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Sexta-feira, Junho 18, 2004 coisas... a instituição Família Burguesa só serve pra embassar mesmo viu... se agíssemos de formas mais próximas do natural muita chatice poderia ser evitada. na boa, eu amo meus pais e meus irmãos naturalmente, mas enquanto família tudo fica muito mais complicado. to escrevendo isso porque lembrei das reclamações de hoje de manhã e de ontem, e de sempre...minha mãe anda uma reclamona de mão cheia e putz, além dos meus ouvidos quem mais se fode com isso é ela. eu digo: mãe, relaxa um pouco...o fato de derrubarmos arroz no fogão não é motivo pra vc se estressar e estressar todo mundo. mas cara, não adianta...agora a mania é arrumar doença. ela tá boazinha e fica dizendo que acha que tá com um probleminha nos rins, que a pressão tá muito alta, que isso e aquilo. e de novo eu digo: mãe, para de ficar falando em doença, que papo brabo, já não basta eu com essa maldita dor nas costas. e tome confronto direto com o velho papo de que eu não tenho limites e que por mim a vida era só festa. e não é verdade? quem quer limite? quem quer trabalho? eu é que não quero! aí eles dizem: quando vc tiver seus filhos vc vai entender e bla bla bla... e ficaram chateados quando eu disse que meus filhos seriam criados da forma diferente da que eu fui. pronto, cara feia e dramalhão pro meu lado...ahhhh, não fomos bons pais. fala sério! mami, alô, sem condições criar mais uma família anti-natural, pelo menos até onde eu puder chegar. mas como eu não tenho limites mesmo... eu to lendo Reich, A Revolução Sexual. vou escrever sobre o livro quando terminar, mas posso adiantar que Reich muda vidas. que merda de educação sexual burguesa que temos (quase todos). outra coisa, como é bom lembrar... fumar... falar besteira... e se divertir com uma garrafa de vodca, alguns finos e sombras...
postado por: pirofágica 4:40 PM
Quarta-feira, Junho 16, 2004 cof, cof, cof ... teias de aranha e poeira pra todo lado nessa budega. milhares de idéias, muitos textos na cabeça mas falta um computador em casa, já que tempo, agora eu tenho de sobra. várias coisas aconteceram desde o último post pra cá que eu queria escrever aqui mas... teve um show bem diferente dos queridos do Xique Baratinho, assisti alguns filmes bons como o Ensaio de Orquestra, do Fellini e Diários de Motocicletas do Walter Salles... tomei muita cerveja, amanheci dizendo q nunca mais ia beber, conheci gente, fui à festas, bebi vinho, fiz muita fumaça (afinal estamos em junho), etc etec e coisa e tal. fiquei contente de ver alguns novos visitantes, espero que continuem dar uma passadinha por aqui sempre q puderem. ah! só mais uma coisa, to indo embora mesmo, mês que vem e não vou mais pra Salvador, vou para São Paulo (não me olhgem com essa cara), dar uma passada em Curitiba pra resolver umas coisas, talvez fique lá, se não, volto pra SP.... isso é tudo muito estranho....as sincronias estão me mandando pra onde eu nem imaginava, são paulo... .
postado por: pirofágica 2:53 PM
Quinta-feira, Junho 03, 2004 ei, não precisa GRITAR (sobre o show do Los Hermanos) eu saiba. aliás, todo mundo sabia que o Arena ia lotar. depois de 5 meses os caras voltaram e para a tristeza de muitos, no palco daquele inferno insuportável de quente que é a boate. e a cena se repete: fila gigante que parecia nunca acabar. é sério. quem fica na porta observando se pergunta se naquela velha casa reformada do bairro antigo cabe tanta gente. e só quem esteve lá dentro nesta noite sabe. NÃO. não cabe, mas parece que só a organização do show não vê. mas ó, caber cabe, mas não é nada saudável aquilo. como minha religião não permite que eu fique numa fila para me divertir, esperei toda aquela gente entrar enquanto tomava uma birita deliciosa feita pela especialista no assunto Aline Baracho. entrei e lembrei que precisava usar o banheiro e tive que enfrentar todas aquelas pessoas eufóricas para chegar nos fundos da boate, onde fica localizado o dito cujo. na volta outra batalha: conseguir uma cerveja e tentar se localizar próximo ao palco para ver o show de perto. todo mundo acreditava que o show do Wado seria o de abertura. só que de tarde descobri que a nossa prata seria depois do ¿show principal¿, e segundo a organização do show, a banda (eu ainda não disse né? Foi mal, Los Hermanos) não ¿trabalha¿ com banda de abertura. acabei me envolvendo com a história de alguma forma e aquilo me chateou por algum momento. só que perto de meia-noite, ELES só queriam saber de Los Hermanos. quando os caras entraram...desculpem, mas tenho que repetir meu clichê loshermanístico, o público parece uma torcida organizada, como toda, apaixonada pelo time do coração. fã do Los Hermanos é chato pra cacete, defende a banda com unhas e dentes seja qual for o caso e sei que muitos vão me botar na cruz por estar escrevendo essas linhas, mas tudo bem. como sempre, tinham dois gigantes na minha frente. os marmanjos simplesmente NÃO ESTÃO NEM AÍ por ficarem na frente de mulheres de 1,65 m ou menos, no caso das minhas amigas. como eu também já sabia, a primeira música foi O Vencedor e foi também quando começou o absurdo. por que? porque as pessoas não cantavam as músicas junto com a banda, elas BERRAVAM e suas vozes se sobressaiam aos amplificadores das vozes do Marcelo Camelo e do Rodrigo Amarante. berrar as músicas pra mostrar que sabem todas as letras de cor, era esse o barato deles, era essa a história. ta beleza, eu sei todas as músicas de cor, mas não é por isso que eu vou ficar gritando no ouvido de ninguém, ora bolas! e o repertório segue e eu não consigo fazer o que mais gosto de fazer nos shows, prestar atenção no show. ver o baterista, o baixista, o guitarrista, o tecladista... eu queria ver os metais. e eu só conseguia ver o Amarante (não que isso seja ruim) e um pedaço da cabeça do Marcelo Camelo e todo mundo berrando sem parar. UFA! consegui um lugar melhor pra ficar, dava até pra dançar e ver quase que a banda toda trabalhando. aí meus ouvidos descobriram porque aquele lugar estava vago. LINDO, GOSTOSO... umas gurias gritavam. tinha uma... não, parece piada...a menina gritava ¿Amarante, você é foda, só não toca mais do que o Lúcio Maia¿. fala sério! cada vez mais músicas do Ventura no lugar de velhas conhecidas do repertório. sai Fingi na Hora Ri, entra Conversa de Botas Batidas. Sai cadê teu suín-, entra O pouco que sobrou. natural que seja assim, mas tem um bocado de música que faz falta no show. o show acabou, fiquem com o Wado. pode crer, foi um moooooonte de gente embora. o que eu posso dizer? perderam, de ver um show massa, de primeiríssima, de conhecer e achar bom ou uma merda. tem gente que não gosta de conhecer mesmo. mas também não vou mentir que o ambiente ficou bem mais agradável. só uma galera massa, dançando, sim, com espaço para dançar, prestar atenção na banda tocando, escutar o Wado cantar e cantar junto as conhecidas e sacar as letras das músicas novas. morrendo de rir... champange nessa birita rosa da Aline. acho que as bolinhas do champagne nos deixou tããããooooo alegres.
postado por: pirofágica 1:39 PM
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