ASSIM ASSADO - meu universo é infinito, não tentem me compreender.

Arquivos
Por TPoeta
Powered by Blogger

Quarta-feira, Abril 27, 2005

eita que ele chegou mesmo. coisa chata esse tal de frio.
paulistanos, a maioria, felizes da vida. mas sabe que eu os entendo. o calor aqui é algo pouco suportável. é grudento, abafado, pesado.
sim, sim. um friozinho é bom. pra dormir. de preferencia abraçadinho com alguém lesgal, pra tomar uma cachaça da boa, um capuccino, um chimarrão, tomar uma sopa...não muito mais do que isso.
mas acordar cedo. lavar o rosto com água gelada - sim, a água da torneira fica gelada, tirar a roupa pra tomar banho - desligar o chuveiro quentinho, boca ressecada, pele ressecada e o pior de tudo, para mim: pés aprisionados.
até suporto numa boa o style outono/inverno, mas não gosto nada, nada mesmo, de aprisionar meus pés.
devo ser mesmo um bicho do mato. gosto dos meus pés livres. chinelo, sandália..., descalços.
mas, fazer o quê!? antes cercados por algum brim com costuras e emborrachado nas laterais e sola, ou couro sintético, ou seja lá o que for. antes isso do que duros, congelados.

e por falar nisso... eu fico meio puta da vida com alguns comentários devidos a um pequeno "problema" que tenho.
não sei exatamente porque cargas d'água, mas a temperatura do meu corpo não é como a da maioria dos seres humanos. tenho uma temperatura abaixo dos "normais" 37 graus centígrados. não sei ao certo o quanto mais baixa, mas sei que é o suficiente para deixar meu corpo sempre um pouco "frio", especialmente as extremidades: pés e mãos.
uma vantagem é que, a pesar do corpo relativamente "frio", sinto menos frio em relação à muitos outros. ou seja, não sou friorenta, como dizem.

mas quanta bobagem...tinha tanta coisa pra falar e to aqui, com esse papo gélido e ... chato, como esse frio de agora.



pirofágica - 6:42 PM

Terça-feira, Abril 19, 2005

eu e minha mania de deixar tudo pra última hora.
eu sabia que não ia ter grana pra pagar a entrada, então contava com uma máfia de carteira de estudante pra, pelo menos, pagar meia entrada. foda, não sou mais estudante. foda, sou estudante. foda, "oficialmente" não sou estudante. tá. nada de falsification. então já era. não vou pagar inteira nem a pau.
alguns dias antes a Fernandinha, guria lá do trampo, disse que ia rolar uma reunião pra quem tivesse a fim de trampar no evento. beleza, de trampar em evento já tenho as manha.
- mas é pra fazer o que Fê?
- sei lá, vamos lá e a gente vê.
convenci a Vivi, que também é do trampo e também não tinha grana pra ir.
sexta-feira, 2h da tarde.
mas como? um dia antes do evento? esse neçócio tá mal contado.
Anhembi lotado de caras universitárias e eu me sentindo uma velha no meio daquele povo.
depois de muito alvoroço, eu e a Vivi conseguimos preencher uma ficha que, na verdade, não nos deu muita certeza. apesar de terem dito. - Fechado. Segundo turno.
a idéia era conseguir o primeiro turno. trampar até meia-noite, fazer aquela velha correria do "algo mais pra frente" pra segurar a onda na noite até o dia clarear. nada feito. segundo turno.
encontrei a Vivi no metrô e fomos pro Anhembi. andando até o portão 16. onde a rapa que batalha pra coisa acontecer entra. no caminho vejo aquele magrelinho com uma mala de rodinhas e olho pra ele com aquela cara de "olha ele" e ele "responde": oi.
- quero ver esse set novo heim!?
- é, pra dançar. vai lá!
Patife parece ser bem gente fina mesmo.
chegando no fatídico portão 16 um embaço do tamanho do mundo, uma puta desorganização pra conseguir entrar. finalmente dentro confirmamos a triste notícia: o trampo era de Caixa, no bar.
puta merda. trampar no bar vai ser foda. não vamos conseguir dar o velho perdido nunca.
uma merda, o bar não dava acesso à curtição. não dava o passaporte para a alegria. alguns desistiram e seguiram. como não tinha grana e mesmo que tivesse não pagaria, resolvi tentar dar o perdido mesmo assim, ou seja, entrar pra trampar e se rolasse uma brecha, ir me acabar de dançar - era tudo o que eu queria.
daqui a pouco a Fê liga: conseguimos entrar. achamos uma brecha perto da arquibancada e entramos.
- caralho vivi, vamos dar um rolê pra ver qual é!
tentamos por um portão e nada. barradas pelos seguranças. e olha que eu sou chata e insistente.
voltamos e eis que surge mais uma pequena entrada, com mais seguranças. bom, não custa nada tentar. fui, fui, fomos, fomos e...já era.
eu e a Vivi. já era mesmo. tava dentro do Skol Beats.

com muitos telefonemas daqui e dali, conseguimos nos encontrar. a galerinha firmeza do trampo.
tomar uma cerva pra comemorar. encontrar o amigo com "alguma coisa um pouco mais pra frente" e pirar o cabeção.
Patife já era. depois de encontros e desencontros paramos na tenda BBC, nas pick ups Layo & Bushwacka!, uma dupla. som louco, criativo, instigante. bateu. dançar, dançar!!! nos perdemos de novo.
fui ver quem eu queria ver. tá, pra muita gente o Marky não é novidade, mas o set é novo, Marky tá lançando. de 2h às 4h. e é a pura verdade: o Marky faz chover. muuuuita gente enlouquecida. não é à toa que o cara é considerado um dos melhores do Mundo. ninguém para com o Marky, de cara ou não. e faz com que muita genmte acredite mesmo que o d'n'b é brasileiro.
a tenda suava e aqueles pingos nojentos de suor caíam sobre as pessoas e todo mundo ali, feliz da vida.
não vi muita coisa que queria ver. Nego Moçambique com o Gersom King Combo, nem a Elza Soares. é muita coisa rolando ao mesmo tempo.
quase de manhã encontramos a galera no palco principal. Mau Mau. não curto, mas a animação ainda era forte e dancei o que meus joelhos ainda suportavam. até dar 7h da manhã pra ver o Murphy não ia aguentar o Mau Mau. enchi o saco pra dançar mais d'n'b. mesmo com algumas resistencias do "tecneiro" marcinho. arrumei um grande companheiro que estava no mesmo pique que eu. eu e o Henrique nos divertímos horrores mesmo. ...

continua...

(mentirinha, não vou continuar mais nada. escrevi um puuuuta texto gigante e o perdi. agora já era. não vou ter mais um pingo de paciência para continuar. sorry!)

pirofágica - 6:06 PM

Sexta-feira, Abril 08, 2005

eu rrrrecomendo:

domingo, dia 10, às 19h, no MIS - Museu da Imagem e do Som - (Av. Europa, 158)
vai rolar, dentro da mega programação do "É Tudo Verdade - 10º Festival Internacional de Documentários", o belíssimo filme "Imagem Peninsular de Ledo Ivo", a estréia no cinema do querido Werner Salles, com uma super equipe que conta com os músicos Lelo Macena e Raílton Sarmento na trilha sonora. O filme trata da vida e da obra do escritor alagoano Ledo Ivo (um dos poetas preferidos desta que vos escreve).
O filme foi vencedor do DocTV de Alagoas do ano passado. depois do grande resultado do filme, o diretor Werner Salles inscreveu mais uma vez um projeto para o segundo DocTv e sai mais uma vez vencedor em Alagoas. quem mandou tão bem no dèbut com imagen Peninsular...só consegue deixar uma curiosidade no ar do que está por vir.
enquanto isso, vai lá no MIS. eu já vi e só não vou ver novamente poruq minha agenda no domingo tá cheia: Lenine à tarde e Nação e mundo Livre à noite.

e só mais uma coisa, o filme é delicioso para quem conhece, pelo menos um pouco, da obra deste maravilhoso poeta, mas mesmo que você não saiba nada sobre Ledo Ivo, vale a pena pra ver um bom documentário.


pirofágica - 3:51 PM


enquanto isso...(altamente desanimada pra falar a verdade)

A maior riqueza do homem
é a sua incompletude.
Nesse ponto sou abastado.
Palavras que me aceitam como
sou ¿ eu não aceito.
Não agüento ser apenas um
sujeito que abre
portas, que puxa válvulas,
que olha o relógio, que
compra pão às 6 horas da tarde,
que vai lá fora,
que aponta lápis,
que vê a uva etc. etc.
Perdoai
Mas eu preciso ser Outros.
Eu penso renovar o homem
usando borboletas.


Manoel de Barros foi a melhor coisa que me aconteceu ontem. ou melhor, uma das poucas coisas boas nesse meu atual momento de desânimo.
obrigada, mais uma vez Manoel de Barros.

pirofágica - 2:47 PM

Sexta-feira, Abril 01, 2005

e não é que esse pequeno mas querido mundinho tá famoso mesmo?
uma das colunas mais lidas da internet brasileira, feita pelo queridíssimo amigo Humberto Finatti, a Zap'n'Roll, deu uma nota essa semana sobre esse espaço amarelo alaranjado, ou seria laranja amarelado? de onde sai todo tipo de coisa escrita. se bobear até bula de remédio.

o primeiro impulso foi xingar o Finatti, depois pedir desculpas e agradecer.
então, fico devendo. o próximo textinho que vou publicar vai ser sobre algumas colunas e sítios sobre música e cultura pop bastante legais e uma resenha, um tanto atrasada do livro "Rio Fanzine", uma compilação de textos da famosa coluna do O Globo.

saudades. ontem sonhei com Guaxuma, como sempre.
fui!

pirofágica - 12:08 PM