meu organismo estava frágil devido a noites de boemia total?
pode ser.
sábado eu não ia ficar em casa, nem a pau. por Éris, tenho dito isso todos os sábados.
então liguei pra Mehl. se você é um fudido que sabe se divertir. deves andar com outros fudidos que também sabem se divertir.
- vai pra algum lugar?
- tem o encontro da galera da comunidade do boteco, do orkut.
- você vai?
- já tava desistindo de ir, mas se você for, eu vou.
- vamos nessa então!

Foi uma grande noite. O boteco é fantástico. Bar do Geraldinho. um clássico dos botecos de SP, desde, desde, desde muito tempo atrás. pra se ter uma idéia o próprio raulzito santos seixas frequentou o lugar.
e quem passa por lá, não pode deixar de tomar uma Jurupinga. venda exclusiva do graaande Geraldinho.
fui batizada, é claro, com uma mega mistura de bebidas. primeira vez no encontro da comunidade.

pausa assustadora: o céu de SP está ficando negro claro em pela 13:34. vem chegando um temporal.

voltando:cerva vai, cerva vem, paquera vai, paquera vem, conversas non sense, conversas nostálgicas...
passa um guri, olha pra mim e diz: você por aqui!?!
lembra do carinha cara de pau do beck no ponto de um dos posts abajo?
o próprio.
me reconheceu e sismou que "não sabia porque, mas estava muito feliz em me ver".
tudo bem, retribuí a simpatia e fui até seu pedaço de calçada do vizinho porque o bar do geraldinho é um boteco tão pequeno e estava tão cheio da galera da comuna que as mesas se espalharam pelas calçadas vizinhas.
e o outro doidão do ponto também estava lá, com um amigo.
bom, pra variar, me entorpeci um monte, e pra quem, sinceramente não saiu da casa esperando nada demais, do que tomar umas com um povo que eu nem conheço. terminei bem a noite. e ahhh antes que alguém tente deduzir, o guri da pala, do ponto, não tem nada a ver com isso, mas sim um caipirinha gatinho que me olhou desde que eu cheguei, mas aí chega né?
tá.
ahhhh vida boêmia, ahhh boemia...quem foi que disse que eu tenho que tomar jeito na vida?
jeito "dá barato"?
acho tqmbém que não envelhecer nunca.
posso até pegar um resfriado de vez em quando, mas daqui a pouco vou ali fazer um chazinho de limão com alho. quero ver não ficar boa!

pirofágica - 1:42 PM