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bom, to aqui, sabadão, 19h23 (salve éris!) praticando a boa e velha SBI (Subversão de Baixa Intensidade) usando a net no trampo, na baixa, com o monitor virado pra câmera não ver.
É, tá foda viu? se eu não fosse eu eu não sei se eu seguraria as ondas que eu seguro. pode crer. . andei pra caralho hoje. fui ver uma casa do anúncio do jornal e não, não rola, a casa tá caindo aos pedaços. ainda bem que eu não tenho a capacidade de sofrer, se não tava fudida mesmo. o fato é: preciso de um lugar para morar. preciso de um trampo com um salário decente. .
preciso fazer alguma coisa que me dê algum tesão.
enquanto isso o mundo roda roda roda e eu sei que ele não vai parar. então, mais tarde vou encontrar o Giuliano (ahhh ele tá aqui, já nos vimos, foi lindo! é muito bom quando vem alguém aqui. outro dia foi a querida amiga Keylla, agora o Giuli, só não perdôo o Artur, meu webmaster preferido ter vindo aqui e não me ligado) e finalmente ver um povo bom, que eu to com saudades mesmo. a rachelzita de curitiba tá chegando e o querido tonho biondi me ligou hoje para este encontro. num samba!
vamos lá, rever os amigos, bebericar, lembrar de boas hist´rias e tudo o mais.
e eu to bem contente por que não tá frio.
e eu li a Odisséia de Homero. Dois livros da inspiração mor, Hunther Thompson: A grande caçada aos tubarões: histórias estranhas de um tempo estranho e Srell Jack. e comprei o Cd novo do Lenine e curti muito mas preferi o show. e eu também vi o Nação outro dia, mas tava muito longe, só consiguia focar os movimentos hendrixianos do Lúcio Maia. e fui na mostra de hip hop e vi um documentário bem louco sobre MCs. e vi um filme muito do fuleiro no Anima mundi. e liguei pro Billy e tomamos todas a noite inteira num boteco na Frei caneca, fomos expulsos pelo horário e fomos em outro na Augusta e fomos expulsos de novo porque o bar ia fechar. e eu queria falar sobre tudo isso em algum momento pra vocês, mas hoje, mais uma vez, não dá.
pirofágica - 7:39 PM
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frio do caraleo!!!!
passei o fim de semana sem por os pés pra fora de casa. o frio deixa a gente assim, meio preguiçoso.
em compensação, semana passada...
quer dizer, nada demais. tenho ficado em casa sextas feiras e saído mais no sábado. além da falta de disposição, não dá pra ficra gastando muito né?
sábado eu saí do trampo, às 20h e fui pro ponto de ônibus esperar o famigerado Divisa Diadema. pretendia chegar logo em casa, tomar um banho e me encontrar com a Mhel e o Jeremias pra tomar uma cerveja antes de entrar na FH pra curtir o aniversário da Mariana. detalhe: conheço esse povo a bem pouco tempo, o povo da palestra, do TP (Terrorismo Poético), o povo da internet.
a Mhel e o Jere já se tornaram "brothers", inclusive estavávamos juntos no show do Nação.
voltando: chegando no ponto, acendo um cigarro. chega um carinha que tava sentado no ponto, com uma calça de moleton meio suja, um chinelo desses de pano, um pouco mais sujo que a calça. não tava esse frio que tá hoje. chega em mim e pede a brasa ou um isqueiro. peguei o isqueiro no bolso e perguntei: cadê teu cigarro?
- tá bem aqui.
dei o isqueiro e ele acendeu uma vela, daquelas de seda de guardanapo.
fiquei na dúvida. sei lá!
tinha umas 5, 6 pessoas no ponto, umas meio distantes, outras mais perto, inclusive um carinha de cabelo "reco", tipo do exército, saca?
o acompanhante do loirinho do chinelinho de pano estava meio disconfiado, olhando para todos os lado, também pudera...o cheiro subiu. meio "moderninho", tênis, calça jeans, camisa colada, cinto descolado, cabeça raspada, brincos.
e eu pensando: caralho, que cara de madeira desse muleque, fumando um bem aqui no ponto, em plena Brigadeiro, às oito da noite... . vá lá, coragem é uma coisa, contestação e subverção, mas na boa, se relacionar com os homens de farda em SP - e em qualquer lugar do mundo, não é muito legal. o ponto esvaziava, o ponto enchia e os dois se chapavam. depois que o cabelinho "reco" entrou no ônibus tomei coragem e dei um dois. mas antes perguntei: - meu, você é louco de tá jahscando aqui no ponto?
ahhh não tem problema, eu moro aqui do lado, qualquer coisa to em casa. e lá no Rio, a gente fecha vários no bonde...
ihhh, ó o cara. tá pensando que tá no Rio.
deixei pra lá.
até que enfim esse ônibus. até chegar em casa é hora de sair de novo.
quando entrei no ônibus senti falta do meu livro.
é que tenho lido mesmo no ônibus e no metrô e quando dei falta...
sério, fiquei muito puta da vida.
se pelo menos tivesse terminado de ler o livro. faltava tão pouco.
flashback. fui a última a sair da sala. fui no banheiro. coloquei a bolsa, o livro e a blusa no batente. saí bem rápido pra descer com a Cris, peguei a blusa e a bolsa e o livro ficou, só pode ser.
merda, merda, merda, droga, droga, droga!!!!!!
fui blasfemando até em casa com intervalos de "ahhh foda-se, é só um livro". resolvi olhar a paisagem, mas toda hora lembrava e tinha raiva, até chegar em casa. "já era, é torcer pra segunda feira alguém deixar ele de boa na minha mesa. não é todo mundo que pega um livro do Hunter S. Thompson e comemora satisfeito.".
vou curtir que eu ganho mais.
depois de 40 minutos de atraso, cheguei na catraca da estação Consolação. tomamos duas cervejas antes de entrar e pagar meio porque nosso nome tava na lista da aniversariante.
curtimos, porque sim, a gente sabe se divertir. só que como sempre as pessoas querem ir embora e eu quero ficar. tava a fim de virar o caneco mesmo.
mas a birita é cara e a grana é curta.
uma banda de punk rock em baixo e uma fila imensa das músicas preferidas dos indies dos anos 80 na frente da sua escolha nada a ver de Jimi Hendrix na Jukebox, no aconchegante andar de cima. quer dizer, aconchegante até o lugar lotar.
então tá, vamos nessa né, fazer o quê?
fila pra pagar a comanda. fila ´´e foda. quem gosta de fila?
quando a Mhel me olha e fala: achei uma comanda.
meus olhos brilharam na hora.
como assim?
tava aqui no chão, uma menina falou: olha. eu fui e peguei.
muito bem Mhel, vamos tomar todas agora, saima da fila.
mas a galera ficou meio noiada. não, porque a menina viu...e se pegam a gente.
a tal da menina sumiu.
peguei a comanda e pedi duas long neck.
o Jeremias com seus 80 anos e a Mhel e seus 83 estavam, além de noiados, a fim de ir embora mesmo.
fala sério? ir embora com uma comanda limpinha na tua mão!
não!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Jere, vai lá e pega o que tu quiser. to pagando, hahahaha!!!!!
daqui a pouco volta o Jeremias com uma bebida cor de laranja.
tudo bem, vocês querem ir embora nós vamos, mas eu não saio daqui sem uma vodka com energético.
- acho melhor não!
- é, se o cara que perdeu já foi no bar e blá blá blá...
gentem, o máximo que pode acontecer não é tão ruim que não valha a pena arriscar (vixe)!
acabei minha cerveja e na fila, voltei e pedi meu drink.
pagamos nossas comandas.
- não é melhor a gente pedir um copo descartável pra você?
não Mhel, quero ir com esse copo mesmo.
Você é doida.
Ah, se o cara falar alguma coisa a gente vê, eu pego o copo e a gente sai fora.
ninguém falou nada, eu fui com meu drink pra casa do Jere, resmungando como poderíamos estar indo embora com o passaporte da alegria nas mãos.
mas tá. eu sempre me divirto mesmo, de uma forma ou de outra.
pirofágica - 6:47 PM
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Sexta-feira, Julho 01, 2005
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odeio aparecer qui só pra dizer que em breve vou aparecer por aqui, mas é a pura verdade.
falta de coisa pra falar não é. não mesmo.
mas a maldita correria de lan em lan só dá mesmo pra dar uma olhadinha nos e-mails e nos recados do orkut.
não reparem se alguma palavra sair sem um "a". essa porr de teclado de merda. desculpe.
não, não, tá tudo bem. tirando uns imprevistos de não ter onde morar essa semana, tudo está bem.
semana que vem, to de morada nova. dessa vez, minha casa, minha e da edna, minha ex-cunhada. na verdade a casa é dela, mas vai ser minha também, por um tempo. com meu quarto, minha cozinha, meu banheiro, minha conta de luz, de água e um computador que, como não vou ter que pagar aluguel, vai dr, finalmente pra comprar.
olha, dá um livro essa porralouquice da minha vida viu?
como dizemos, os discordianos: eu não sei, eu não sei!!!
domingo passado fui ver o show do Nação Zumbi no vale do Anhangabaú. porra, lembrei pr caralho de vocês.
na verdade sempre lembro de vocês e de várias "épocas" loucas (pra variar) da minha vid.
por exemplo: agora, aqui na lan house tá tocando RATM, não tem como não lembrar daquela festa louca, naquele bar louco, no meio de um rio em Belém do Pará. achei que aquela porra de bar de madeira cercada de água por todos os lados ia despencar, de tanto que pulávamos.
agora tenho que ir, mas em breve...
tá t´ - e o "a" que vem quando quer.
bom, fui!
pirofágica - 12:30 PM
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