pirofágica/Female/21-25. Lives in Brazil/Alagoas/Maceió/Serraria, speaks Portuguese. Spends 20% of daytime online. Uses a Normal (56k) connection.
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ASSIM ASSADO

meu universo é infinito, não tentem me compreender



Sexta-feira, Outubro 31, 2003

Alguém viu minha melhor amiga por aí? o nome dela é Roberta dos Santos?momento nostalgia...

É engraçado, quando se é criança e tá entrando na adolescência, é natural ter um "melhor amigo". Aquela pessoa que tá sempre contigo, com quem tu começa as brincadeiras, no meu caso, na rua, tive uma infância muito boa cheia de brincadeiras de rua.
E a Roberta eu conheci quando devia ter uns 10 anos. Ela foi "namoradinha" do meu primo, durante no máximo duas semanas e logo depois ficamos amigas.
Estudávamos na mesma escola, o Armando, e ela tinha ido morar na mesma rua que morei toda a minha infância, na verdade até quando vivi em SP.
Depois de me distanciar mais da minha prima mulher mais próxima da minha idade (2 anos mais velha que eu) e de todos os meus primos da mesma faixa etária, companheiros de brincadeiras, se mudarem (na verdade nunca moraram muito tempo na casa da minha avó, que ficava em baixo da minha) acabamos, eu e Roberta nos tornando unha e carne.
Depois das brincadeiras de comidinha com lama temperada com pedaços de folhas verdes o momento era de "rua" mesmo. Amarelinha, pular corda, esconde-esconde, pega-pega, pião, pipa (quadrado), rouba-bandeira, carrinho de rolemã...as brincadeiras mais emocionantes, mas também colecionávamos papel de carta e nossa agenda era repleta de papéis de bala, chocolate e fotos de amigos coladas. Teve a época matinê também, que íamos todos para a danceteria ver os meninos dançar aqueles passinhos ridículos de house, mas que na época era um sucesso.
Durante o tempo em que convivemos quase nunca brigamos, exceto uma vez que eu nem me lembro direito o por quê, mas lembro que minha mãe fez com que fizéssemos as pazes.
Começamos a paquerar os meninos na mesma época, mas Roberta sempre foi mais meninona ou eu sempre que fui mais, digamos "adulta" pra não dizer chata, mas isso não é nenhuma novidade.
Enfim, tivemos muitas histórias juntas e não tem como não lembrar dela no dia de seu aniversário, nunca esqueço o dia, como tenho certeza de que ela nunca esquece o dia do meu. A vida nos deu rumos bastante diferentes, mas sempre soube que isso ia acontecer, não sei como mas sabia. A última vez que a vi, acho que foi em 1997, ela já estava casa, soube depois que teve um filho, que separou mais voltou, isso eu não sei se é verdade. Já não mora mais na "nossa" rua, mas é uma pessoa que eu adoraria encontrar e conversar, abraçar...
Feliz aniversário Roberta!!!!

postado por: pirofágica 1:41 PM
bote fogo na babilônia:


não sei de vcs, mas eu não estou conseguindo abrir nenhuma caixa de comentários nem a de "upload de Arquivo"
daí não consigo postar o que quero nem cometar nada em lugar nenhum, alguém sabe o que se sucede?

postado por: pirofágica 12:16 PM
bote fogo na babilônia:


até que enfim é sexta feira...
então, mais uma sexta-feira da vida, e vc entra aqui pra saber o que rola na cidade né?
pensa que eu não sei?
pois é, sem muitas opções eu não vou nem dizer que deveria ficar em casa, que isso ou aquilo...
começa hoje um tal de happy hour (tenho um pouco de trauma dessas duas palavras juntas, mas deixa pra lá) no marquês. olha que bom: vai rolar dr. funk e, me parece, alma de borracha. cerveja em garrafa por 2 pilas, a parte ruim é que tem que pagar couver de 3 pilas, mas tá bom mesmo assim.
sobre o sábado e o domingo, não tenho nada a declarar e tenho muitas coisas pra fazer.
preciso parar de trabalhar de graça também, essa coisa de fazer assessoria pra galera (ninguém específico, tô fazendo pra várias pessoas) é massa, gosto de dar uma força onde eu sei me meter, mas poxa, logo agora que é possível que eu saia de casa, que to tão fudida de grana, a galera bem que pode desenrolar uma graninha pra quem tanto trabalha, ainda mais quando rola um lucro na parada.
questão de sobrevivência...

postado por: pirofágica 12:13 PM
bote fogo na babilônia:


Quarta-feira, Outubro 29, 2003

lembrei do Estranhos Links
caralho, isso é engraçado, nunca tinha parado pra sacar esses detalhes, mas olha só como algumas pessoas me acharam no google:

clica aqui pra ver

e aqui

de novo?

ufa!

que cousa heim!?

postado por: pirofágica 1:09 PM
bote fogo na babilônia:


coisinhas bacanas pra passar o tempo:

A História do uso cultural da Cannabis Sativa e como esta afeta a liberdade em nosso país
retirado do guerrilha lírika

"Abençoados săo aqueles que correm em círculos, porque eles serăo conhecidos como rodas."
fnord!, retirada do mensagens discordianas

entrevista bem bacana com o wado:

"Gravar é vestir uma roupa na canção, vai das condições de tirar um bom som e do bom gosto. Nos dois discos chegamos em uma sonoridade exótica porque não tínhamos condições adequadas. Mas acho que somos artistas do precário, buscamos a sonoridade possível dentro destas limitações..." (Wado)
leia tudo

***

Ah, e por falar em wado, meus dois queridos amigos (wado e alvinho) vão estar se apresentando amanhã no Tim Festival. Tenho certeza que vai ser uma noite deliciosa para quem estiver lá. Maíra, se vc aparecer por aqui conta como foi o show e fala sobre a exposição. To curiosa e torcendo muito por ti.

Eita, já ia esquecendo... e por falar em wado, de novo, segundo a Jo ele e o alvinho estavam ontem de noite no programa da mtv que é apresentado pela penélope, o pulso.
que merda que eu não vi.

vou aproveitar e colocar mais um dos desenhos do wado que eu adoro:


postado por: pirofágica 12:22 PM
bote fogo na babilônia:


Terça-feira, Outubro 28, 2003

ctrl c - ctrl v - documento2 - rabiscos soltos no word

Tropeço quando escrevo as palavras
Muito mais do que ao dize-las, ou pensar, pensar palavras...
E pensando nisso, percebo que penso palavras
Diferente de como digo palavras
Enquanto ao papel, nunca parei pra pensar...




Tropeço no ofício que espero,
Escrever pode ganhar pedaços de papéis
Cobertos de incertezas, mistérios e futuros desconhecidos
Rabiscar, digitar, ditar e soletrar
Se for preciso um ¿dom¿ posso dizer que me fudi,
Com nenhum eu nasci, se assim for, ainda não descobri,
Mas cantar, tocar, pintar, dançar, ah se eu pudesse me emaranhar
Será que pra todo mundo é tão difícil criar?

postado por: pirofágica 1:35 PM
bote fogo na babilônia:


Segunda-feira, Outubro 27, 2003

"oficina de como ser líder em sla de aula"
"grupo: saiba como funciona a sociedade capitalista"

falem sério? isso está sendo "discutido" no encontro regional dos estudantes de geografia que tá acontevendo aqui na ufal, não dá pra acreditar que mais de mil estudantes de geografia estejam reunidos pra descobrir como ser líder ou como funciona a sociedade capitalista. o que será dessas pessoas? é impressionante como a universidade forma cada vez mais indivíduos capitalistas padronizados, pasteurizados...
re-produção - ro- botiza- da ma-nipulada
eeu éque soulouca.

postado por: pirofágica 1:15 PM
bote fogo na babilônia:


to tão sem paciência pra escrever, cansada, com sono, com o corpo todo doído (bah, todo mundo faz uma cara quando falo isso - de dançar), e realmente me sinto uma velha osteoporótica de 80 anos com essa maldita dor nas costas...
sofri horrores no bar da sexta e muito no sábado...durante a tarde no dia da cultura libertária participei da discussõ a maior parte do tempo deitada. aliás que puta discussão, o walter é realmente uma pessoa apaixonante, e falando sobre educação libertária, que é o que vem estudando em seu doutorado, só fez afirmar a pessoa que imagino ser walter matias, o que ele é como professor, pessoa linda que infelizmente não tive o prazer de passar um ano acompanhando em sala de aula, mas de uma forma ou de outra aprendi e aprendo com pessoas como ele e também como o parmênides, outro figura ótimo que amo e admiro desde muito tempo, levantou a discussão sobre seu projeto tbm, seu mestrado sobre a questão urbana, algo como anarquitetura que vi por aí.
acho que a posição que fiquei pra fazer a trança de palha no cabelo da tati também ajudou a piorar minha dor, mas a trança ficou linda. keka, prometo em breve fazer a sua.
pq eu não fui pra casa heim!?, descansar, dormir bem!? mas não, showzinho de grátis no quarup, vamos lá ver bombalá e poker.
poucos antes de sair de casa (a casa dos meninos) chega meu querido luquinhas com uma garrafa de dois litros de uma bebida preta, que é o óbvio, não era coca-cola, pelo menos pura não.
"minha rainha, vamos beber hi-fi hoje"
- que hi-fi lucas? hi-fi é cor de laranja, não esse negócio preto, que isso?
- coca-cola com pitu. eita vc heim!, deixa eu com meu hi-fi preto...
- então meu querido, vc não me leve a mal, por favro, mas recebi uma proposta melhor, beber uísque.
- ah tá.
ei vcs sabem que eu não tenho muita frescura com nada, mas definitivamente não dispenso um ruim uísque, quem dirá um bom.
enchemos a garrafinha que não é tão "inha" assim e fomos pro quarup.
tinha um tanto de gente, e o som do bombalá é algo que me traz maravilhosas lembranças. pq eles tocam muitas músicas de quando ainda eram living in the shit e quem viveu viu e curtiu e dançou muito (lembro de ti joelma).
eu e o jr revesando na garrafa de uísque teve uma hora que ele desistiu e ela ficou comigo mesmo.
to lá fora e de repente só vejo a confusão, uma briga e quando percebo dois amigos envolvidos. não sei o que deu em mim, mas fui pra cima, até que por um reflexo parei e vi que ia me fuder se fosse. puta merda, não dava pra ver o daniel e o peu apanhando e não fazer nada. a namorada do daniel gritava de um lado e eu de outro querendo que alguém fizesse alguma coisa.
puta que pariu, quem conhece esses meninos sabe que els não são de briga. daniel é uma das pessoas mais calmas q conhecço, e o peu, apesar de "bocão" não é de se meter em confusões.
o que ouve foi que um babaca escroto, que vive arrumando confusão por onde vai (soube que foi ele que começou a única briga que teve no bar da sexta), colocou o carro pra cima de uma galera que tava passando numa boa, inclusive o daniel e o baboo. os caras obviamente reclamaram e o sacana saiu dando uma porrada na cara do baboo, aí a coisa desandou.
só sei que a polícia chegou e quase leva o peu, ainda conseguimos tirá-lo de lá, ele e o daniel, mas aí começou a argumentação com os pms. eu com meu bafo de uísque ainda conversei, argumente e me emputessí com um dos policiais, mas enfim, restou uma nóia pq o cara é um escroto que não tem nada a perder e deixou alguamas pessoas noiadas com medo de alguma futura reação, eu não, não me prendo a esses medos, não deixo isso acontecer.
ah, essa retrospectiva me fez lembrar, meu corpo deve estar todo dolorido por que tentei escalar no quarup depois de meia garrafinha de uísque, duas de long neck, um tantão de hi-fi preto do lucas e muitos becks, subir aquele troço dói mesmo os braços e as pernas...
o show da poker fui massa, dancei muito, desse meu jeito né? louca-discreta, às vezes to tri louca e algumas pessoas nem percebem...e de repente me vi com vários paquerinhas, mas nenuhm que me tirasse o fôlego, ê desânimo...

postado por: pirofágica 1:05 PM
bote fogo na babilônia:


Sexta-feira, Outubro 24, 2003

A Bossa mais Nova do que nunca!

Quem me encontra sempre sabe que eu não saio de casa sem o "livro da vez". Estou devorando o "Chega de Saudade - a história e as histórias da bossa-nova", de Ruy Castro, que ganhei da querida Amanda.
Pretendia escrever sobre quando terminar de ler, mas não estou resistindo...
Além da narrativa, que supostamente teria privilégio na análise de leitura, pelo fato de pesquisar as técnicas literárias no fazer jornalístico, estou encantada pelo história.
Por "biografar" a bossa-nova, o livro conta parte das mais importantes da música brasileira, a partir da história do, considerado seu mentor, o baiano de Juazeiro, João Gilberto.
Antes de chegar no estouro da bossa-nova, Ruy conta a tragetória de Joãozinho (João Gilberto), sua chegada ao Rio de Janeiro nos anos 40, o nascimento dos primeiros clubes de fãs, os famosos conjuntos vocais, como o Os Garotos da Lua, primeiro "emprego" na música conseguido por João Gilberto. Paralelamente à história de Joãozinho, descobrimos o surgimento de João Donato, Carlo Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Bôscoli, Nara Leão e tantos outros. Descobrimos também que esses, foram inspirados por Johnny Alf, Orlando Silva, Lúcio Alves, Dick Farney, Garoto...
Era uma época de descobertas... os jovens, como sempre, queriam algo inovador e descobriam aos poucos a nova música americana, o jazz.



Ontem contava algumas histórias contadas no livro para o pessoal, como o encontro entre Tom e Vinícios, a academia de violão de Menescal e Carlos Lyra, as reuniões no apartamento de Nara... e a Aline, se não me engano, me perguntou sobre alguma comparação entre o nascimento de um movimento como a bossa e o que anda acontecendo na cena musical alagoana (não vou escrever sobre isso agora) e lhes disse minha opinião, prontamente concordada por Kauê.
Não, não há como comparar. Primeiro que a bossa-nova era mais uma forma de tocar do que um novo estílo de música. Era aquela nova batida (4/4) que João fazia no violão que diferenciava o samba "quadrado" que se vinha fazendo, o cantar baixinho, a quebra do tempo, as letras ingênuas dos sambas, não deixava de ser, samba.
Uma lista de motivos, uns óbvios, outros nem tanto, diferenciam a música de outras épocas dos dias de hoje. Um exemplo significante no meu ponto de vista é que antigamente a informação não era tão acessível como hoje. As pessoas tinham que correr atrás mesmo e a juventude, que em sua essência anseia novas descobertas, corriam atrás e não era diferente na música. O que fazia com que a identificação formasse, naturalmente grupos, para trocar acordes e timbres e, assim surgiam movimentos. Hoje não há mais novidade, tudo é releitura do que já foi feito e isso não é "bom" ou "ruim", simplesmente faz parte do processo, a novidade é recriar.

Naqueles tempos a "nova batida" trazida por João Gilberto impressionava muito, dentro e fora do país e depois de algumas décadas um pouco deixada às escuras, pode-se notar, pelos mais bem informados que a bossa-nova está mais cult do que nunca. Já não é novidade que importantes nomes da música contemporânea, como Beck e Sean Lennon flertam descaradamente com a bossa. Agora mesmo estava ouvindo Domenico+2, o projeto do Moreno Veloso, Domenico e Kassin, e pelo menos três músicas são claramente influenciadas pela bossa-nova. Isso falando da "nova geração", porque está claro que mesmo chegando pós bossa, movimentos como a Tropicália, surgida dentro de um contexto político que praticamente a clamava, tem seu principais nomes declaradamente influenciados por esse importante movimento, o Caetâno mesmo diz que resolveu ser músico depois de ouvir João Gilberto.
Hoje pela manhã, vi no telejornal o famosíssimo violoncelista francês, filho de chineses, criado nos EUA, Yo Yo-Ma, que está desenvolvendo um novo trabalho em cima da música brasileira, resgatando grandes sucessos. Um fodão da música erudita tocando a riqueza da música popular brasileira e como a matéria diz, nada de clichê. Juntou-se com os grandes irmãos Assad, Egberto Gismonte, só gente boa e a tv mostrava ele tocando o quê? Chega de saudade com a bela voz de Rosa Passos.
Tudo isso só vem provar pra quem a bossa-nova não envelheceu. E eu, cada dia me apaixono um pouco mais pela bossa-nova e a cada página de Chega de Saudade entendo um pouco mais a nossa música, suas influências e rumo tomado.

Poderia escrever mais sobre isso, mas to com preguiça. Leiam, o livro é muito gostoso de ler, as páginas vão e você nem sente, aí eu percebo a beleza dessa narrativa aliáda há um bom assunto, um segredo que tá na cara do jornalismo literário, apesar de ter ressalvas ao considerá-lo dentro do estílo.


(trilha sonora do post: "eu sei que vou te amar" ao vivo)

postado por: pirofágica 7:24 PM
bote fogo na babilônia:


sem grana total neste fim de mês, abandonei os cigarros prontos e voltei ao velho trevo de guerra.

postado por: pirofágica 6:04 PM
bote fogo na babilônia:


estou batante frustrada.
já estava certo na minha cabeça que esse próximo mês estaria de casa nova, eu e a nanda. sairímamos de casa com a "desculpa" de fazer os respectivos tccs, eu pelo menos.
depois que a nanda chegou com a notícia de que o pai do edson, um aluno da casa da atre, tinha duas casinhas boas pra alugar, uma de 100 pilas, com 1 quarto e outra por 150 com água e luz incluso, com 2 quartos. não se assustem, é possível morar neste lugar maravilhoso que é o litoral norte por esse precinho.
mas a nanda foi ver a casa e viu q tinha se enganado, a casa de 150 já está alugada por 5 anos e a de 100 é um cubículo no morrão.
fiquei muito triste. a garça era o lugar perfeito pra sentar a bunda e começar escrever o bendito tcc...
mas tive quye me conformar e com ou sem garça vou ter que começar escrever, encontrei meu orientador ontem e ele me deu, de novo, um puxão de orelha.
to animada pra escrever, só tenho que começar, começar é sempre difícil.

postado por: pirofágica 6:02 PM
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Quinta-feira, Outubro 23, 2003

como diria minha amiga keka: "esse é pra casar"

matéria da revista época sobre o compositor Marcelo Camelo:

Marcelo Camelo, da banda Los Hermanos, confirma seu talento como compositor


"Não é falsa modéstia: Marcelo Camelo realmente dispensa confetes. Mas, diante do furacão Maria Rita, cujo CD surgiu cercado por uma megaoperação de marketing, não houve escapatória. Camelo entrou na dança. Carioca, de 25 anos, vocalista e guitarrista da banda Los Hermanos, é autor de quatro das 13 músicas do disco da filha de Elis. Ele não gosta de dar entrevistas sem os colegas do grupo (Rodrigo Amarante, Bruno Medina e Rodrigo Barba), não quer receber láureas por um trabalho que afirma ser coletivo. "A banda não é um apêndice do que sou", explica. Se a inclusão de canções suas no CD de Maria Rita o alçou ao posto de "compositor-revelação" do momento, poderá produzir outro efeito colateral: chamar mais a atenção ainda para Los Hermanos, banda original e dona de um som que trouxe frescor ao cenário musical brasileiro."

só um parêntese: gosto muito das composições do Marcelo, mas me identifico mais com as do Rodrigo Amarante, mas santa chuva na voz de Maria Rita é um absurdo de linda.

entrevista com o Marcelo Camelo para o Tim Festival



Santa Chuva - Marcelo Camelo

Vai chover, de novo
deu na tv
queo o povo já se cansou
de tanto o céu desabar
e pede a um santo daqui
que reza a ajuda de deus
mas nada pode fazer
se a chuva quer é
trazer você pra mim
vem cá, que tá me dando
uma vontade de chorar
não faz assim não vai pra lá
meu coração vai se entregar
à tempestade
quem é você pra me chamar aqui
se nada aconteceu? me diz?
foi só o amor ou medo de ficar sozinho outra vez?
cadê aquela outra mulher?
você me parecia tão bem
a chuva já passou por aqui
eu mesma que cuidei de secar
quem foi que te ensinou a rezar?
que santo vai brigar por você?
que povo aprova o que você fez?
devolve aquela minha tv que eu vou de vez
não há porque chorar
por um amor que já morreu
deixa pra lá, eu vou, adeus
meu coração já se cansou de falsidade

postado por: pirofágica 12:20 PM
bote fogo na babilônia:


Quarta-feira, Outubro 22, 2003

queria escrever cousas e causos do dia de ontem, o cortejo cara-de-madeira dos "palhaços", o filme sobre a rádio favela, o show que foi lindo, a droga do molecular que eu perdi mas espero encontrar...
mas to na correria, além das paradas do estágio tenho que fazer uma entrevista mais que urgente com um poeta muito bom daqui da nossa área, e amigo também, beto brito, tantas cousas pra fazer, é bom que eu ocupe mesmo essa cabecinha pra não pensar umas bobagens aí...
então mando duas fotos da sexta-feira na jam session q rolou no quarup, roubadas do voodoo esportes


ó o povo aí, kauê, aline, verinha e luquinhas


aí, só aparece minha cabeça dis costas

postado por: pirofágica 1:30 PM
bote fogo na babilônia:


Terça-feira, Outubro 21, 2003

eu rrrrecomendo:

entrevista com a atriz e dançarina Valéria Nunes, por Fernando Coelho
legal pra ficar a par do que de bom anda acontecendo na dança contemporânea de nosso estado, matérias raras, projetos raros, produções nem se fale, mas artistas de qualidade, ah isso nós temos...

matéria sobre o Tim Festival

" (Wado) Tem a influência de experimentadores da música brasileira e começou a carreira reprocessando eletronicamente composições de própria autoria em equipamento caseiro. Agregou instrumentos básicos como guitarra, bateria, baixista. Para o show no Rio, vai usar ainda piano e flauta. Segundo ele, seu trabalho muitas vezes é associado ao rótulo do mangue beat, do qual quer se desvencilhar. "O mangue é a regionalização com caráter universal. A cena aqui em Alagoas não tem uma unidade como a de Pernambuco", conta. "Não entramos em rótulo nenhum, flertamos com eletrônica, MPB." "

resenha e entrevista - Santo Samba na revista Zero

e para a noite de hoje: Wado, Junior Almeida e Fernanda Guimarães no Teatro Deodoro, pelo precinho de R41,99.

postado por: pirofágica 1:21 PM
bote fogo na babilônia:


O Marginal: Luís Melodia!

Depois de já ter perdido as esperanças de ver o show do Melodia, estava até conformada, as duas últimas vezes que ele esteve em Maceió lá estava eu, feliz da vida e me divertindo muito. Mas acontece que de repente tenho como entrar de grátis (é bom ter amigos influentes que estudaram do maternal até completarem os estudos no Marista). Na porta do colégio que "forma cristãos competentes" estávamos à espera naquela 'quase' certeza de que íamos entrar, e lá vai nós, na maior moral, luquinhas, mila, aline, eu e keka, essa que nunca vi amar tanto o Luís Melodia, além de ser tarada por "afrodescendentes".
Aproveitamos a porta aberta e fomos dar um "oi" pro Wado e pro Alvinho no camarim, onde também estavam Folhinha e Lalá (a tia tava morrendo de saudade). Estrategicamente este meu pequeno 'discreto' grupos de amigos sentaram na primeira fila (detalhe, todos com exceção de mim e da keka, já tinham ido ver o show no dia anterior) e o lugar garantido pra mim ao lado de lucas ficava exatamente na frente do microfone, não que eu não soubesse da movimentação constante de Melodia no palco, mas confesso que me sentia incomodada naquele lugar.
As luzes se apagam e depois de um vídeo do projeto (MPB Petrobras) entram Wado e Alvinho, fizeram um show bem curtinho, com umas 7 músicas, só com voz e o violão do Alvinho, algumas vezes acompanhado nas cordas pelo Wado. Foi lindo, acaba sendo uma leitura diferente da que estamos habituados, a versão de banda. Durante a apresentação dos meninos apenas constatei que não queria ficar naquele lugar e fui um pouco mais para o lado esquerdo e sentei ao lado da Camila. O que eu fui fazer? ficar do lado da Camila, que estava do lado da Keka, duas apaixonadas pelo negão que não se continham em determinados momentos.
Eu como gosto muito mais não sou nenhuma, digamos "oh! como ela é fã do Melodia", estava bem quietinha, como sempre observando muito, a execução dos instrumentistas, neste caso Renato Bial, o único músico acompanhante de Melodia.
Prefiro os shows com "banda", mas este show combinou perfeitamente com a magnificência do violão de Bial, por vezes acompanhado pelo próprio Luís Melodia que, é de conhecimento de todos, manja muito nas cordas também.
Mas que figura o pérola negra...é muito charmoso, estiloso, único. Seu jeito de dançar, aquela cara de chapado, os dreadlocks crescendo e ganhando loucas formas, o sapato branco denunciando mais ainda a malandragem do carioca do Estácio. E cativa... descaradamente lança olhares para todas as mulheres da primeira fila, mas algumas acabam recebendo olhares mais bem intencionados, assim digamos, e a Camila foi uma delas, eu morria de rir quando ele chegava com aquela cara de malandro conquistador cantar olhando pra ela. Em um desses momentos ele tropeçou no retorno e quase caiu, eu não agüentei, comecei a rir, quase não parava (estou rindo agora, lembrando).
Cantou os grandes sucessos como Negro Gato, Perola Negra, Farrapo Humano, Cara a Cara, Codinome Beija-Flor...
Foi lindo, mesmo, depois as meninas ficaram lá, pra entrar no camarim, trocar uma idéia, mas eu não estava muito disposta a esperar, além de que a hora já estava adiantada pra quem pega ônibus e mora longe, mas a Camila, outra Camila, disse que a cada show o LM se supera, eu concordo, esse foi realmente encantador, como ele o tempo inteiro é, sem muito esforço, o negro gato deixa todo mundo com um sorriso safado na cara.


Farrapo Humano

Tocando seu corpo
Castigo, não vivo contigo
Sou sano, sou franco
Enquanto não calo não brigo
Me amarro, me encarno na sua
Mais estou pra estourar, estourar
Eu choro tanto escondo e não digo
Viro farrapo tento suicídio
Com caco de telha, com caco de vidro
Só fala na certa repleta de felicidade
Me calo ouvindo seu nome
Por entre a cidade
Não choro, só zango, resisto
Fico no lugar, no lugar
Eu choro tanto escondo e não digo
Viro farrapo tento suicídio
Com caco de telha com caco de vidro
Com caco de telha com caco de vidro
Com caco de telha com caco de vidro
Tô muito acabado e tão abatido
Minha companheira que venha comigo
Mais estou pra me zangar
Pra me acabar, pra estourar
Pra que que há
Eu choro tanto escondo e não digo
Viro farrapo tento suicídio
Com caco de telha com caco de vidro
E da melhor maneira possível
Com caco de telha com caco de vidro
E da melhor maneira possível

postado por: pirofágica 1:12 PM
bote fogo na babilônia:


Segunda-feira, Outubro 20, 2003

Uma tarde com Cecília

Sentia tão intensamente seu ser, que mil sentimentos somam, "soma", corpo. De forma a lhe confundir, os sentimentos brincavam em seu pequeno universo, o que fazia com que a enorme necessidade de viver aquela solidão sem mágoa desaparecesse, porém, não por completo, agora sentia que precisava da "solidão a dois". Quando estavam juntos, Cecília e Henrique nutriam um grande amor um pelo outro, que por si só se acabou, primeiro em Cecília e gradualmente em Henrique, morreu, ou vem morrendo, mas ainda não sabia, como ainda não sabe, sua "forma de amar", o que vem descobrindo gradual e prazerosamente.
Outro dia surgiu-lhe outra pessoa, que momentaneamente provocara-lhe um súbito e inesperado desejo de toque, mas a não identificação fez com que Cecília perdesse todo o tesão de compartilhar-lhe os momentos. Friamente, mas felizmente, quis estar só, na verdade continuar só, porém encarando a solidão como algo necessário e bom, enfim, se sentia bem, feliz. Eu disse sentia? mas as conversas pelo menos mostram que ainda se sente assim, mas me olha ingenuamente e pergunta: será que eu, Cecília Prettì, 26 anos, apreciadora de boa literatura, ouvinte do melhor bebop, gosta de cinema e fotografia, de uma boa dose de uísque (cowboy), e de vez em quando um bom beck, não conseguirei encontrar um homem interessante que queira viver um amor sem autoritarismos machistas e retrógrados?
Sua veia libertária ainda guarda grandes ressentimentos pelas pessoas, mas precisamente pela prisão em que vivem, que reprime os sentimentos de amor, pela vida, pelas pessoas. Entende mas fica puta com isso, pela confusão ao tratarem sua sede de amor, de amar, com o que por aí chamam de "amor".
Homem, bonito, inteligente, 30 anos, músico, usa barba e ainda por cima gosta de gatos. Seu defeito: não ter se interessado por Cecília, que ficou toda boba com os atributos do rapaz, uma reunião de pequenos detalhes que faziam com que Cecília considerasse um homem "interessante".
O momento então era de 'jogar', o jogo da sedução proposto por Freire, de que eu lhe falei. O que Cecília pretendia era aproveitar o último encontro - não me dissera o porque de ser o último, para apostar com toda sua sinceridade sua forma de seduzir, mostrando-lhe o que de bom lhe cabia e que o amor não deve ser institucionalizado, mas simplesmente vivido em quanto vida tiver. Mas mulher admirável sei que se sairá bem, aconteça o que acontecer e quando a encontrar espero um sorriso bem grande em seu rosto, aconteça o que acontecer...
Almas gêmeas, minha querida, só eu sei o meu amor por você, poucos entendem, poucos sabem, poucos amam como nós...

postado por: pirofágica 11:23 AM
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a natureza sabe das coisas...

sexta feira estávamos a caminhar pela ufal, eu, lelo, luquinhas e aline e nos impressionamos com o enorme corredor, um tapete verde, formado pelas formigas que levavam seu alimento para o grande formigueiro, de outro lado uma fileira, mais estreita, de formigas levando pequenos pedaços de flores amarelas para outro ponto do grande formigueiro, até percebermos que haviam vários caminhos em várias direções, uma cena linda, queríamos uma máquina fotográfica "discovery channel" naquele instante.
quando sentamos o lelo falou: "isso é chuva que vem".
po, a gente sabe que a formiga trabalha tanto assim, carregando alimento e florzinhas amarelas pra enfeitar seu lar (eu acredito nisso) quando está para chover, mas o sol estava à pino, fritando a moleira, tostando o juízo saca? não dava pra imaginar uma gota de chuva...
no outro dia de manhã quando acordo, um pé d'água cai sobre a cidade, muita chuva, toró mesmo...imediatamente lembrei do lelo. quando encontrei o lucas comentamos a mesma coisa: e não é que choveu mesmo.
definitivamente as formigas são as maiores meteorologistas, a natureza sabe mesmo das coisas.

e ainda chove, sábado, e esta noite inteira de água do céu...

postado por: pirofágica 10:52 AM
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Sexta-feira, Outubro 17, 2003

quê?

postado por: pirofágica 5:07 PM
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Encontros e Despedidas
(milton nascimento, na voz de maria rita)

Mande notícias do mundo de lá
diz quem fica
me dê um abraço, venha me apertar
to chegando
coisa que gosto é poder partir
sem ter planos
melhor ainda é poder voltar
quando quero
todos os dias é um vai e vem
a vida se repete na estação
tem gente que chega pra ficar
tem gente que vai pra nunca mais
tem gente que vem e quer voltar
tem gente que vai e quer ficar
tem gente que veio só olhar
tem gente a sorrir e a chorar
e assim chegar e partir
são só dois lados
da mesma viagem
O trem que chega
é o mesmo trem da partida
A hora do encontro
é também despedida
a plataforma dessa estação
é a vida desse meu lugar
é a vida desse meu lugar
é a vida.

postado por: pirofágica 4:53 PM
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A ludicidade no Amor

e já que esse assunto permeou as rodas da semana vai aqui um trechinho encontrado nas páginas 74 e 75 do livro "Ame e dê Vexame"de Roberto Freire:

"Só existe uma única regra na ludicidade que herdamos de nossa infância: a criatividade. Aliam-se sempre à criatividade outros fenômenos secundários: a espontaneidade, o talento, a capacidade de luta e a ética. Mas o que é a criatividade no amor? É simplesmente poder dispor de todos os nossos potenciais humanos liberados, estar o mais próximo possível de nossa originalidade única e vivermos auto-regulados, quer dizer, livres. Então, usar criatividade no amor e até em competições na relação amorosa, para mim, significa apenas ter e exercer o poder de sedução.
Estou usando a palavra sedução no sentido positivo, ou seja, fazer-se agradar e tornar-se irresistível, através de atributos próprios, verdadeiros e sinceros, expostos e comunicados de maneira espontânea, sem outro objetivo que não seja o de ser admirados pelo que somos mesmo. Assim, em qualquer tipo de competição amorosa, acredito ser legítimo o direito lúdico ao jogo da sedução que, além de poder resolver a questão a nosso favor, é coisa alegre, é coisa gostosa e divertida."

eitá!

postado por: pirofágica 4:12 PM
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Dia pela democratização da mídia

"Sexta-feira, dia 17 de outubro, é celebrado em todo mundo o dia internacional pela democratização da mídia. Em várias cidades do país haverá atividades lembrando a concentração dos meios de comunicação e o prejuízo para a democracia." leia o texto completo

na matéria, além de dados bastante conhecidos sobre o oligopólio dos meios de comunicação, tem a programação do dia para algumas cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo e Goiânia, incluindo a exibição do documentário "Além do Cidadão Kane"

postado por: pirofágica 12:00 PM
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dica:
a coisa mais linda o sítio que o Rizzoto fez com as fotos da viagem dele e da jan para a Chapada Diamantina.
fotos das trilhas do Pati, Purificação e Águas Claras, aqui.

isso me lembra que eu ainda não coloquei nenhuma foto da minha ida à Chapada por aqui, fico devendo.


postado por: pirofágica 11:26 AM
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Quinta-feira, Outubro 16, 2003

notas

e aí meu povo, não tenho muito o que dizer pra vcs não, só que dêem uma olhada nos comentários deixados pela amanda, que figura linda vc viu minha "irmã adotiva", por favor, não deixe de vir aqui pra saber notícias desse povo das Alagoas...

ontem aconteceu a abertura da exposição de artes plásticas e fotografia de Kauê O.M. (pinturas) e Cleide Oliveira (fotografia). não me lembro o nome da exposição, mas tá muito bonita e fica até o dia 30 no MISA - museu da imagem e do som de alagoas. as obras do Kauê, bem, queria ter várias pra mim, ele sabe e as fotos da mãe dele, a Cleide, são de muita sensibilidade, lindas.

outra notícia boa é a chegada do grande amigo que tive o prazer de conhcer no famoso agosto de 1999, no famoso enecom de maceió, diretamente da Vila Isabel, meu querido Jacomo (já dormi na cozinha da casa dele no Rio de Janeiro, tanta gente na casa, foi ótimo). vamos sair, tomar umas e se divertir com essa figura linda.

amanhã acontecem diversos atos por todo o país pela democratização dos meios de comunicação, aqui em maceió não nos organizamos para tal, mas o diretório acadêmico vai realizar a semana pela democratização dos meios à partir da próxima terça. dentro da programação vai ser exibido o documentário "muito além do cidadão kane", assim que tiver a programação completa coloco aqui.

no mais, tudo tranqüilinho (como diria o galego), só to na pilha de viajar, sair de maceió, conhecer mais e mais pessoas, nossa, como eu preciso disso, é orgânico.

inté (ah, feliz também pelos novos "comentaristas", sejam bem vindos.
(este post foi escrito na correria)

postado por: pirofágica 1:21 PM
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Quarta-feira, Outubro 15, 2003

1º Dia de Cultura Libertária


O Dia de Cultura Libertária está sendo organizado pelo Coletivo Anarquista Zumbi dos Palmares (CAZP), acontece dia 25 de outubro, às 14h, no espaço do CEU localizado na Residência Universitária (Pç. Sinimbu). Na programação: grupos de discussão, exposições de fanzines e desenhos, teatro, sarau de poesia e curta metragens ou video.

Eu estou muito feliz e saúdo o CAZP por essa realização, fico triste pelo dia ter apenas 24h e por eu ter tantas coisas para fazer. Gostaria muito de estar mais envolvida com o Coletivo, mas é foda, sempre tenho algum compromisso já firmado nos dias de reunião. Mas o pior de tudo que neste dia, a primeira vez que acontece um dia só para a discussão da cultura libertária, onde eu poderia contribuir e certamente aprender muito, já tenho um compromisso que não posso farrapar. vai ser o primeiro show da Mioca e os Passarinhos, mas vou fazer de tudo pra ficar nem que for só um pouquinho, sentir o clima da galera e tudo mais.
Como eu disse pro Lucas, outro Lucas, são tantos... eu gostaria muito de ajudar na construção do Dia mesmo não podendo estar in loco, na realização, mas mas mas... tem ensaio sábado e domingo. Tudo bem, tenho que me virar nas 24h que o dia me oferece e sei que vai dar pra fazer de tudo um pouco.
Mas gente é isso, apareçam lá, vai ser muito bom!!!


postado por: pirofágica 11:15 AM
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to desestimulada com essa dorga de blógui, não consigo ver todos os comentários, tem hora que acesso e os posts são da semana passada, poxa, assim não dá.

postado por: pirofágica 10:46 AM
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Terça-feira, Outubro 14, 2003

as coisas não devem necessariamente fazer algum sentido ou outra lembrança do chá ou referência de beleza

A possibilidade do inesperado traz à tona surpresas de outrora
Lembranças de cheiros, cores e formas
Do dia em que meus sentidos afloraram e me deliciei, até chorei, chorei...
Me senti grande como os morros da Chapada e tão pequenina quanto à formiga que os escala
Me fui apresentada, substância da terra, do sol, da água
Algo tão forte e inexplicável acontecia com meu corpo
E tanta novidade ainda deixava minha mente confusa
Um profundo amor tomou conta de mim, achava que meu peito explodiria
As palavras significavam mais, os sons ressonavam perfeitamente em meu ouvido,
As cores, uma vez foi assim, de tardezinha, eram tão intensas, suaves e acentuadas
Que me deixavam tonta com tanta beleza, o cheiro me enjoava, mas tanto olfato...era ótima a novidade, e jamais vou esquecer esse dia em que senti como nunca cada partícula, toda a existência das águas nas minhas mãos
Experiências necessárias que surgiram na minha memória sabe se lá porque,
Acho que foi isso mesmo que eu disse, a possibilidade do inesperado, as boas surpresas,
Descobertas, novidades sem cobranças de compreensão
Dentro, muito dentro, muito meu, muito eu
Quando me chamam de egoísta, muita coisa tenho a dizer sobre isso
Eu me clamo egoísta, mas quem além de mim conhece a profunda beleza de ser ¿eu¿
De descobrir ¿eu¿, de ser cada dia um novo ¿eu¿?
Sem vergonha, semvergonha, não enxergo melhor de cima, enxergo bem ao lado,
Ora bolas, se amem também, qual o problema de eu me amar?

postado por: pirofágica 1:23 PM
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algo acontece nesta máquina, ou nesta droga de blogger. depois de um século é que entram os posts, não consigo comentar e mesmo que existam comentários aparece "0 comentários".

postado por: pirofágica 11:50 AM
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sobre a Amanda e sua visita/estadia em minha casa só tenho a dizer que fiz uma grande amiga. o fim de semana foi maravilhoso, teatro, música, amigos, boas conversas, praia, banho de mar (fazia um tempo). ganhei um presente fantástico, o livro "Chega de Saudade" do Ruy Castro. como diria a flávia: "vida boa da gôta".

postado por: pirofágica 11:31 AM
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Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti. No amor, jamai nos deixamos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários. Roberto Freire

Cara, tem um grande amigo que eu gosto muito de conversar sobre amor, relacionamentos, paixão, sexo...e ontem batemos um bom papo lá na árvore. Estávamos a falar de pessoas que buscam doentemente um grande amor, digo doentemente pq acredito que todos buscam um grande amor. E falamos do momento "bom" que vivemos, de tranqüilidade, de não estar com alguém por estar, mas de querer A pessoa, não mais uma pessoa, e de entender que A pessoa deverá ser amada "de amor" e também te amar "de amor" quebrando, destruindo juntos, a maior barreira de todas, o grande inimigo do amor, o autoritarismo.
Tenho conversado com algumas pessoas mais próximas sobre este momento, sobre um pouco do que escrevi há uns dias, a solidão sem mágoas, diferente da solidão preconceituosa e sofrida da solidão imposta, com mágoa.
Na verdade acho que esse momento que chega não deixa de ser, ainda, uma espera, mas uma espera mais tranqüila.
E sempre guerreando contra essa ideologia do sacrifício, do sofrer por não ter um amor, ou sofrer com um suposto amor, as prisões, as necessidades, isso tudo que sufoca e não deixa o amor livre para ser vivido, com alegria, paixão, poesia...
Esse meu amigo disse que nós somos exigentes demais. Não, é claro que não, só preciso de identificação e paixão, quem não quer?
Lembro de alguns colegas do Coletivo conversando sobre as dificuldades de ser libertário no amor e eu disse que não há como ser, sem antes conhecer seu amor e principalmente amar o seu amor (o sentimento).
Ah! gente, eu to lendo Ame e dê Vexame do Roberto Freire, não tem como não dar vexame, falando, vivendo, o amor, a solidão, os encontros e desencontros, as descobertas, as quebras de barreiras, as lições da vida...

O Seu Amor
(Gilberto Gil )

O seu amor
Ame-o e deixe-o livre para amar
Livre para amar
Livre para amar
O seu amor
Ame-o e deixe-o ir aonde quiser
Ir aonde quiser
Ir aonde quiser
O seu amor
Ame-o e deixe-o brincar
Ame-o e deixe-o correr
Ame-o e deixe-o cansar
Ame-o e deixe-o dormir em paz
O seu amor
Ame-o e deixe-o ser o que ele é
Ser o que ele é
Ser o que ele é

postado por: pirofágica 11:16 AM
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Sexta-feira, Outubro 10, 2003

Hoje tem Bar da Sexta? Tem sim sinhô!!!

e o tema do bar é Circo, vai ter bate papo, malabares, perna-de-pau, pirofagia...

HOJE TEM ESPETÁCULO?
(Chula: Anônimo)

Hoje tem espetáculo?
Tem, sim sinhô.
É às oito da noite?
É, sim sinhô.
Hoje tem marmelada?
Tem, sim sinhô.
Hoje tem goiabada?
Tem, sim sinhô.
É de noite? É de dia?
É, sim sinhô.

Aproveita moçada!
Dez tostões não é nada!
Sentadinho na bancada!
Pra ver a namorada!
E a criança que chora?
É que qué mamá.
E a mulhé que namora?
É que qué casá.
Mas o palhaço, o que é?
É ladrão de mulhé.
E o palhaço, o que é?
É ladrão de mulhé.
E o palhaço, quem foi?
Foi ladrão de boi.

Papai, mamãe, venham ver titia
Tomando banho de água fria.
Papai, mamãe, venham ver vovó
Tomando banho de água só.
Papai, mamãe, venham ver Loló
Tomando vinho com pão-de-ló.

E a moçada na janela?
Tem cara de panela.
E a nêga no portão?
Tem cara de carvão.
Hoje tem forrobodó?
Tem, sim sinhô.
É na casa da vó?
É na sua, é na sua.
Hoje tem arrelia?
Tem ,sim sinhô.
É de perna-de-pau?
É de blau-blau-blau.

Oh raio, oh sol, suspende a lua!
Olha o palhaço no meio da rua!

E o palhaço, o que é?
É ladrão de mulhé!
Viva a rapaziada sem ceroulas!
Vivaaaa!!!!!....


postado por: pirofágica 12:39 PM
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Meus sentidos apontam para a solidão necessária aos seres
É neste momento, tão importante, de não viver amor 'de amor'
Que amo a beleza da solidão sem mágoa que está por vir
Amo a possibilidade de afirmar minha posição enquanto ser único, mutante
Amo a chegada da criação quando estiver só
Porque é assim que quero
Ser criativo, ser amante, ser pulsante
Até que ele chegue, o amor do amante e queira
E receba, perceba, meu amor de amor
Então, neste momento não precisarei mais dela, da solidão, com ou sem mágoa

postado por: pirofágica 10:29 AM
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Quinta-feira, Outubro 09, 2003

É gente, tenho o maior orgulho de nós, digo a galera, meus amigos, as pessoas mais próximas, pelo desprendimento, pela 'simpatia', pela disposição de se abrir ao novo... pra algumas pessoas isso tudo pode parecer um monte de bobagens, mas são coisas pequeninamente grandiosas que determinam nossa personalidade, nossa forma de encarar a vida.
Segunda-feira foi aniversário da Vera, e combinamos de fazer uma surpresinha pra ela. A Nanda levou um bolinho e guardou para antes reunirmos uma galera boa na árvore. Cheguei na Ufal um pouco tarde e perdi o rango do RU, e morrendo de fome fui comer uma coxinha na "tia vermelha". De longe vi a Keka que se aproximou com uma guria que não conhecia e me apresentou: essa é Amanda, faz jornalismo em Santa Catarina.
"Ah! muito prazer, pretendo morar na sua terra" - depois ficou esclarecido que ela é de SP mas faz faculdade em Floripa, na Ufsc.
Descemos pro Cos e nos juntamos com o pessoal na sagrada caixa amarela.
Amanda estava na estrada há um mês com a equipe de Arthur Moreira Lima no projeto São Francisco: Um Rio de Música, fazendo seu TCC. A turnê acabou em Penedo e a guria resolveu aproveitar a proximidade e conhecer Maceió.
Amanda chegou no domingo e tinha a passagem comprada para terça-feira, até conhecer esse povo louco da ufal.
Na volta do aeroporto viu a Ufal e resolveu descer para conhecer pessoas do jornalismo, da comunicação e foi encontrar logo quem? Franccesca.
Falamos sobre o quão bom seria o fim de semana, Bar da Sexta, shows no Posto 7, coisas pra conhecer... e como estávamos convidando a guria pra ficar tinha que dar uma guarita pra ela. Ofereci minha casa, Amanda tem cara de boa gente, é mulher, facilidades para receber pessoas em casa, infelizmente é assim enquanto não tiver meu próprio canto.
Depois de uma 'viagem' da ufal até a pajuçara, na pousada onde estava hospedada, matutou, matutou e decidiu pela melhor opção, ficar em Maceió.
Só sei que está adorando a galera, a experiência, trocamos várias idéias sobre nossos TCCs, ela saca bastante coisa do meu tema. E a galera de casa também se deu muito bem com ela.
Mas ó, to aqui com as costas toda dolorida por ajudar ela carregar as mochilas do ponto até minha casa. Ela vem carregando um mundo de coisas nas malas.
Ontem fomos ao mercado do artesanato, ela comprou umas paradas ótimas pras irmãs, caju em passas pro pai, e um trampo lindo em palito de fósforo que um grande artista faz lá no mercado. Ainda ganhamos do cara cada uma um grão de arroz com o nosso nome escrito, carregados de boa sorte.
Aproveitei e passei no Wilson e comprei dois caxixis ótimos e troquei uma idéia que vai ser muito boa para meu "futuro musical" (hahaha).
Amanda tá pelo mundo, infelizmente eu tenho que trampar e não pude ir pro Francês com ela, mas porra, ela foi pr paraíso e o final de semana vai ser pesado.
Ela tá fazendo umas fotos da galera e quando mandar eu coloco aqui.
Eu escrevi aquilo tudo no começo pq é muito louco vc chegar em uma cidade desconhecida e não ser bem acolhido, eu que me meto na estrada de vez em quando sei como é. Então eu lanço a campanha: "Adote um Mochileiro"

postado por: pirofágica 5:05 PM
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Quarta-feira, Outubro 08, 2003

como dizem por aí: promessa é dívida. e eu não gosto de dever à ninguém...

resenhol:



Então, eu digo à vocês que o cd que não sai do meu som ultimamente é o da Maria Rita. Porque é muito bom, delicioso de ouvir, de cantar. Porque é sutilmente requintado sem ser metido à besta, além de quê ela (que decidiu todo o repertório) acertou em cheio em cada música escolhida para compor seu primeiro Cd, intitulado "Maria Rita".
Desde que vi Maria Rita no Fantástico fiquei muito curiosa pra ouvir o som. Li algumas matérias na internet o que só fez aumentar a minha curiosidade, até que ganhei uma cópia de um amigo. Desde a primeira música, "A Festa" de Milton Nascimento e Fernando Brant, até a última "Cupido" de Cláudio Lins, uma variedade de sensações e impressões sobre a música e a figura de Maria Rita vão tomando conta das idéias. Não tem como, por mais que ela evite, pelo menos nesse início de carreira, não compará-la à mãe, que para mim foi a maior intérprete da música brasileira. Não a comparação pejorativa. Elis, Elis, Maria Rita, Maria Rita, por mais forte e presente que seja a carga genética, que determine a semelhança no timbre, fisionomia e trejeitos, a própria ciência deixa claro que, felizmente, somos seres únicos.
"A Festa" chega alegre e dramática, a latinidade transparece e quando Milton disse à MR que a canção foi adaptada de "La Bamba" ela teve a mesma sensação que eu tive quando soube disso: "não sei de onde ele tirou isso, não tem nada de La Bamba". De Milton é também uma das letras mais bonitas do CD "Encontros e Despedidas" que o próprio nome diz de que se trata, os encontros e desencontros, os rumos tomados pela vida, o ir e o vir "...a plataforma dessa estação é a vida desse meu lugar, é a vida". Quem também teve duas canções escolhidas por MR foi Rita Lee, o hit "Agora Só Falta Você" e o grito bem humorado sobre mulheres que são muito mais que "bunda" e "peitos de silicone", "Pagu" (de Rita Lee e Zélia Duncan). "Menininha do Portão" de Paulinho Tapajós, tem a inocência de outrora mesclada com a sonoridade dos dias de hoje, o piano é lindo.
A partir de "Não Vale a Pena", dos irmãos Jean e Paulo Garfunkel é que não dá pra não ouvir e se impressionar com a semelhança no timbre de voz. É justamente em baladas fortes, canções que pedem uma interpretação mais dramática que a semelhança se acentua. Jean e Paulo Garfunkel já foram interpretados por Elis. Começo a pensar que o gosto musical deve estar presente no tal do DNA, inclusive "Dos Gardenias", regravação do Buena Vista Social Clube só faz reforçar essa idéia, não poderia faltar uma canção em espanhol no Cd de MR.
Mas quem fisgou o gosto da moça foi Marcelo Camelo, da banda carioca Los Hermanos. Três composições de Marcelo estão no Cd, o delicioso samba "Cara Valente", onde Maria Rita brinca, dá risada no final da música como a mãe. Quem conhece bem as letras do Camelo não é muito difícil identificar suas composições, determinadas palavras, a seqüência, a situação, denunciam. Logo depois de "Cara Valente" é apresentada outra inédita do Marcelo, a belíssima "Santa Chuva", que remete imediatamente a Los Hermanos e à sutileza do compositor ao escrever como um personagem feminino "...não há porque chorar por um amor que já morreu/ deixa pra lá, eu vou, adeus, meu coração já se cansou de falsidade" perfeita na voz de Maria Rita. De Marcelo Camelo tem ainda "Veja Bem Meu Bem", que foi gravada no segundo CD do LH, O Bloco do Eu Sozinho, a versão ficou um bolero/samba-canção delicioso que certamente agradou aos fãs da banda. Aliás, MR se apaixonou mesmo por LH, essa moça tem bom gosto mesmo. "Menina da Lua", de Renato Mota é triste e singela, linda.
Nesse repertório não poderia faltar uma composição de Lenine. Em parceria com Bráulio Tavares, "Lavadeira do Rio" tem levada rápida, mistura a cantiga crua com berimbau, piano. É a cara do Lenine. A última canção do disco é "Cupido", de Cláudio Lins daí mais uma relação difícil de não lembrar, Elis cantando Ivan Lins. A canção trata da descoberta de se estar apaixonado com uma simplicidade que emociona.
Duas músicas estão disponíveis na Internet, somente para quem tem o CD. A última faixa, interativa, leva a um site exclusivo que permite o download das músicas "Vero", de Natan Marques e Murilo Antunes emendada com "Estrela Estrela", de Vitor Ramil, o irmão caçula dos gaúchos Kleiton e Kledir que tem um trabalho muito interessante por sinal.
Peguem emprestado, baixem na internet, copiem, comprem, é música brasileira de muita qualidade e quando você terminar de ouvir você não vai se lembrar imediatamente de Elis, vai querer voltar para alguma música que vai se tornar a sua preferida do Cd, depois outra e outra...

postado por: pirofágica 12:06 PM
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Terça-feira, Outubro 07, 2003

sobre o domingo?

tem texto meu e fotos do tato no voodoo esportes


marcelo cabral e trio coisa linda

postado por: pirofágica 11:01 AM
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Eu não tenho palavra mesmo!
Afirmei aos quatro cantos que esse mês ia dar uma regulada na minha vida (leia-se fim de semana). Esse último mês foi de prejú, para a saúde e para o bolso. noites mal dormidas, alimentação completamente desregrada, muito álcool e fumo. Nada parecido com moral, mas o corpo e o bolso pedem. Aí começa o mês e chega a sexta-feira. E nesse abençoado dia sempre tem uma criatura que chega dizendo que hoje quer encher a cara e que todo mundo tem que ir pro bar, pq isso e aquilo...
Aí começa a instigação, bando de demoniozinhos atentando. Sexta-feira passada fui até a ufal com a keka e resolvemos tomar umas cervejas, ali do outro lado da BR, tomamos umas 4 cervas esperando a pequena nicolle e acabei descendo pro bar do beto.
E a mesa vai crescendo e vai chegando mais gente, como não tinha me alimentado bem fiquei meio grógui logo, mas chega, definitivamente deveria passar o sábado em casa, mas me balançou o discurso do beto em relação ao último dia de ¿Bar do Beto,¿ pq o bar ia fechar e nós éramos os freqüentadores mais assíduos e coisa e tal..
Dormi na casa dos meninos mas acordei logo cedo pra ir pra casa, peguei emprestado o pandeiro do galego, e umas coisinhas do Tup, caxixi, ganza, triângulo... para o ensaio de tarde.
Eita, parêntese para a novidade: to tocando na banda da Mila. "Mioca e os passarinhos". tá, todo mundo sabe que eu não gosto do nome, acho que nem a Mila gosta, mas o som é muito legal, muito mesmo, vou fazer uma resenha da gravação da galera e postar aqui.
Pois é e vcs devem estar se perguntando o que bixiga eu vou tocar. Tocar meeeesmo eu não toco nada, mas faço uma graça com um pandeiro na mão e posso dizer que toco triângulo bem, fora os caxixis, agogô, reco-reco, apito... agente se vira. Nessa empreitada de percussão faço companhia à Lili outra que vem se aventurando no mundo rítmico. Já tem até show marcado, em um hotel em ipioca depois vamos montar repertório para ver se rola de tocar no café e certamente no bar da sexta.
Voltando pra boemia: eu e lili saímos do ensaio e fomos comer um acarajé. Lili disse que queria ir no bar do beto e pra não dizer que não fui no último dia (tenho quase certeza de que eu fui a pessoa que mais vezes foi àquele bar) decidi ir tomar uma cerveja e voltar cedo pra casa. Agora volte.
Vários instrumentos musicais, mas o povo tava meio morgado, até a verinha chegar com outro pandeiro e aquele velho repertório foi executado até de manhã com todo mundo em pé, cantando e dançando, foi uma ótima despedida.
E ontem eu recebi a confirmação de que o Roda Mundo foi vendido ao Marcos Biscoito. Tá em casa então.
Que vida é essa!?

postado por: pirofágica 10:55 AM
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Segunda-feira, Outubro 06, 2003

06 de outubro, dia especial...

aniversário da minha irmã vera, pessoa muito querida e amada.
engraçado, antes as "irmãs" eram vera e sisse e eu e carla, agora meio mundo de gente vem perguntar se eu e verinha somos irmãs.
somos.
sem falar na troca de nomes, já nos acostumamos com isso.

vera então, vc sabe de tudo né? essas amigas sabem das coisas...respeito, admiração, carinho, identificação.
é pras meninas, sabem quem são...

postado por: pirofágica 10:20 AM
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Encontro é tão bom!!!

Seminário da Paraíba


alojamento


mais no blógui da ju

postado por: pirofágica 9:47 AM
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Sexta-feira, Outubro 03, 2003

o próximo post vai ser sobre o cd da maria rita, caralho, é lindo, eu não paro de escutar...

(coisas acontecem, não sei se boas, ruins ou sem muito sgnificado, mas isso não tem nada a ver com esse post)

postado por: pirofágica 12:06 PM
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não quero mais postar nada sobre essa viagem, cansa escrever muito tempo sobre uma coisa só, uma hora termino e coloco aqui, além de quê não é todo mundo que tem paciência de ler posts tão grandes, mas se vc chegou aqui dá uma lida vai.

postado por: pirofágica 12:04 PM
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Quinta-feira, Outubro 02, 2003

Diário de Bordo - Maceió/Recife/Maceió
3ª parte - curtição, indignação e charlação (Qual é?)


Logo de entrada vi como o centro de convenções estava lindo, boas lembranças daquele lugar também, de cada Abril Pro Rock que fui. Toda a arte era no grafitti, tudo, tava lindo aquilo. Pista de skate e bike com uma galera se apresentando, uma mostra com os trampos da oficina de grafitti que rolou mais cedo, aquelas salinhas com computadores ligados na internet que eu não me lembro o nome em inglês, praça de alimentação, telões, vários pelo centro e muita, muita gente.
Depois da minha maratona merecia tomar uma cerva. Peguei meu copo e sai de rolê pra ver se encontrava a galera do seminário, achei, mas não queria ficar de cola em ninguém, essas meninas são amigas desde não sei quando e eu estava apenas a margem da história. Fui diretamente para a frente do palco que estava tranqüila sacar o show do Mundo Livre. Puta merda, que show do caralho. Logo que me coloquei num canto massa os caras começaram a tocar uma das músicas mais foda deles "seu suor é o melhor de você". Pirei.
Os caras tocaram alguns sons das antigas, mas como estavam lançando o novo disco "O Outro Mundo de Manuela Rosário", a maioria das músicas eram novas. Acho que o Mundo Livre chegou onde o 04 sempre quis chegar, trabalhando em um selo menor, o pernambucano Candeeiro Records, e distribuído pela Trama, O Outro Mundo de Manuela Rosário é o disco mais explicitamente político da banda. 04 sempre foi militante em suas composições mas da forma com que o disco foi produzido o que mais caracteriza o Mundo Livre, suas letras, foi trabalhado de uma forma mais livre, sem restrições. Momento especial da apresentação quando entram cerca de dez xucurus para se apresentarem na primeira música de trabalho do disco "O Outro Mundo de Xicão Xucuru", em homenagem ao cacique da tribo xucuru de Pernambuco, que foi assassinado em 1998 quando lutava pela resistência do povo indígena na luta pela demarcação de suas terras. A participação do Instituto se deu quando esta criatura que escreve estava do lado de fora, uma pena, mas telepaticamente entenderem minha mensagem e subiram no palco os rappers Kamau e Marechal, os caras são muito foda no freestyle, definitivamente Kamau mostrou porque é um dos melhores do país na hora de rimar no improviso. Dou um toque aqui pra quem quiser conhecer o projeto Instituto, eu vou ler melhor.

Depois do show fui ver se achava algum alagoano pra botar a massa, e achei. Fumei um com uns meninos daqui de Maceió que estavam por lá e voltei pra frente do palco pra ver uma batalha irada de Djs, o Marcelinho e o Hadji. Que dois grandes filhos das putas, os caras são foda, impressionante como as mãos são velozes e ao mesmo tempo leves no trato com os discos e o mixer, lindo de ver e bom de ouvir, muito bom. E o MC da noite era o grande Thaíde. Mano respeitado em todas as quebradas, sério, Thaíde me lembro desde muito guria, visitava a minha área, brincava com os muleques, velho do rap, cara simples e bom de rima. É uma figura apresentando, muito engraçado.
Fui dar rolê pra esperar o show do Los Hermanos, mas não queria ficar muito tempo longe porque era o único show que fazia questão de ficar na frente, mesmo porque sabia que não levaria nenhuma porrada. Andei, cansada pra caralho, algumas das menias já sentavam pelo chão, encontrei outras na praça de alimentação, e quando ia passando uma mão me puxa e diz "até aqui?" minha amiga Sheila. Voltei e parei na frente do palco quando o Thaíde entrou pra anunciar a próxima atração, foi quando a placa de grafitti que estava do lado esquerdo escrito "Mundo Livre" subiu e a do lado direito desceu "Los Hermanos" e enquanto Thaíde anuncia, os caras sobem no palco e a galera delira mesmo. Caralho é impressionante. Definitivamente o maior público dos caras, proporcionalmente ao tamanho das cidades, é em Recife, não tem como. Garanto que das 6.000 pessoas que estavam no local, mais da metade começou a cantar junto "O Vencedor", como vem sendo, a primeira música do show dos caras. Pra quem esteve internado esses dias o Barba está com a aparência ótima e tocou muuuuito.

Durante um tempo o Marcelo camelo pediu daquele jeito educado dele pra arrumarem o "s" do som, mas sem parar encaram um som atrás do outro. Foi lindo ouvir pela primeira vez ao vivo "O velho e o Moço" a preferida do momento do Ventura. No show de Garanhuns também não tinham tocado "Tá Bom" que também curto muito. É foda, todas do show foram lindas, mas o destaque vai pra "Sentimental", nem no show de Garanhuns, nem em apresentações em vídeo que já assisti, nunca vi o Amarante interpretar ¿Sentimental¿ como dessa vez, parecia que ela estava em outro mundo, outro ambiente, o cara abstraiu do lugar, o momento mais lindo do show. De resto, o de sempre, aquele mundo de gente cantando e pelo menos dessa vez não vi histeria nenhuma perto de mim. No final, os caras ameaçam ir embora mas acabam cantando a bela ¿De onde vem a calma¿. E mais uma vez esperei e não ouvi "Conversa de Botas Batidas". Mas foi lindo mesmo sendo curto, e espero em breve ver um show dos caras fora de festivais, que é diferente, maior.

Meio abestalhada, saí pra vê se encontrava alguém. Andei, fumei, fumei, andei até começar o show do Marcelo D2, que não demorou muito. E "qual é?" é que o show do D2 lembra muito o show do Planet. A coisa (não a coisa, mas a coisa) é tão informal que muitas vezes se perde. Para, senta, passa a impressão de que nem sabe qual é a próxima música, algo desleixado como o próprio D2 - não é sermão não, só uma constatação do estilo do cara no palco. Instigação total quando o B Negão subiu no palco e cantaram músicas do Planet, loucura. Não teve cansaço nessa hora, fui pular, meio de longe pra não Ter que aturar os marmanjos que atropelam seja quem for, uns mal educados. Du caralho quando o D2 chamou o Kamau e o Marechal pra mandar um freestyle e os caras são bons mesmo, muito bons.

Depois do show do D2 achei a galera na maior morgação, todo mundo sentado, quase dormindo e sentei também, quando o sono cruel bateu, resolvi levantar e comer algo, era o que estava precisando. Cheguei na praça de alimentação e tinha uns churrasquinho e tal, mas queria um sanduíche mesmo, pão saca? Pedi um chesseburguer, um pão seco, com um hamburguer, uma folha de alface e uma fatia de queijo. Me escoro no balcão pra comer e logo em seguida para do meu lado com um cheeseburguer xexelento como o meu o B Negão. "Opa"
-"massa o show"
-"e aí gostou?"
-"pois é, e seu cd quando é que sai?"
- "dia tal, nas bancas, dá um toque a galera..."
Enquanto rangava trocamos idéia sobre música, o evento...aí chegou um bebão que tinha conhecido o B Negão em outro show e conversamos um bocado, até a Nação Zumbi dar os primeiros acordes e eu sair fora deixando os dois pra lá.
Começa impecável o show do Nação. Perfeito, tudo dando certo, tudo lindo e os caras extremamente profissionais no palco.
O ônibus tava marcado pra sair 3h30 e quando saímos do alojamento tava combinado de deixar o ônibus ir e ficar lá até o final das histórias, mas o decorrer da noite tava mostrando que isso não ia acontecer, tava todo mundo muito cansado pra ficar e se virar pra ir embora e logo que começou o show do Nação já saquei uma movimentação pro ônibus. Beleza, são dez prás três, umas 3h20 vou nessa, deixa a galera ir.
E foi quando começou a instigação, quando começaram a tocar "Etnia" fui mais pra frente e dancei muito, mas sacava mais pelo telão, tava punk a roda, não ousaria me aproximar. E no melhor do show são 3h20, e me dá vontade de fazer xixi. Sai e nada do ônibus, haviam vários da mesma empresa, mas nenhum era o que tinha nos levado para o Centro de Convenções, quando eu olho lá na saída vejo um ônibus diferente daqueles enfileirados "é ele". E foi justo na hora que mais uma galera da Ufal e outras pessoas, umas 7 no total estavam saindo e me viram. Saímos correndo e pegamos e quase perdemos o ônibus. Sacanagem das grossas. Fiz questão, tirei o molecular da bolsa e mostrei "3h26". Puta sacanagem, a galera que me conhece, sabe que eu tava sozinha por lá deu um foda-se bem grande e me deixou, sabendo que eu ia com eles, e o que é pior, saíram antes do horário combinado. Já tava meio indignada quando cheguei e fui direto dormir, me arrependi depois que soube de um tal lualzinho com ilustres presenças no local.

postado por: pirofágica 5:25 PM
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Quarta-feira, Outubro 01, 2003

Diário de Bordo - Maceió/Recife/Maceió
2ª parte - observação, constatação e charlação


Um ponto positivo das minhas loucuras, na verdade o ponto principal, é que sempre me divirto, apesar de pequenos detalhes que só percebe sem restrições quem os vive, talvez detalhes que incomodassem os não propícios a largação na estrada. Apesar de falar muito sou uma pessoa observadora e percebo como existem pessoas em que, de alguma forma, acredito, dentro das minhas concepções e princípios, o que faz ser o que sou e felizmente como uma metamorfose ambulante. Porém, outras me deixam triste, algumas com raiva, mas é tudo questão de momento, e tudo passa quando me lembro que as pessoas não são iguais e que elas não vivem sob os meus conceitos e princípios, no entanto a indiferença me incomoda.
Como sempre, me virei muito bem sozinha, com alguns chegados, como a Claudinha, o Deyves sempre querendo saber se tava tudo tranqüilo, se eu tinha comido... Pois é meninos, nós mulheres sobrevivemos muito bem e felizes sem ir ao banheiro só se for com uma amiga ou sem ter com quem comentar sobre aquele gatinho lindo, inteligente e tatuado, é claro que eu teria me divertido muito mais se minhas amigas queridas, mulheres lindas e maravilhosas estivessem comigo, mas como diriam Chico e Caetano, agente vai levando.
Depois daquele banho e daquele beck, fui dar um rolê pela área para comprar meu cigarro, andei por umas ruas de terra e lugar era bem periferia mesmo, as vendinhas são todas gradeadas e a pessoa vem te atender como se estivesse preso, na verdade estão.
Estávamos uns 10 minutos de caminhada da Ufpe e o sol de Recife, que é de rachar, maltratava tornando o caminho mais longo. Em frente ao auditório tinha uma árvore, das mais lindas que já vi, enorme, com um troco que precisava de umas 8 pessoas para abraçá-la.
Entrei e a mesa tinha começado, um diretor da Denem, que não me lembro o nome falou sobre a Cinaem, deu um histórico e falou mais ou menos a que pé anda a avaliação, os problemas enfrentados e tal. Muita coisa, principalmente o histórico da Cinaem eu já conhecia, mas muita coisa nova conheci, o cara falava bem, mas tão rápido que não dava pra acompanhar sempre seu raciocínio. Depois o João falou, obviamente sobre o Avaliação Pra Valer, projeto de avaliação institucional desenvolvido pelo movimento estudantil de comunicação, parte dele, numa época boa, de ação, grupos de discussão se reuniram durante um bom tempo e o resultado é um projeto lindo que deve ser melhorado, pode ser encontrado no sítio da enecos. O João levantou questionamentos sobre o Sinaes ¿ sistema nacional de avaliação do ensino superior, o novo projeto de avaliação do governo, com seus pontos positivos e negativos. Pausa para o almoço. Qual seria a tática dessa vez? ¿manguear¿ primeiro e se não rolar agente compra o rango que sobrar. O esquema era esse, torcer para sobrar quentinha e a simpática da Mariana desenrolar para comprarmos (3 pilas) eu e outros famintos sem rango, uma galera que pagou só o alojamento, sem alimentação. No último caso, comer um pouquinho de cada.
Todo mundo sai com a sua quentinha, feliz da vida e os marginais do movimento na espera.
Rolou, comemos e cheguei na grama, debaixo de uma árvore onde estava a galera fechando aqueles. Depois de um tempão a galera voltou pro auditório, onde seria apresentada a nova proposta de avaliação, o Sinaes. Tava muito afim de ficar, mas comecei a dormir no meio da apresentação, aliás, tinha uma galera dormindo, então preferi sair e ir tirar um cochilo no alojamento, porque tinha que estar bem naquela noite de Sábado.
A minha vontade era a de chegar cedo no Centro de Convenções, não queria perder nenhum show, além de que falei com a Dd pelo telefone e ela disse que queria chegar cedo.
Depois de um cochilo massa, me despedi, meio sem querer me despedir, do João, ele ia encontrar um velho amigo do movimento, o andré galindo, disse que ainda queria vê-lo antes de ir embora, sabia que nos encontraríamos.
Um super banho me despertou e começou o embaço da galera, bastante gente ia do seminário para o show.
O povo resolveu esperar o jantar para não ter que gastar grana e tudo mais. O problema era que o lugar era muito bizarro, pra ir sozinha eu tinha que andar muito por um caminho escuro e sinistro em um bairro considerado perigoso. Noiei e esperei. No fim, acabaram esperando a saída de um ônibus do seminário que ia deixar a galera no show.
Eu tava louca de raiva porque tinha marcado com a dd, que estava com o meu ingresso, às 20h30, no portão B, e o ônibus só saiu 20h30, mas como havia marcado com a dd que quem chegasse primeiro esperava a outra e como cheguei 21h em ponto, fui direto ao portão B, aquele monte de gente, mas que se foda, a galera entrou toda e a roubada aqui ficou sozinha procurando a dd. A entrada B era tranqüila, para imprensa e convidados, poucas pessoas na frente, seria impossível não encontra a Deyse, mas...
21h10, 21h20 começa o show do Mundo Livre, uma das bandas mais afudê (como dizem os gauchos) que existe e nada de encontrar dd. Comecei a pensar em uma solução, porra 30 conto na bilheteria é foda, tava com a grana de pagar a dd e tomar algumas cervejas. 21h30, não poderia mais esperar ¿deixa esse bolo de ameixa...¿ Senhor cambista, tarará, tarará, tarará, contei a novela mexicana pro cara que parece não deu a mínima, mas depois de tanta encheção de saco o cara me vendeu por 23 pilas. Corri para o portão de entrada, mostrei o ingresso e o moço: ¿identidade por favor¿. Eu sou uma pessoa sem identidade. A única que tenho é tão deteriorada que nem parece um r.g. é melhor andar sem ela do que com ela, mas sempre ando com um documento com foto, estava com o cracha do estágio, que tem foto e número de r.g e tava também o cartão do banco que tem foto. ¿Não tem data de nascimento aqui¿.
Puta, que merda, evento de skol, os caras tão enchendo o saco para não entrar menor de idade. ¿Mas moço, você acha que eu sou menor de idade? Eu trabalho, tenho cartão de banco...¿ usei um monte de argumento idiota. ¿Fala aqui com esse rapaz¿
- ¿Moço, você acho que eu tenho 17 anos? Tudo bem que pareço uma menina, mas eu vou fazer 25 anos¿ eu dizia o tempo todo pro cara ¿sou de 23 do 11 de 78¿ ridículo, mas o tempo passava, o show rolava e aqueles manés não me deixavam entrar. O cara me liberou, mas tinha uma Segunda barreira, mas essa foi mais fácil.

postado por: pirofágica 12:40 PM
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