pirofágica/Female/21-25. Lives in Brazil/Alagoas/Maceió/Serraria, speaks Portuguese. Spends 20% of daytime online. Uses a Normal (56k) connection.
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ASSIM ASSADO

meu universo é infinito, não tentem me compreender



Quinta-feira, Janeiro 29, 2004

Quanto tempo heim!? pois é, tem textinho, quer dizer, textão, sobre o show do Los Hermanos e algumas fotos.
O texto tá também no voodoo esportes mas aqui tem mais coisa, sabe como é, sempre tem maconhagem no texto e aqui eu assumo tudo o que escrevo. As fotos são do tato, na página do voodoo tem mais.
Ah! só pra lembrar, euzinha aqui não trabalho com regras, muito menos as de imparcialidade e objetividade, inclusi vou ter um tcc inteiro pra falar sobre isso.

Quem se atrevia a dizer?

Sinceramente eu não esperava, na verdade acho que ninguém esperava. A história me levava a crer, mas a semente deve ter sido mesmo muito bem plantada e regada desde 1999, depois do estrondoso sucesso do primeiro CD homônimo, na primeira e até então, única apresentação da banda carioca Los Hermanos na capital alagoana. O segundo trabalho "O Bloco do Eu Sozinho" trouxe uma profunda mudança na estética musical da banda, que sofreu nas malhas de uma grande gravadora que multiplicou cifras com um mega hit executado em todo o mundo, sim, Anna Júlia ganhou o mundo. Mas se existe alguma pretensão declarada entre esses caras é a de fazer música que lhes agradem e tocar essas músicas em seus shows. O desenrolar da história a maioria conhece, o "Bloco" alcançou grande sucesso entre crítica e público, mas a falta de investimentos da gravadora, por não ver "apelo" comercial nas novas canções, fez com que o segundo cd da banda não chegasse nem perto em número de vendagens quanto o primeiro disco. Mesmo assim algo de muito grande acontecia ao quarteto. Um novo público se formava a cada show e o "Bloco" figurou entre os melhores discos do ano entre a crítica especializada. Sem aparecer na "grande mídia" e com Anna Júlia ainda impregnada nos ouvidos e mentes preconceituosas, nenhum produtor da terrinha encarou trazer Los Hermanos pra Maceió, ainda acreditavam que o "Bloco" era um disco "difícil", mas vai saber.
Enfim o terceiro disco "Ventura" lançado o ano passado não veio exatamente com a cara do "Bloco do Eu Sozinho", mas corajoso, ainda mais, digamos, sereno e repleto de baladas de amor, letras e melodias que combinam com palavras como sinceridade e simplicidade.
Começada a turnê, algumas especulações sobre uma provável apresentação da banda em Maceió, mas nada concreto. Cinco apresentações para os visinhos Pernambucanos, passagem por Sergipe, e nada de Alagoas.
Público cada vez maior por onde passavam, músicas na ponta da língua, elogios de crítica...e nada de showzinho por aqui.
Eis que começa 2004. E quem ha muito esperava, finalmente a boa nova: Los Hermanos em Maceió.

O show

Uma boate? Muita gente? Meia dúzia de gatos pingados? Terça-feira? Chuva, muita chuva! Se São Pedro existe e é mesmo barbudo, deve ser fã de Los Hermanos, porque resolveu dar uma trégua na chuva que caiu durante todo o dia. Realmente eu não esperava. Fila que só fazia crescer, gente que não parava de chegar, gente que entrava, fila que não parava de crescer...
Nunca tinha entrado no Arena, mas sabia que o lugar não era grande. Como fila só me lembra burocracia e campo de concentração, resolvi esperar a dita cuja acabar, tomar minha cerveja no precinho e bater um papo sem ter que gritar até a hora do show começar.
Só não me assustei quando entrei porque já tinha visto o movimento do lado de fora. Muuuuuuita gente.

Pra ficar perto do palco tive que matar dois leões, dos grandes. Pessoas menores de 1,65m deveriam ter prioridades perante os marmanjos de plantão, enfim, consegui um cantinho, apertado, mas basta a tática de "dançar movimentando os braços" pra conseguir respirar e curtir o show.
Delírio da galera parecia torcida de futebol apaixonada cantando o hino do time do coração. A primeira parte de "O Vencedor" foi cantada quase toda com o Marcelo Camelo com um sorriso do tamanho do mundo no rosto. Praticamente todas as músicas eram cantadas em coro pelas, pelas...sou péssima em estatística, mas acredito que cerca de 2 000 mil pessoas lotaram o Arena. Em meio a pedidos, desesperados de "Pierrot" pela galera, o set list foi basicamente o dos últimos shows do "Ventura", uma ou outra de fora, mas a presença garantida de canções dos três CDs da carreira da banda. "Sentimental", "Retrato Pra Iaiá", "Quem Sabe", já são clássicos, aliás, pra fã de Los Hermanos não tem canção que não seja clássico, mesmo as novas "O Último Romance" ou "Além do que se Vê" eram fielmente cantadas como hinos. Confesso que a paciência me faltava com os berros no meu ouvido de tietes desesperadas, coisas do tipo "gostoso", "lindo" e por aí vai.

Tava estampado na cara dos hermanos, e declarado nas palavras de Rodrigo Amarante, a surpresa que já não era só minha. A banda de raro "bis" teve que voltar e quis voltar, cantar "Samba a Dois" e fechar a noite com "A Flor".
Apesar das tentativas alguns poucos entraram no camarim e como eu não tava de salto alto, maquiada, não era freqüentadora, nem esporádica, muito menos assídua do local e ninguém acredita que eu sou jornalista "não tenho cara de jornalista", hahaha! muito menos a trabalho, só entrei porque sou muito "cagada" mesmo. O Fininho, bróder da equipe da galera, com quem jahsquei um fininho no show de Garanhuns, apareceu na minha frente e imediatamente me colocou pra dentro.

Com muita atenção e respeito por todos, em meio a fotos e autógrafos consegui ouvir dos caras sobre a satisfação, surpresa e a tal da semente plantada que segundo Rodrigo Amarante "rendeu lindo frutos" e "um breve retorno". Tomara.


Agora eu vou falar porque não sei ficar calada mesmo. Que criaturas mais gentis e educadas esses rapazes, pressionante.
Se fosse eu no lugar deles acho que não teria tanta paciência, sabe? É muita gente pedindo autógrafo e querendo tirar foto, o tempo todo.
Em uma brecha consegui trocar umas palavras com o Marcelo, sobre os shows do nordeste, as seleções dos "melhores" de 2003 e outras coisas.
Mas a boba aqui ficou mais boba ainda quando do nada conversou por uns longos 20 minutos com Rodrigo Amarante. Putz é tão simples as pessoas se tratarem de igual, encontrarem identificações e trocarem idéias sobre elas. O cara é inteligente, sensível, simpático, educado, atencioso e lindooooo!!! Tá, Camila não resisti mesmo, mas o cara é lindo mesmo. Conversamos sobre música, é claro e jornalismo e quando falei, porque tinha que falar pra algum deles sobre meu projeto recebi de presente sorrisos e palavras animadoras, fiquei de cara mesmo, mas é uma história muito ambiciosa e se realmente acontecer vai demorar pelo menos um ano.

postado por: pirofágica 3:57 PM
bote fogo na babilônia:


Sexta-feira, Janeiro 23, 2004

putz, não resisti aos olhos de jaboticaba da pequena julia, a linda filha dos amigos jarbas e marcela, tive que pegar emprestado a foto do blógui da claudinha...



diga aí se não dá vontade de ter um bebê?

postado por: pirofágica 4:53 PM
bote fogo na babilônia:


Quarta-feira, Janeiro 21, 2004

e não é que é verdade?

- vai ter show do Los Hermanos terça-feira.
- duvido Tup.
-quer apostar?

quando vou abrir meus e-mails e tem um do Tato perguntando se eu vou pro show! ora bolas, é claro que eu vou.

postado por: pirofágica 7:30 PM
bote fogo na babilônia:



tem textinho sobre o show do Wado e Realidade Fantástica na Artnor no voodooesportes
e tem do show do Eddie e Bombalá no Quarup, quinta-feira passada.

postado por: pirofágica 7:27 PM
bote fogo na babilônia:


Terça-feira, Janeiro 20, 2004

to me sentindo burra, feia, chata e boba, não necessariamente nesta mesma ordem.

postado por: pirofágica 7:19 PM
bote fogo na babilônia:


Porralouquice tem hora que cansa!

Queria para de buscar explicações, mas ao mesmo tempo preciso entender o que se passa...
Não, não quero falar da humanidade, deixo isso pra depois das várias cervejas das quintas, sextas, sábados...
O problema não é a conversa sobre a humanidade, este nem é meu assunto preferido, longe disso, o problema, se é que posso definir desta forma. É a minha sensação de inutilidade quando não consigo quietar a bunda em casa e fazer a única coisa a que me proponho nesta vidinha mais ou menos, rabiscar coisas sobre esta vidinha mais ou menos, além do bendito tcc, que tá enroscado.
A questão não é estética, nem a preocupação com a vida de outras pessoas, não é o filme de Fellini ou uma nova terapia transcendental, não é a banda mais comentada do underground londrino, nem o novo restaurante de comida macrobiótica.
Não somos cult, ou qualquer outro rótulo que exista, somos apenas festeiros, enchemos a cara, ficamos chapados, nos abraçamos e declaramos nosso amor uns pelos outros, pelas árvores, o céu, nosso tesão no mar...não, não somos pansexuais, e eu, pra não perder o costume, solto ironias bem intencionadas que são facilmente confundidas com mau-humor pela maioria das pessoas, mas mesmo assim elas gostam de mim.
O fato é que quero sentar a bunda em casa pra produzir mas sempre aparecem os amigos que te ligam pra tomar uma cerveja, inclusive no meio da semana. Aí tu pensa e até diz pra tua mãe: "que mau há em tomar uma cerveja e voltar cedo pra casa?" É aí que entra o "eu" boêmio da história. Não, não consigo tomar UMA cerveja, muito menos voltar cedo pra casa. Aí por quase um milagre dos céus passa um galeguinho interessante e te olha e tu acredita que essa noite "tudo vai ser diferente"; algum conhecido passa e te dá um panfleto de um showzinho que tu não pode perder. O meu fraco é música e adoro shows, instrumentos plugados, palco. Me chamam pra escrever sobre shows, entro de graça nos lugares e quase sempre isso tudo acontece na noite.
É isso, claro, sem querer cheguei a uma conclusão óbvia. A NOITE.É quando produzo melhor e quando as coisas acontecem, quando a maioria da birita do mundo é consumida, quando os becks fluem, quando as estrelas aparecem e todo mês tem lua cheia, ohhhh! Não tem outro nome pra boêmia mesmo.
Não sou uma louca a ponto de achar isso de tudo ruim. Essa tem sido a minha escolha, mesmo acreditando que poderia me dedicar mais a outras coisas, não posso reclamar. Se é uma escolha minha fico feliz e até satisfeita. Posso dizer que é inclusive o combustível pra vida não ser tá medíocre e besta.
Por enquanto penso que até seria bom estar namorando, sempre penso nisso nos dias chuvosos...

postado por: pirofágica 5:33 PM
bote fogo na babilônia:


Segunda-feira, Janeiro 19, 2004

tenho várias coisas pra escrever, mas agora tá foda, tem textinho sobre o show do Wado e Realidade Fantástica, do Casa Flutuante e do Eddie!

tive um pesadelo terrível, sonhei que votava!

tantas, tentos...témais!

postado por: pirofágica 3:14 PM
bote fogo na babilônia:


Quarta-feira, Janeiro 14, 2004

vim aqui colocar um pouquinho da agenda desses dias, mas to meio desorientada com uma notícia que recebi, agora as coisas começam a fazer algum sentido, ou não, quem faz sentido é soldado, ora bolas!

resPIRA fundo, conta até 3...

retornando ao estado "normal"

hoje tem show do Wado lá na Artnor, no Centro Cultural, no Jaraguá, excelente oportunidade de conhecer o lugar, eu ainda não tive lá.
ouvi dizer que a escola de samba do Poço ia fazer uma participação no show do Wado, mas segundo a Nicolle, no panfleto diz q a Escola é às 19h e o Wad, às 21h. De todo jeito vou chegar cedo pra dar uma conferida! segundo o email do Wado tem música nova, banda nova e tudo mais!

hoje também nossos querido amigos do Xique Baratinho vão estar se apresentando SESC Pompéia, em SP, na sexta os meninos estão de volto e quando souber como foi coloco aqui as novidades. tem show marcado naquele projeto de Jacarecica e outro na Jatiúca, mas não lembro as datas agora.

amanhã tem o lançamento do primeiro CD do Casa Flutuante, no Dom José, de grátis. Caralho, quem puder, não perca, o show dos caras tá muito bom, eu vi na Marcílio Dias e teria muita coisa pra falar se tivesse tempo.
amanhã tbm tem show de uma das bandas pernambucanas mais queridas pela galerianha das alagoas, o Eddie, eu sou fanzona, vou estar lá. Além do eddie tem Bombalá também.

sexta feira eu queria fazer uma festinha lá em casa, já que a galera tá viajando, mas meu querido priminho ficou e minha irmã também vai tá na área, de repente a gente faz um churrasquinho no domingo então, aida vou ver...
tem o show dO´ Rappa tbm, mas não vou dar 15 paus q não tenho pra passar mal naquele inferno da UAU, vixe, até rimou!

sábado é ter raiva...show da Maria Rita pros granfinos no Hotel Jatiúca, vamos escutar da praia.
eu quero inclusive que alguém ache esse blógui procurando por "maria rita+hotel jatiúca" e leiam: Vai tomar no cu!!!! vc que organizou e cobrou esse absurdo o ingresso!

té mais!

jubyuleu, to com saudade, para com esse papo de enigma e volta aos "y" de sempre!

alguém me empresta um cinto, que droga, minha saia tá caindo!

postado por: pirofágica 6:31 PM
bote fogo na babilônia:


Segunda-feira, Janeiro 12, 2004

diretamente da rua do ócio, número 15 quadra 45
sabe quando vc não tá a fim de fazer nada e ao mesmo tempo quer fazer muitas coisas?
eu to mais ou menos assim.
mas que merda estar mais ou menos, mais ou menos é uma coisa muito chata pra mim...
não, não to reclamando não... tenho dedicado esse tempinho "mais ou menos" em casa pra ler um pouco, tenho me instigado com a leitura de De Repente Acidentes do Carl Solomon e descobrindo algo mais sobre a "loucura" humana, seus pontos de destruição e como há poesia nas letras de Solomon quando escreve, sobre tudo...a minha próxima febre vai ser encontrar Artaud em algum sebo, ou alguém aí, me empresta por favor!
e como meus CDs estão no sítio do Giba to escutando meus discos, aquele chiado que me faz tanta falta quando passo muito tempo sem escutar...tenho escutado muito Beatles, um tanto de Beto Guedes também, mas depois de escutar o CD do Racionais na casa do Lucas as músicas não saem da minha cabeça, fico cantando mentalmente o tempo todo...
aliás com a voz que estou, ou melhor, a falta dela, não consigo cantar...e eu gosto de colocar o som e ficar cantando bem alto!
to completamente rouca e tendo crises terríveis de tosse...eu digo que essa boemia me acaba!
"cabelo é bom pra descabelar se não não presta para nada nessa vidinha besta"
também acho que quero continuar assim, sem nenhum amor, ou com muitos amores, não sei ao certo, é que uma coisa que deveria ser boa, prazerosa, quando começa causar algum tipo de sofrimento é pq não tem razão de existir.
adoro a discórdia!
salve éris! grande bob!

postado por: pirofágica 6:52 PM
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muito sol e uma volta cinematográfica...

Daí em diante o esquema era praia de dia, entre Porto e Maráca, cerveginha no bar do Marcão, beques com a galera do coqueiral, conversas e mais conversas com o Da Lua, deitar e tirar um cochilo na praia no entardecer e tentar curtir a noite de Porto.
O sol era de rachar a moleira, e é por isso que estou assim, pretinha, pretinha da silva.
As meninas haviam decidido voltar pra Maceió no domingo, eu tinha decidido ficar pelo menos até segunda, não sabia ao certo meu destino.
Na segunda noite encontramos novamente o Daniel, que botou um que nos deixou chapadas até de manhã, ficamos tão loucas sentadas na jangada que eu, pelo menos, não conseguia nem me mexer. Altas crises de riso, até conseguir voltar pra praça e rir mais ainda com a Aline fazendo um "baixo imaginário". Ela dizia que parece ser mais fácil de que a "guitarra imaginária", " - ó, a bateria também é legal" e eu me mijando de rir... a Aline parecia um ganço tocando "baixo imaginário".
Atentei tanto as meninas que resolveram ficar. Então fomos, finalmente para o coqueiral, o mochilão estava como arame farpado em meus ombros, estava tão queimada que tudo doía. Impressionante como as farras sempre param perto da gente, todos os guris, instrumentos e becks estavam em volta de nossa barraca. Depois de rir pra se acabar com tanta conversa do Da Lua resolvemos tirar um cochilo pra ir pra Porto de noite, ou então puxar o tal lual no coqueiral.
Apagamos, quer dizer eu passei mal pra dormir, toda dolorída e a barraca parecia mais apertada do que nunca.
Mas nossa, como é bom acordar na praia, dar de cara com o marzão lindo de Maracaípe.
Tava tudo lindo, mais cervejas no Marcão com o pouco de grana que nos restava, até a hora de agilizar tudo pra não perder o ônibus.
Ainda teríamos que pegar uma carona até Porto, de Porto uma besta até Nossa Senhora do Ó, de lá pra Ipojúca pra pegar o ônibus Rcife/Maceió que passa às 16h.
Feito tudo isso, chegamos finalmente no trevo de Ipojúca, lá encontramos uma colega da universidade que passava uns dias na casa de família em Ipojúca, nunca imaginávamos.
De repente olho pro lado e vejo um carro com um adesivo de uma boate recém inaugurada de Maceió, que inclusive trabalhei fazendo fogo na inauguração, fui olhar a placa e dito e feito: Maceió/AL.
Aí veio uma mulher com uma micro saia e perguntei pra ela se rolava uma carona.
- é só vc?
- não somos três.
- peraí que vou falar com ele
Entrou no restaurante e a segui, conversei com o cara, meio mau encarado e ele confirmou a carona, disse que esperássemos eles almoçarem.
Com um sorriso no rosto fui dar a notícia pras meninas...o ônibus passou e o negócio era esperar a tal carona.
- vamos! agora as coisas tem que ir com vcs no banco, não dá pra colocar no porta malas.
- não, não, tranquilo!
Daqui a pouco começa a putaria:
- ô seu viado, eu quero meu óculos de volta, se eu ver na cara de alguma rapariga sua eu quebro a cara dela.
- eu já falei pra parar com essa história desse caralho dessa porra desse óculos...
E era um tal de viado pra lá, rapariga, puta, cadela, pra cá, imptressionante. E cada vez que ela tocava em um assunto que estressava o cara ele corria mais ainda...180 por hora, ultrapassagem em curvas e coisas do nível.
palavrões e sorrisos, uma carona junkie mesmo, não dá pra ter noção eu contando assim.
Quando chega em Maragogi o pneu fura. Olhei para cara da Aline e "eita, os peneus furpou-se"...

puta merfda, no melhor da história tenho que ir, vão fechar a sala, depois eu conto o resot da carona junkie da volta...

postado por: pirofágica 4:26 PM
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praia de Maracaípe/PE

postado por: pirofágica 3:23 PM
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os encontros e o cansaço do primeiro dia

Logo a roda se formou e vários malucos "rastas" se chegaram. Todos estavam acampados no coqueiral e a maioria deles estavam pelo mundo mangueando, vendendo artesanato e o engraçado é que todos eram conhecidos no coqueiral como "rasta", não dava pra chegar perguntando pelo rasta que nem eles saberiam responder. De repente aparece o Da Lua, o cara é igualzinho o Tonho da Lua da novela e começou a falar, putz, como fala o Da Lua e queria por que queria que eu fosse pegar a BR com ele. Disse que já tinha uma carona pra Jericoacoara e que me dava um pano de brinco e isso e aquilo se eu não topava ir com ele.
Calma aê seu moço, não é bem assim! Sei que um dia vou meter a cara na estrada, mas agora tenho coisas pra resolver e fazer isso em paz, na tranqüilidade.
Resolvemos dar uma chegada no Skol Spirit e ver qual era a de mesmo. Muita gente, cerveja cara. Mas ainda bebemos algumas e dançamos. Parecia que eu tava tendo um flashback do ê, porque dancei pra caralho. Fiquei puta da vida por não estar com meus bastões de fogo, certamente tiraria um bom trocado fazendo suíngue ali.
20h a parada acaba mesmo, era a hora de pegar uma carona até Porto e resolver nossas vidas. Conseguimos a carona e em Porto resolvemos ir no camping ver qual era. Pra pagar a mesma coisa que no Albergue e dormir na área, resolvemos montar nossa casinha no camping mesmo. Voltamos, comemos um cuscuz, e pegamos as coisas no Alberto, que não ficou muito feliz com isso. De casinha montada, banho tomado e cochilo dado, o negócio era sair e ver gente. Mas Porto é foda, na verdade tinha hora que eu olhava e pensava "meu, o que que eu to fazendo aqui?" a cidade parecia um constante desfile de moda, não entendo como aquela mulherada conseguia andar de salto alto no paralelepípedo, sério! Tava um saco aquilo ali, nenhum showzinho, só um som mecânico na praça, mas não estávamos bem ali, resolvemos ver em Maráca o que tava rolando. Carona...como diria a pequena Nicolle "maráca, maráca"... e nada, até que passa uma van com uma galera indo pra lá. Chegando lá um deserto...no coqueiral todo mundo dormindo e na vila...nada. e agora pra voltar? "Carona vai ser foda" até que milagrosamente passa uma kombi indo pra Porto. É tu mesmo!
De volta à Porto encontramos o Daniel, um dos rastas que conhecemos assim que chegamos, o guri é muito gente boa, desconfiado até conhecer vc, mas depois que conhece só vive com aquele sorrisão aberto, muito fofo o menino. Ficamos conversando e ele e o Jorge ficaram de ver se conseguiam uma coisa pra amanhã. 4 da madruga nossas pernas não obedeciam mais de tanto cansaço e fomos tentar dormir no camping...ahhh se o calor e os mosquitos deixassem...

postado por: pirofágica 3:11 PM
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Quarta-feira, Janeiro 07, 2004

Mai jogo ir pra Maráca?

Chegando em Porto o negócio era chegar na praia e ver se tinha alguém acampando. Aline parou para pedir informação e quase conseguimos uma casa peã ficar. Passando de bicicleta um carinha ouviu a nossa conversa e falou que "pra gente era mais jogo ir pra Maracá". Mas Aline questionou que o problema de ficar em Maracaípe é que de noite não ta rolando nada, ele indicou que a gente fosse falar com o Guel, no restaurante tal e visse se dava pra arrumar um canto pra armar a barraca.
Depois de constatar uma praia lotaaaaaada, falamos com o Guel, que foi muito simpático por sinal, só que na correria ele pediu que voltássemos mais tarde pra ver se ele conseguia alguma coisa. Vamos então procurar o tal Albergue do Alberto e ver qual é. O único camping de Porto era o mesmo que fiquei há 5 anos quando fui ver uns shows no campeonato mundial de surf e era também o mesmo que a Aline ficou na última semana santa, a grana era curta e o camping é caro, vamos ver esse albergue.
Depois de andar pra caralho com mochilão e o sol à pino na moleira, achamos o Albergue do Alberto, que nos recebeu com um enorme sorriso no rosto dizendo que poderia ajudar a gente...não tinha quarto mas ele e algumas pessoas estavam dormindo ali na área mesmo, tranqüilo... ficamos felizes...¿é 10 paus por pessoa¿, murchamos...
- é, vamos ver uma casa que talvez role de a gente ficar e dá a resposta.
Conseguimos deixar as coisas lá e existia a possibilidade de passarmos a noite ali.
Sem aquele peso todo o negócio era relaxar, dar um mergulho, tomar uma cerveja e procurar uma coisinha pra comprar, já que inacreditavelmente estávamos de cara. A andada de Porto até Maracá pela praia é tranqüila, tipo da Garça até o final de Guaxuma. Passamos pela tenda da Skol, esses putos tão ganhando muita grana com isso, Skol Spirit, um evento só com DJs em uma tenda enorme na praia. Começava cedo, umas 17h e acabava 20h. e finalmente chegamos no Bar do Marcão. Um bar massa de tomar uma cerveja e escutar um som, atrás, bem pertinho, várias barracas, a galera do ¿coqueiral¿, putz, era praquele lugar que tínhamos que ir. Passamos pelo único camping de Maracaípe, mas entre ele e o coqueiral era melhor o coqueiral...na volta pro Marcão, encontramos dois figura vendendo seu artesanato, e fomos procurar saber como faríamos pra tirar a nossa cara. Os dois meio desconfiados falaram que não sabiam não, que de vez em quando passava algum doido por ali. Ta, voltamos e pra matar a vontade, comomos uma ¿macaxeira, xeira¿ frita no Marcão. Com toda a conspiração do universo, a banda começou a tocar o ¿som da Chapada¿ ¿... a noite faço uma fogeira, e vou tocar meu violão, e vai rolar o som, e vai rolar o bom¿, na hora do bom um carinha leu meus lábios e resolveu botar o bom! Foi quando conhecemos quem tava na BR, com os panos, mangueando...
Nos demos muito bem logo de cara...
Eita, tenho que ir agora, peraí que logo escrevo mais!...

postado por: pirofágica 6:22 PM
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tem muito ainda viu? logo logo posto mais, putz que doidera ótima essa viagem, adiantando: valeu mesmo Aline e Nicolle, foi massa estarmos juntas nessa, apesar de sentirmos a falta de várias pessoas!

postado por: pirofágica 4:14 PM
bote fogo na babilônia:


e foi dada a largada para a aventura bagaceira que beleza das Três Marias!

Já chegando em São Luís descobrimos que a nossa carona era um "chefe de delegacia" que disse que qualquer coisa, se não conseguíssemos como ir até Maragogi, a gente poderia dormir na delegacia e tudo mais. Sai pra lá jacaré, de delegacia quero distância. Paramos no posto de gasolina e ainda tentamos uma carona com a nossa plaquinha "MARAGOGI". Começou a escurecer e vimos que a melhor saída era pegar um ônibus que viesse de Maceió para Recife ou um pra Maragogi mesmo. Do nosso lado, um senhor, morador da cidade, sentado vendo os carros passarem, e resolvemos pedir informação sobre ônibus, vans, horários e tudo mais.
"Não tem não minha filha"
"Ihhh essa hora não tem mais nada"
Chegaram dois garotões. Estavam indo pra Matriz de Camaragibe, pra uma grande festa que rola na cidade no dia 1º e segundo eles, ainda passaria um ônibus pra Maragogi, umas 18h40, então resolvemos esperar esses 40 minutos. E dalhe zica do velho. A criatura só fazia dizer que a gente não ia conseguir nada, que aquela hora não tinha nada pra lugar nenhum, nunca vi tanta urucubaca na minha vida, aí eu perdi a paciência e comecei a sacanear o velho. "Que nada tio, vamos pensar positivamente, vai passar"
E mais agouro do velho... "tiozinho, a gente vai conseguir chegar onde a gente quer, vai dar tudo certo. Vai ou não vai?"
Enquanto isso a fome batia e parte do "repertório da viagem" começou aí, porque só pensávamos na "macaxeira, xeira..." e as paródias comiam soltas, tudo levava a uma música, entre elas "quero que vc me diga o nome de vinte meninas" e felizmente tudo acaba em "Uh uh uh, que beleza!!!"
Nesses momentos os motoristas são os mais indicados a dar informações e infelizmente não tinha mais ônibus dali para Maragogi, tínhamos que chegar até Porto Calvo para isso, então pegamos uma van para Porto Calvo que passava por Matriz.
Chegando em Porto Calvo descobrimos que não tinha mais como chegar até Maragogi, feriado os horários mudam e não tinha mais transporte, ou seja, o jeito era passar a noite na histórica Porto Calvo e logo cedo pegra a estrada direto pra Porto.
E lá vai nós, de mochilão nas costas atraindo olhares curiosos...o que três gurias estariam fazendo na noite do dia 1º de janeiro de mochilão nas costas em Porto Calvo? Quase que nem nós sabíamos responder. Mas achamos: "Hotel Padre Cícero" na verdade uma pousada fubenga com cheiro de mofo do caralho, mas pra quem dormiu na Pousada Estrela em Garanhuns aquilo não era nada de mais, tava no mesmo patamar.
Fomos atendidas por uma senhora que devia ter tido um péssimo reveillon ou tava com fome, porque a cara feia e a má vontade exalavam daqueles poros, chegamos a procurar outra pousada na mesma rua, mas ruim por ruim, na Padre Cícero tinha um banheiro no quarto, voltamos e nos alojamos para sair e comer alguma coisa. Depois de esperar uns 40 minutos pelos sanduíches tentando assistir "Chocolate" na TV, comemos feito umas loucas e fomos dormir para a finalmente chegarmos em Porto de Galinhas no dia seguinte.
De manhã banho, biquíni e rua. Kombis, vans, várias propostas mas resolvemos conferir o preço do ônibus e ver o que era mais jogo.
Comemos na padaria (comer na padaria é o que há, pão com queijo qualho e tampico, grande café da manhã).
Uma Kombi pra Recife. Putz, é essa. Negociamos um precinho e fomos rumo a Ipojuca.
Demos uns gritos "Ipojuca/Cabo/RecifÊ" pra ver se rolava um desconto e até chegra em Ipojuca foi o embaço dos embaços, e para aqui e para ali e nada de chegar. Até que lá pras meio dia e tantas chegamos no trevo de Ipojuca. De lá não tem como ir direto pra Porto, tem que pegar uma van de 1 real pra Nossa Senhora do Ó e de lá mais uma pra Porto. Daí foi um instante, 13h e uns quebrado chegamos, finalmente em Porto de Galinhas...

postado por: pirofágica 4:09 PM
bote fogo na babilônia:


Não existem regras, sem regras...

Ai como a vida se torna muito melhor quando a gente se joga, mergulha de cabeça sem medos e preconceitos, quando encaramos nossa essência única de frente.
Antes de viajar tentei conversar com a minha mãe e clarear pra ela o quanto somos diferentes, o quanto preciso "me jogar" e viver, intensa e lindamente essa vidinha besta. E viajar, ahhh viajar é, pelo menos de tempos em tempos, é pra mim como respirar e quando volto, volto na pilha, energizada, pra encarar as loucuras do cotidiano.
Não sabia pra onde ia e nem como, estava fazendo mil planos mas esperando algumas respostas pra poder pegar a estrada pra onde fosse, mas como esperar é chato pra cacete, resolvi encarar a primeira proposta que aparecesse e foi no dia 30 de dezembro que chego na casa da preguiça e quando vou atender a campainha me deparo com uma Aline Bachara de mochila dizendo que saiu de casa dizendo que ia pra Porto de Galinhas passar o reveillon lá, aí acendeu aquela lampadazinha de desenho animado na minha cabeça dizendo ¿é isso¿, chega de esperar. ¿Vamos de verdade pra Porto Aline?¿
Fomos pro churrasquinho tomar umas brejas e aquele ambiente nos causava um certo enjôo, chegamos a conclusão, mais uma vez, eu Aline e a pequena Nicolle que uma viagem, seja pra onde fosse seria mais que bem vinda.
Confesso que Porto não entraria nos meus planos, mas precisava de um, e no momento era o que tínhamos, além de que Porto não é tão longe e não gastaríamos tanta grana, a que não tínhamos.
Depois das cervejas senti que Nicolle estava convencida, resolvemos partir dia 1º e curtir a festa no sítio do Giba. Queria muito ver o show do Sonic mas 15 conto fariam falta na viagem. Tentei trampar na festa do Sonic mas o bar já tava fechado,"se tu tivesse me ligado ontem de tarde", foi quando a Nanda deu a idéia de ligar pro Giba ou Álvaro e ver se rolava trampar na festa do sítio. Claro.
Acertamos com Alvarenga para eu e Aline tramparmos...a grana já seria um adianto na viagem, que é claro, pretendíamos pegar as velhas caronas de BR.
Chegamos cedo no sítio, agilizamos as paradas do bar e ajudamos o Gilberto em algumas coisas. O sítio tava lindo, todo decorado com os filtros dos sonhos do Quarup e eu e o Giba espalhamos velas na margem do rio e por todo o sítio. Aquele lugar me traz recordações maraviilhosas!
Acho que esse foi a virada de ano mais tranqüila e com poucas pessoas pra abraçar que já passei, à meia noite estávamos eu, Nicolle e o Charle, charlando e tomando cerveja enquanto Aline e Gilberto tiravam um cochilo. Resumindo (ta, sei que meu resumindo é foda), a festa foi miada, deu pouca gente mas nos divertimos mesmo assim, o problema é a distância, além do sítio ser no Riacho Doce, os 3km da entrada até o sítio da uma assustada em quem não tem como ir de carro.
O dia clareou, tiramos um cochilo, acordamos com o Alvarenga louco de biritado, daquele jeito que quem conhece sabe, o Giba puto, por causa da "putaria na cama dele", o Siri puto, chegando do trampo na festa do Dom José, e nós (eu e Nicolle) pegando no pé da Aline pra ela agilizar.
Depois de comer um macarrão arrumamos as coisas e encaramos a super caminhada com mochilão e outras milogas, com nossa plaquinha pedindo carona até Maragogi, nos instalamos na frente da lombada eletrônica para dar início à nossa aventura.
Depois de muuuuuuitos nãos, eis que um senhor para o carro e diz que vai até São Luís do Quitunde. De lá pra Maragogi, dá mais uma hora.
Como já eram umas 5 e pouca, resolvemos tentar passar a noite em Maragogi mesmo, de lá pra Porto é "um pulo".
E é na carona pra São Luís onde começa a nossa aventura...

postado por: pirofágica 3:32 PM
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