pirofágica/Female/21-25. Lives in Brazil/Alagoas/Maceió/Serraria, speaks Portuguese. Spends 20% of daytime online. Uses a Normal (56k) connection.
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meu universo é infinito, não tentem me compreender



Terça-feira, Março 30, 2004

Digitei e apaguei uma frase inteira mais de 5 vezes, desisto de conversar com alguém, mesmo porque não tem ninguém aqui do meu lado. Tem um bentevi cantando aqui fora, essa hora o cos tá bem tranquilo, e praticamente de férias então... mais tarde são as cigarras, mas isso é mais tarde, deixa pra lá. E aqui na frente do computador, troco umas palavras comigo, acho que é o ato de escrever mesmo, com um pouco de falta de ar, olhos pesados e digitação lenta. Vou fechar um Trevo.

postado por: pirofágica 12:03 PM
bote fogo na babilônia:


Segunda-feira, Março 29, 2004

Ai que saudade daqui! Na verdade saudade da disposição pra escrever aqui. Quase nehuma novidade, "nenhuma sem o quase" é ortodoxismo, em vários sentidos, como não ser nenhuma novidade as crises de "ah! não quero escrver aqui". mas é a hora da torcida galera, todo mundo, T-C-C-T-C-C-T-C-C...
Tá indo, de verdade. Tive que voltar e mudar minha idéia inicial, tava complicando demais as coisas.
A passagem de Fernando Morais por aqui, conhecer a biblioteca do Ricardo Motta e conversar tanto com meus amigos sobre jornalismo literário me clareou e vão me ajudar nos muitos caminhos que me dividem.
To numa fase muito louca, de estudar bastante, ler muito, conversar sobre isso...o que é massa, mas cara, escrever é foda. Tá sendo a parte mais difícil, adoraria sentar com a banca e conversar horas sobre meu trabalho, trocar livros, indicar leituras, mas é um puta desafio que vou ter que encarar de qualquer jeito, e deixo claro que eu to a fim de fazer, só não me dou muito bem com prazos. dizem que isso é um defeito.

tá vendo porque prefiro a solta?

postado por: pirofágica 2:38 PM
bote fogo na babilônia:


Terça-feira, Março 23, 2004

Um poco de Amélie Poulain num sábado à tarde

Uma ressaca triste depois da farra da noite anterior, definitivamente não sairia de casa no sábado, fomos na locadora pegar uns filmes, tentar achar alguma coisa bacana porque parece que só existe DVD agora, impressionante.
Os nacionais Madame Satã, O Invasor e o tão falado pela Tai, o francês, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain. Fomos felizes e sorridentes pra casa, cineminha e pipoca, era o que precisávamos. Decidimos começar com Amélie Poulain, inspiradas pela empolgação da Maíra que já tinha visto o filme.
Cara, O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é diferente de tudo que já vi. É lindo, engraçado e dramático e apesar disso tudo não é chato. Tá, parece mesmo que a chata aqui sou eu, mas vou tentar explicar:
O filme começa mostrando um pouco da infância de Amélie entre um iceberg (o pai) e uma neurótica (a mãe). O pai é um médico aposentado que nunca toca Amélie, exceto quando a examina uma vez por mês o que faz com que seu coração acelere com a novidade e fez com que seu pai acreditasse que ela tivesse um problema cardíaco. Por causa do inexistente problema, Amélie não tem contato com outras crianças. Sua mãe tem uma morte trágica e Amélie, putz, infância é infância e crianças sempre gostam das mesmas coisas.

Amélie cresce e sai de casa, vai trabalhar como garçonete em Paris. Um belo dia descobre escondido em seu apartamento um ¿tesouro¿, uma caixa de objetos infantis de um dono que viveu ali há 40 anos. Amélie resolve encontrar o dono da caixa e ao ver sua alegria resolve que seu destino é ajudar outras pessoas.
Amélie se envolve com o cotidiano de vários pessoas que estão ao seu redor, colegas de trabalho, vizinhos, o vendedor de frutas da esquina, mexendo com suas rotinas. Aliás, a grande sacada do filme é a alteração do cotidianos e as coisas simples da vida. Amélie gosta de enfiar a mão em sacos de grão e jogar pedras no canal.
Em um determinado momento conhece o misterioso Nico, colecionador de fotografias 3x4, por quem se apaixona e resolve enfim, com a ajuda do ¿Homem de Vidro¿, ajudar a si própria.
A fotografia é linda, imagens captadas de detalhes como uma seqüência de pés ao subir escadas ou um pedaço de céu. As cores são vivas e dão um tom surreal à história. É lindo, emocionante, irônico, cheio de humor.
Depois de Amélie parei e pensei sobre muitas coisas que achava bobas em minha vida e algumas que reconheci deliciosas, lembrei do menino do livro que me fez apaixonar.
As meninas foram no Quarup buscar um CD que Sólon deu pra Camila e resolvi esperar em casa. ¿ Nega, tu não tem medo de ficar aqui sozinha? Eu não Folinha, tranqüilo. TV à cabo é foda. Enquanto as meninas não voltavam, vi um show do BB King, vi Elza Soares, vi Bob Esponja...até cochilei.
Quando chegaram resolvemos assistir O Invasor, mas confesso que dei várias cochiladas, aí não vale, vou assistir hoje de novo. Vou dormir mesmo pra ir cedo pra casa, tenho que terminar os fichamentos.

postado por: pirofágica 4:08 PM
bote fogo na babilônia:


Segunda-feira, Março 22, 2004

De volta aos relatos de fim de semana:

Ressaca do caralho!!!! Mas, puta merda, meu fim de semana foi divertidíssimo, um tanto diferente, quer dizer, a gente sempre se diverte, mas alguns detalhes deram um ar de diferente, algo ressurgido. Tem um bom tempo que não escrevo sobre as farras dos "fimd", mas dessa vez não resisti, hehehe!!!
Acho que ele começou na sexta-feira de tarde, pq jahscar na Ufal não é novidade nenhuma, mas é sempre bom, a melhor rotina, por opção. Mas fui ao centro pra mandar fazer meus óculos, desisti mesmo de lentes, esse troço dá muito trabalho. Enquanto escolhia minha nova dupla de olhos me ofereceram picolé "é, calorão", mas vi que tinha cerveja, um cara no "bar", sim, tem um "bar" na ótica. - Rizzo (o nome da atendente sorridente), você me arruma uma cerveja? Claro. Até a brincadeirinha se resolver derrubei pra dentro três latinhas da cerva que estava estupidamente gelada. Saí meio grógui pelo centro, com uma latinha na mão.
Não que eu fique sempre embriagada com três latinhas, mas começo a confirmar que o estado de embriagues se dá por uma série de fatos. Bom, o calor, o centro, o óculos, a Rizzo, a tarde...é, isso não tem muito a ver, mas enfim, fiquei sorridente como a Rizzo.
Tinha almoçado com a Maíra e combinado de voltar pra casa dela para irmos juntas ao cinema. Tava crente que ia assistir o "Ônibus 174" mas vi no jornal que o fime da sessão de arte era outro documentário, que também tava muito a fim de ver: "Tiros em Columbine".
Entramos no cinema correndo, atrasadas, eu, Maíra e Camila. A velha cara de pau de arriscar a meia-entrada colou. Entramos exatamente no começo do filme.
Paranóia Delirante. Que porra é essa!? Não, não me surpreendi tanto, mas os americanos são realmente impressionantes. Em 120 minutos o diretor Michael Moore explora com um toque de humor bem vindo, a obsessão paranóica de seus conterrâneos por armas de fogo. Tiros em Columbine procura uma resposta que talvez não encontre, mas em sua procura uma trajetória é traçada passando pelo "tiroteio" (que mau gosto o meu, hehehe!) em alvos como a mídia e o Estado Americano.
Usando a comparação com outros países, declarando absurdas estatísticas, Tiros em Columbine mostra um bando de loucos paranóicos com explicações mais loucas ainda para esse louco fascínio por armas. Nunca imaginei que fosse achar o Marlyn Manson uma das pessoas mais sensatas que já ouvi. Ah! Vi o cara que faz o South Park e nunca vou esquecer as imagens das salas de aula e o desespero dos alunos da Columbine.
Depois do baque, fomos tomar umas cervas no Don Pepe. Cara, não posso lembrar que morro de rir. A mesa grande diminuiu e a noite cresceu, quem foi perdeu, hahaha! (nossa, to tão engraçadina hoje). Do nada, da boca de Daniel Espanhol surge uma obagem que lhe foi atribuído um ponto. ¿ Galera, vou ao banheiro. "Boa Sorte!" e ponto vai, e ponto vem, e as condições eram: rima, carisma, criatividade... . ¿ Nossa Lucas, to paquerando aquele chinês parado no balcão. Por, Aline Baracho. Detalhe: era o busto de uma boneca mexicana. Ponto pra Aline.
Fomos parar 4 horas da manhã no Quarup, acordamos o Siri e o Sólon, bebemos cervejas e jogamos sinuca. Mas que o Dom Pepe parece uma "Malhação" onde se bebe cerveja, ahh parece.


continua...

postado por: pirofágica 4:55 PM
bote fogo na babilônia:


Quinta-feira, Março 18, 2004

DE FOGOS E ARTIFÍCIOS


Sansão costuma usar a cor imaginária dos anões malditos, gnomo noturno perseguindo fadas de saias
arregaçadas e recantos proibidos. Seu membro, ariete incontestável, ameaça a abertura dos lábios da heroína:
os lábios de cereja, os de veludo, os recônditos lábios de pêssego maduro, os de suculentas melancias,
os lábios apertados de cobre e de flor murcha. Nas noites de ser duende desastrado, vira vidros de tinta,
altera o precário equilíbrio da lua na floresta, se indigesta com os bolos e os cremes furtados das janelas e
acaba abrindo as pernas e recolhendo o rabo para a fome dos ogros de babas corrosivas ou de falos ardentes.
Aprecia também as mínimas coceiras de infantes excitados pelo medo da queda inaugural nos seus abismos.
Antes de entrar em cena, apara suas orelhas de delicados vértices, lixa os chifres indecentes que lhe furam
a testa e amarra o rabo indócil entre as pernas, duplicando o volume respeitável da sunga.
No picadeiro, ou na refrega, vomita o fogo que lhe adensa as entranhas. Seu hálito cadente funde o vidro na
areia ou derrete o perigo das armas (as balas, como gotas de lacre, pingam mortes frustradas, meio caminho andado;
os capacetes contraídos estouram as caixolas cranianas misturando miolos). Nos intervalos reanima as fogueiras
das donzelas.



uma das fichas do livro/jogo &, de Jorge Rein

postado por: pirofágica 12:00 PM
bote fogo na babilônia:


Quarta-feira, Março 17, 2004

as fotos dizem tudo:

os preparativos - eu (sentada), maíra e lucas


a bela e a fera


a dança da fila do banheiro


aline e maíra


moura brasil sem tampa


na grama


luquinhas e aline


andré


todo mundo doidinho


rindo à toa

postado por: pirofágica 2:17 PM
bote fogo na babilônia:


Sexta-feira, Março 12, 2004

"você vai cair na festa!!!"

então queridos amigos, hoje tem festa a fantasia sim sinhô!
e é na casa da Maíra? é sim sinhô!
e só entra quem tiver fantasiado? é sim sinhô!
vai ser massa galera e a melhor fantasia ainda vai ganhar um prêmio massa!!!

qq coisa me liguem pra saber direitinho.
é pra ir viu!?

postado por: pirofágica 11:13 AM
bote fogo na babilônia:


notícias dos amigos:

Beleza camaradas,
Achamos ontem esta sequência de 17 fotos com uns textinhos acompanhando.
Do show no SESC Pompéia.
Achei as fotos muito boas.
Por aqui as gravações do disco novo estão indo bem.
E dia 27 tocamos no SESC Copacabana.
Provavelmente dia 29 voltamos pra casa :)
Quem se interesar pode dar uma olhadinha no:

http://showlivre.uol.com.br/fotos.php

as fotos são de Paulo Pereira,
e texto de Carola Gonzalez
(será que é parente do aldo, ih)

abraço

wado

postado por: pirofágica 11:08 AM
bote fogo na babilônia:


Quarta-feira, Março 10, 2004

Se joga!!!!!!
- Então, vamos pra Salvador né?
- É mais a Maíra tem que ir pra Brasília.
- Ué! ela não ia pra Salvador com a gente?
- Ela vai, isso é na volta, vai ter que dirigir sozinha.
- Mas eu tive uma idéia: vamos pro enecom em Fortaleza e de lá pegamos uma carona descendo. É, mas assim eu não vou mais pra Salvador, vou aproveitar e ir direto pro sul. Joelma parte dois, saindo de um enecom e indo pra Porto Alegre. "Mas que porra eu vou fazer em Poa? Sei lá, antes eu ia pra Curitiba e antes, bem antes, eu ia pra Floripa, agora Floripa até que voltou aos meus planos galera, hahaha!"
- Tu não presta.
- Mas eu vou pra Minas galera.
- Pô, vou pra Minas também, a gente se encontra lá.
- Mas ó, se rolar o mestrado em São Paulo voui ter que ir pra lá.
- Ah! então a gente se encontra lá e vai junto pro Rio.
- Ainda bem que sei fazer um fogo, uns brincos, tocar um pandeirinho, acho que pelo menos não passo fome.
- hahaha!!! já to te imaginando...
- tu é mambembe mesmo.
- Só que antes disso vou ter que dar uma passada em Serra Talhada!
- Hahahahahahahahaha!!!!!!!!!!!!!!!!

esse post é dedicado às conversas, risadas e todo tipo de tramóia da cabeça desse trio louco, erika, aline e maíra.

postado por: pirofágica 1:17 PM
bote fogo na babilônia:


hummmmm!!! época de pinha.

postado por: pirofágica 12:58 PM
bote fogo na babilônia:


quanto tempo que não faço isso. não pode, sem chico não rola...

Amor Barato
Francis Hime - Chico Buarque/1981

Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Modesto

Um tipo de amor
Que é de mendigar cafuné
Que é pobre e às vezes nem é
Honesto

Pechincha de amor
Mas que eu faço tanta questão
Que se tiver precisão
Eu furto

Vem cá, meu amor
Agüenta o teu cantador
Me esquenta porque o cobertor é curto

Mas levo esse amor
Com o zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor
Que sonha

Que enfim, nosso amor
Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor
Que nem outro tipo de flor

Dum tipo que tem
Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha

Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Barato

Um tipo de amor
Que é de esfarrapar e cerzir
Que é de comer e cuspir
No prato

Mas levo esse amor
Com o zelo de quem leva o andor
Eu velo pelo meu amor
Que sonha

Que enfim, nosso amor
Também pode ter seu valor
Também é um tipo de flor
Que nem outro tipo de flor

Dum tipo que tem
Que não deve nada a ninguém
Que dá mais que maria-sem-vergonha

postado por: pirofágica 12:58 PM
bote fogo na babilônia:


Segunda-feira, Março 08, 2004

Ai ai...a onda da vez é rir da própria cara. É. Tava conversando com os guris na tag do blógui do Ari, escutando os lamentos e angustias do kae, que nem sei direito quem é. Quando o sassa falou algo como "rir da própria existência", claro. Tentem, dá um puta alívio.
Cara, eu tava me sentindo ridícula com tantas crises internas, quando o Luquinhas leu pra mim e pras meninas um texto do livro "Só" da Bianca Ramoneda, acho que é esse o nome da autora, foi quando notei, mais ainda, que rir da sua situação é um caminho mais leve de seguir seu caminho.
25 anos nas costas e ver várias figuras se dando bem, realizadas, com 22, 23, 24 anos, tudo bem que são exceções, mas 25 anos, peraí, daqui a pouco eu chego lá. A palavra não é "sucesso" como a autora diz querer, no meu caso é a tal da realização mesmo. Estar bem e satisfeita fazendo o que quero e o que gosto.
Tenho que fechar o ciclo da universidade, quero escrever e não tenho o talento que queria, aquele chipzinho que parece que nasce em alguns, então invento de ler. É tanta informação que as vezes acho que vou endoidar. Mas ler, estudar, pesquisar, não é nenhum sacrifício pra mim, pelo contrário, faço com muito prazer.
E o amor? tem horas que eu paro e penso, Jah! tenho 25 anos e não consigo namorar, o que será que acontece comigo?
Não, se existe alguma culpa, nem a pau que ela é minha. Parece que vejo casais de namorados pra onde quer que olhe. Mas olho pros lados e vejo meus amigos, todos amigos, ou amigos "casados", ou amigos demais e de longa data. E o pior, parece que todas os homens de 25 anos pra cima sumiram do mapa desta cidade e os gurizinhos de 18, 19, 20...é difícil, é difícil.
Aí tu "conhece" pessoas interessantes, mas como nada é perfeito, essas pessoas moram longe pra cacete de ti, tipo, 3 dias de ônibus. Isso é longe, reconheça.
Além da velha vontade de sair de casa, de ter seu canto, de um pouco de silêncio, de uma vida melhor.
Bah! que mundo louco que a gente vive, cheio de teorias pra explicar as paranóias pós-modernas e o caralho a quatro.
To de saco cheio. Aí bateu aquela deprê e lembrei da história de rir da própria existência, tirar um sarro da minha cara e me chamar de ridícula. Comecei a rir. hahahahahahahahahahahahahaaaaa!!!
Sério, que ridículo tudo isso. Tenho que parar de levar qualquer coisa tão a sério. É mesmo um bom exercício.

postado por: pirofágica 12:21 PM
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Sexta-feira, Março 05, 2004

¿Olinda inteira cai da ribanceira, e o povo todo a escorregar¿ e a seção versão prossegue. Mesmo já de tardezinha, Olinda é cheeeeia de gente e como não tenho mais saúde nem paciência pra me espremer no meio do povo, sigo pra escadaria do MAC, a velha escadaria de guerra. Pelo caminho mais curto, é claro.
Chegando no MAC...ahhhh, quantos loucos, quanta gente bonita, música no ar, além de muita fumaça, é claro! Procurando rostos conhecidos vem a lembrança de outros carnavais e nada de encontrar a galera.
Depois de um tempo, já no clima fumaçal da escadaria, eu e Maíra encontramos o Bruno, que havia marcado com o Miro e a Aline às 17h para irem juntos ver o sho do Bonsucesso Samba Clube. Puta merda, show do Bonsucesso, em Olinda, não esperávamos. O Miro apareceu mas nada da Aline, resolvemos achar a Praça da Preguiça, pólo onde estavam acontecendo os shows de Olinda.
Uma banda meio chatinha tava tocando, Etnia e quando começou o show do Bonsucesso fomos perto pra ver e dançar. O som não tava muito bom, mas com os pedidos de Roger Man para que os orixás estivessem ao lado fez com que a banda fizesse um bom show e ¿o samba chegou na ladeira¿ uma ladeira de gramado de onde se via o palco do alto. Todo mundo curtindo, dançando, foi ótimo. A Aline e seus sumiços, até pedimos pra anunciar no microfone, mas nada. Fomos pro ap da galera no Centro, bem pertinho do Recife Antigo.
Quando chegamos estava ela, toda ¿limpinha¿ da sarjeta de Olinda, nos esperando na portaria do prédio.
Banho, rango e adianto, rápido que não quero perder o show do Rogério Skylab.
Merda, de novo, chegando na ponte percebo que o final do show está próximo e escuto uma música louquíssima falando de Fátima Bernardes, que não me lembro direito, só sei que me mijei de rir. Quando consegui chegar perto do palco procuro a criatura e não vejo, mas escuto sua voz nervosa, quando olho pro lado e vejo um bando de urubu, quer dizer, jornalista, fotografando o cara que tava no meio da galera. Anárquico, sombrio, escrachado, medonho, cara-de-pau e por incrível que pareça, sanidade pura. Pra finalizar, pra delírio galera ¿Matador de Passarinho¿...Aqui tem tanta andorinha, cambaxirra, quero-quero, Rouxinol e juriti ...Que servem de tiro ao alvo para espantar o tédio e o vazio do existir.
Pá, pá, pá ... Matador de passarinho...¿ Fiquei indignada de pegar só o finalzinho do show, com o Skylab gritando ¿Do caralho isso aqui!!!¿.
Depois do final apoteótico do Skylab, os gringos tomaram conta do palco. Bernie´s Lounge veio da Holanda e agradou bastante com seu jazz, soul, latinizado som. Instrumental instigante. Muito engraçado ver os gringos fazendo um som meio latino e duros pra caralho na hora de dançar. Mas no canto direito do palco, de branco, um percussionista lindo. ¿Putz, conheço esse cara de algum lugar¿. O cara saiu, depois volta tocando um pandeiro arretado, daqui a pouco uma zabumba...epa, peraí, esse cara não é gringo nem a pau. Caiu a ficha. O paquera da quarta-feira de cinzas, carnaval passado. O percussionista de Nana, tenho certeza, é ele, o aniversariante da saudosa quarta-feira de cinzas.
Bah! Que guri mais fofo, mas...sabia que encontraria ele, nem que fosse na quarta de cinzas.
Desde o Bonsucesso em Olinda que não dava pra para de dançar ¿e pra começar...¿ ops, e pra variar, as músicas carnavalescas do Eddie não saíam de nossas cabeças. Então que venha logo o Eddie pra fechar a noite, se bem que pra fechar a nossa noite só de manhã na tenda mesmo, hehehe!
É uma delícia. É isso que é o show do Eddie, delícia escutar, cantar, dançar, se divertir. Ver o Eddie mais solto em casa, mais em casa do que aquilo só em Olinda mesmo. Original Olinda Style na cabeça. Dançamos horrores, foi ótimo ¿não pode parar¿, todo mundo cantando com esse sotaque lindo ¿Tinha?¿ ¿Tinha¿.
Pra não parar nunca, só indo direto pro Marco Zero pegar o final do show do Alceu. Não podia ser melhor. Praça do Marco Zero lotada, ver o Alceu era uma lenda, o negócio era dançar, e pra variar, tem que ter uma ciranda, e essa foi linda mesmo. Foi no final do show o único momento que encontrei Camila e Lilicous, uma pena.
Tenda eletrônica, não pode parar. Na boa, não sei de onde tiramos tanta eneria, acho que rolava um flshback do ê, não era possível. Encontramos o rasta que nos fez companhia de não parar, porque ¿se parar morga¿. Nessa brincadeirinha era dia quando voltamos andando pro ap. Garis e carros pipas, impressionante a limpeza cada manhã. Galera, preciso dormir.

postado por: pirofágica 4:38 PM
bote fogo na babilônia:


vim aqui pra dar um recado, pasar o serviço pra vcs:
hoje à noite, no Quarup, os meninos, André, Pablo, Espanhol...vão fazer um showzinho cover de Jimi Hendrix e me chamaram pra botar meus discos pra chiar e a galera dançar.
sabem que eu não tô muito disposta pra sair de casa, principalmente depois de voltar de um carnaval de Recife, mas vai rolar umas brejas e tal, e vcs sabem o quanto eu curto botar som.
apareçam!!!
ah, e por falar em carnaval, o relato das doideras, minhas visões carnavalescas e o resenhol dos shows vão continuar, só é esse dia de 24h que não é suficiente pra mim.

postado por: pirofágica 12:59 PM
bote fogo na babilônia:


Quarta-feira, Março 03, 2004

Eita que eu fui mesmo (e tu achava mesmo que eu não ia?) - olha que isso é só o primeiro dia, hehehe!

Dessa vez eu achava que não ia mesmo, teve até aquela história do show do Mundo Livre, ¿se tiver ML me instigo pra ir¿. E eu sempre fico pensando que quando a galera voltar e começar a falar dos shows, eu vou ficar pirada por não ter ido. É o velho clichezão que diz que é melhor se arrepender depois de ter feito do que deixar de fazer. E posso confirmar com absoluta certeza de que não tenho me arrependido de nada.
Quinta de tarde, olhando a programação do carnaval com as meninas já estava falando como se fosse, como se já tivesse decidido. O problema maior era o bendito tcc e a grana também que agora está com saldo mais negativo do que nunca. Mas isso nunca foi grandes problemas pra mim, felizmente me viro bem com pouca grana. O objetivo maior então era arrumar uma carona. Sexta de manhã Aline me acorda dizendo que tinha uma carona com o Beto, dava pra mim e pra Maíra, mas era pras 13h, em cima da hora, tinha que agilizar muita coisa. Liguei pro Beto e combinei de, pelo menos, voltar com ele.
Fomos pro show do Wado na sexta com o objetivo de descolar uma carona, mas parecia que todas as caronas já tinham saído na sexta mesmo. Foda-se. Maíra, já que decidi ir, vamos de ônibus mesmo. Ia ficar na casa da Dê, mas a Maíra, amiga da Maíra, que mora em Recife tava sozinha em casa e resolvemos ficar na casa dela mesmo. Chegando lá era ligar pra Tati e marcar de se encontrar com a galera, quer dizer, nós somos a galera da Aline e no apartamento da tia da Tati só tinha casal, Aline tinha que ficar com a galera ¿não pode parar¿ dela, neste caso, eu e Maíra.
Chegando em Recife já dá pra sentir aquele clima abafado, ver aquela sujeira toda nas ruas e muros podremente pichados. O clima de carnaval ameniza um pouco a estranha energia que sinto nesta cidade. A rodoviária é longe pra caralho, mas finalmente chegamos na Madalena, bairro onde a Maíra mora. Como combinado ela não estaria em casa, mas a chave ficava em um local estratégico. Banho e rua. Recife antigo, Rec Beat, conhecer o ¿novo¿ Rec Beat, novo lugar, nova estrutura que fazia todo mundo soltar um ahhhhhh!! de pena por não ser mais na Rua da Moeda, no Beco da Moeda, eu mesma que me apego aos lugares, às energias, fiquei meio triste com a mudança, mas os dias do Festival me provaram que seria impossível acontecer tudo aquilo, abarcar aquele tanto de gente na clássica Rua da Moeda.
Avenida Cais da Alfândega, o novo endereço. Chegando na segunda ponte já se escuta o som, já se visualiza o palco e a tenda eletrônica. Na beira do Capibaribe. Pegamos a última música dos pernambucanos Astronautas e fomos pra R da Moeda ver como estavam as coisas. E gente vai e gente vem, todo o tempo. Criaturas ¿a cara do beco da Moeda¿ se encontram no local, os chamados ¿malucos¿ o antigo Pina, o Mangá, mesas cheias de pessoas observando gente que vai, gente que vem...um telão e caixas de som, o Rec Beat não pode se desvincular da Rua da Moeda tão facilmente. Fomos no Marco Zero onde marcamos com a Aline às 23h. Balé Popular do Recife, muito frevo no pé, aliás, todo mundo naquela cidade tem o frevo no pé, é impressionante. O cansaço começou a bater, a noite anterior tinha sido punk e o dia também, sentamos em frente ao Marco, 23h30 e nada da Aline chegar, começou o show da Lia de Itamaracá, mas estávamos a fim de conhecer novos sons no Pólo Mangue mesmo. No palco Naguilê Hidromecânico, do Piauí, não curti, uma típica reprodução mal feita de bandas pernambucanas, sentamos no beco pra tomar umas cervejas e nessa de gente que vai e gente que vem, tem gente que para, foi quando encontramos nossa anfitriã Maíra e entre seus amigos o Thiago ¿muito doido¿, ¿sem noção¿, nunca lembro o apelido dele, amigo do nosso querido Alvarenga. ¿ Cadê o Álvaro? - Tá em casa, de ressaca.
Fomos dar um rolê e quando voltamos ao Cais da Alfândega fiquei indignada por ouvir só as duas últimas músicas da banda pernambucana A Roda. Já tinha ouvido falar muito bem do som da galera e a palhinha deu pra sacar que o som é muito bom mesmo, um instrumental iradíssimo.
O lugar parecia cada vez mais cheio, foi quando começou o show da Lanlan e os Elaines. De cara. Foi como eu fiquei com o show da LanLan. Esles tocaram aqui em Maceió e eu ¿vou nada gastar 10 paus pra ver LanLan¿ é, ainda bem que não gastei porque vi de grátis, mas que puta show rock n´roll, mesmo. Lan Lan era uma das percussionistas da banda da Cássia Eller e já tocou com muita gente boa (Tim Maia, Adriana Calcanhoto, Marisa Monte, Nando Reis...) mas é como front man (tá, galera, é praticamente um front man mesmo) de sua banda, band leader, que comanda uma puta banda de cima do palco. Bairrismos à parte, o baixista é foda mesmo, como ela apresentou, ¿na baixaria, diretamente de Maceió, com passagem por Salvador, Fernando Nunes¿, que além de tocar é essencial nos backing volcals. E por falar em backing vocals, mais que isso, com um vozeirão a ¿gostosa filha do ministro¿ Nara Gil, segura a onda do show em muitas vezes.

Além da MTVística ¿100 xurumelas¿, outras composições próprias e umas caroninhas que agradaram a galera como Quando a Maré Encher, que insistem em dizer que é do Nação Zumbi, mas que na verdade é da Olindense Eddie. Sexo, drogas & rock n´roll, muita putaria, como ela mesma diz. Desbocada Lan Lan me deixou de cara.
No meio dessa doidera toda, encontramos o Bruno e ele mostrou onde as meninas estavam. O próximo show era o do Devotos. Grande banda, grande show, mas tava muuuuuito cansada e tinha muuuuuita gente no Rec Beat, uma molecada de preto, pronta pra fazer a roda de pólga na hora do show. Resolvemos dar uma sentada e sacar o show do telão no Beco. Devotos com seu punk rock hardcore levou um dos maiores públicos do Rec Beat, apesar de terem se apresentado na mesma noite em casa, no Alto Zé do Pinho. E por falar em Alto, tava meio puta, porque se eu voltasse pra casa sem ver um show do Mundo Livre ia ser pior que uma tpm e nesta noite de sábado eles estariam tocando no pólo do Zé do Pinho. Adoraria ir no Alto e ver o show dos caras lá, mas a galera amarelou e ficamos de ver ML na Várzea (longe pra caralho) na terça.
Nada de tenda eletrônica, a primeira noite é sempre foda, cansaço demais, sentamos e encontramos ¿o rasta¿, quer dizer, um dos rastas, de Maracaípe, que figura massa, ficou com a gente até a hora de ir embora. A Aline ainda saiu pra dar uma ¿mangueada¿ com o pano de brinco dele e ficamos conversando. Como a primeira noite é luxo, fomos de táxi pra casa, que nem era tão longe. Muito engraçado, a Maíra com o sotaque carioca dela, eu com meu sotaque paulista para os nordestinos, indo pegar um táxi prum lugar que a gente nem sabia chegar direito. Mas nessas horas eu merecia o Oscar, na boa, baixa a Fernanda Montenegro e interpreto a própria conhecedora de Recife como a palma da minha mão pro taxista não engabelar a gente, muito engraçado. É bom tirar um cochilo, porque Olinda não é mole não.

postado por: pirofágica 12:30 PM
bote fogo na babilônia:


Segunda-feira, Março 01, 2004

voltei!!!
ai como é bom viajar. baterias recarregadas. alguma sequela, mas...coisas de carnaval.
aproveitei muito, principalmente com as companheiras "mais animadas não pode parar", Aline e Maíra. vi shows maravilhosos e pessoas lindas. logo logo rola o relato por aqui.
beijos.
tava com saudades.

postado por: pirofágica 12:29 PM
bote fogo na babilônia:



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