pirofágica/Female/21-25. Lives in Brazil/Alagoas/Maceió/Serraria, speaks Portuguese. Spends 20% of daytime online. Uses a Normal (56k) connection.
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Brazil, Alagoas, Maceió, Serraria, Portuguese, pirofágica, Female, 21-25.




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ASSIM ASSADO

meu universo é infinito, não tentem me compreender



Sexta-feira, Agosto 29, 2003

essa coisa de feriado no meio da semana... hoje já é sexta-feira. tento não sair de casa mas não consigo, tem Xique no Sesc e Bar da Sexta, amanhã tem o tal do show no Posto 7 com um bocado de banda.
é isso mesmo, vou, com as mesmas reclamações mas vou.
e nada de blógui final de semana, segunda talvez.

postado por: pirofágica 12:21 PM
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oh pedaço de mim... (opções)
Se for pra escolher, o crepúsculo ao nascer
Mar calmo pra nadar, jasmim pra cheirar, ganja pra fumar
Das artes a música
Sou fã das letras mas elas, nem tanto de mim
Então, números não
Verdade sempre, mesmo que em seu lombo venham as encrencas
Homem ao lado, não a frente, muito menos atrás
Predileção por aventura, natural de mim, mas isso é questão de fase
Não se importar com o que dizem pode ser defeito pra mãe, não pra mim
Subversão, nasci assim, mas aprimorei, morrerei assim
Morte? Tá longe, sei, sempre soube, daqui pra lá não sei
Letra? A. Bonita, forte, desbravadora, é mÃe, é pAi, é irmÃ
Pés descalsos, energia racional
Notícia boa
Sisuda e sorridente, sempre convincente, prefiro os dentes
Filha da noite, meio-dia eu só penso em dizer não
Palavrão? Um bom "foda-se", pra aliviar
Egocentrica, egoísta, ego... quem eu? As vezes sim, as vezes não!
Pés, os tenho, asas, necessito...
Liberdade.

postado por: pirofágica 12:16 PM
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muito boa a página do nando reis


postado por: pirofágica 11:48 AM
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Quinta-feira, Agosto 28, 2003

pressionante...
Esses dias me peguei apreciando um tanto a música nova do Skank. É, eu gostei de verdade.
Fiquei na minha, sabe-se lá o que vêm por aí. Daí ouvi outra música, que não sei o nome, e também gostei.
Peraí, isso é bem Beatles e como observou o thiago, bem Mopho também, mas bem Mopho também significa bem Beatles, que significa bem retrô ...
Só sei que ouvi mais umas músicas enquanto não baixava o Cd todo. Tem uma influência do Clube da Esquina sim, quem conhece dá pra sacar. Inclusive a música de trabalho "Dois Rios" é do Samuel Rosa e do Lô Borges, a letra é do Nando Reis. Tá explicado então.
Vou escutar o Cosmotron todo, com calma e depois passo em algumas linhas minhas impressões mais detalhadas.


Dois Rios - (Samuel Rosa - Lô Borges - Nando Reis)

O céu está no chão
O céu não cai do alto
É o claro, é a escuridão
O céu que toca o chão
E o céu que vai no alto
Dois lados deram as mãos
Como eu fiz também
Só pra poder conhecer
O que a voz da vida vem dizer
O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão
O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão
Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz a vida ouvi dizer
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios sejam
Dois rios inteiros
Sem direção
Que os braços sentem
E os olhos vêem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
Que os braços sentem
E os olhos vêem
Que os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção
E o meu lugar é esse
Ao lado seu, no corpo inteiro
Dou o meu lugar pois o seu lugar
É o meu amor primeiro
O dia e a noite as quatro estações

postado por: pirofágica 5:09 PM
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Quarta-feira, Agosto 27, 2003

Como explicar?
De novo eu falando sobre a velha mania de gostar de coisas "velhas". Discos, roupas, pequenos, grandes objetos, além do mundo das idéias, é claro. Tenho uma relação muito louca com o passado, eu sei e as 'cartas' disseram.
Desse vez venho aqui para falar de carros. Simplesmente gosto de carros, os antigos, grandes e principalmente vermelhos.
Nos últimos tempos o foco principal das briguinhas de casa tem sido "o carro". Há mais de 12 anos o maveckão tá com agente. Viemos de SP pra cá nele, "aprendi" a dirigir nele e tenho sim, um profundo carinho por ele, que originalmente era verde metálico, mas um pequeno acidente fez com que tivéssemos que pintar a porta, só que a cor original não era mais encontrada tivemos que escolher uma cor e como todos os carros que já passaram pela casa a cor escolhida foi o vermelho (a excessão foi o Opalão branco).
"Vender o carro?, nem a pau"
- esse carro bebe demais, não dá pra sustentar.
- porra mas agora com gás?
- preciso de um carro menor pra ir trabalhar.
- carro menor? quequeisso...
Vendeu o carro, para meu irmão - Ufa!
Agora meu irmão quer vender pra comprar uma moto, vê se pode?
Mas meu santo e minha bruxaria é forte e esse carro não sai de casa. Vai ser meu e pronto. E nem adianta dar lance, nem vem que não tem.
- Minha filha, pra vc tem que ser um carro menor. Ó seu tamanho!
- que que tem meu tamanho? quero um carro grande e vermelho, e tem de ser ele.
Dinheiro é foda!


ah! não é esse bonitão não, mas não fica atrás.

postado por: pirofágica 6:24 PM
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Terça-feira, Agosto 26, 2003

os trampos da verinha e da tati:


aceitamos encomendas.

postado por: pirofágica 12:24 PM
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aí pra não ficar dizendo que agente esqueceu de vc:


pequena nicolle

postado por: pirofágica 12:20 PM
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é, nada de textos:

postado por: pirofágica 12:05 PM
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essas são muito boas:







postado por: pirofágica 11:52 AM
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sem muita inspiração para palavras, então, imagem:


alguns amigos queridos: Cida, Keka, Claudinha, irmã do Cabeça e Josian - Bar da Sexta (DCE/Ufal)

postado por: pirofágica 11:47 AM
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Sexta-feira, Agosto 22, 2003

Pretensões
Cecília Prettì

Pretendi um dia vagar entre palavras, desvendar a sabedoria dos poetas
Dos mais puros filhos da terra, influenciados pelas águas e pelos bichos, de todos as espécies e tamanhos
Também pelos somados de influências do asfalto, despertos à belezas que outros corpos não sentem, becos e senhores desconhecidos fazem parte
Quis para isso, mais um pouco do cheiro de jasmim que a inocência não me tirou
E o aroma das vias urbanas é também lição de casa
Pensei também transformar em música o que não rima
"Mas minha filha, isso não se ensina", uma voz me disse, talvez seja um sinal.


postado por: pirofágica 12:02 PM
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"Muito Além do Cidadão Kane", logo logo por aqui também!

"Muito além do cidadão Kane", o documentário de Simon Hartog sobre a Rede Globo para a TV britânica está completando 10 anos. Por mais incrível que pareça, continua proibido para aqueles que seriam os principais interessados: os telespectadores brasileiros. Apesar de todas as mudanças em nosso país, o último trabalho de um grande documentarista permanece refém de artifícios jurídicos. Simon Hartog cometeu a ousadia de dirigir seu olhar sobre a nossa televisão e, no Brasil, é muito perigoso mexer com os interesses dos poderosos.


Traçando um paralelo entre o personagem criado por pelo diretor de cinema Orson Welles em seu filme mais conhecido e o fundador da Rede Globo, Simon Hartog descreve a história da formação, crescimento e consolidação da emissora comandada por Roberto Marinho e suas estranhas relações com o poder vigente. "A Globo não tem uma vocação necessariamente militarista, ou didatorial, mas ela tem uma vocação governista. Onde tem governo está a Rede Globo", afirma um trecho do documentário.

então povo, to correndo atrás da fita pra passar no Bar da Sexta e em todo canto possível, quando for rolar aviso aqui pra todo mundo repassar a notícia.

saiba mais aqui

e pra baixar aqui

postado por: pirofágica 11:35 AM
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Quarta-feira, Agosto 20, 2003

então eu sonhei
Esses dias de greve estão sendo mau aproveitados por mim. Não escrevi uma linha sequer da monografia, mas pra compensar tenho lido bastante sobre. Como trabalho perto do DCE acabo indo quase todos os dias pra encontrar algumas pessoas e toscar pelo menos um fino antes de ir pra casa. Estávamos conversando anteontem sobre a viagem louquíssima de lírio pela qual passou um figura amigo nosso. Não é exatamente estranho, mas se você conhece a criatura tu nunca vai imaginar que a história fosse com ele. Baixinho, na dele, fala baixo, usa óculos e faz medicina - tá explicado. Arrumaram umas folhas de trombeta e em casa ele mesmo preparou "menos da metade de um moio", disse ele. Bebeu acho que a metade de um copo e foi para o bar da Sexta. Com cerca de 15 minutos depois de Ter tomado o danado, começou a sentir o efeito da coisa. A esta altura do campeonato ele estava sozinho atravessando o viaduto da Kátia. Eu não o vi, mas todo mundo disse que ele estava completamente sem noção, falava coisas absurdas e sem nexo, estava com uma cara que dava medo, andava de um lado para outro e disse que a coisa da Keka estava na Holanda, em uma cidadezinha (?). Nessa conversa surgiram várias histórias de conhecidos enlouquecidos por alucinógenos naturais e artificiais, e não é que na noite de ontem eu tive um sonho tão louco quanto real de uma viagem de ácido?
A droga é que na maioria das vezes não me lembro de quase nada dos meus sonhos, apenas flashs.
Como sou um tanto desorganizada, quando chego pra dormir, jogo tudo o que está na minha cama de ladinho, no chão e durante o sonho, eu estava deitada na minha cama, como sempre, só que quando 'acordo' (no sonho, sei lá) olho pras coisas no chão e vejo um cachorro, mas não era um cachorro, era a roupa jogada no chão em formato de cachorro, e eu sabia disso mas continuava vendo o cachorro preto. De repente vejo algo se mover e entrar debaixo da estante que fica do lado do guarda-roupa. Como alucinação de doce. Tento acordar mas me sinto louca, pesada e fico imaginando como vou trabalhar tão louca, como vou encara as pessoas? Acordei! De verdade, chapada ainda, passei mais da metade do dia me sentindo estranha.
Ah, se quiser tomar lírio, recomendo uma conversinha com o T. acho que o dr. não vai recomendar.

postado por: pirofágica 12:35 PM
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post teste para confirmar alterações que incrementam e poluem visualmente este blógui

postado por: pirofágica 11:36 AM
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Terça-feira, Agosto 19, 2003

é tão bom postar essas coisas:

Entrevista com Marcelo Cabral e Trio Coisa Linda
http://www.vitrolaz.com/lerColuna.php?id_coluna=232

e sobre o Chiar, projeto do Coelho, que eu tô louca pra escutar...

CHIAR, belas canções do vento
Da primeira música, 'Canção do Vento', em parceria com Wado, até a última faixa, 'Poder dos Trópicos', Fernando desfila harmonias, violões límpidos, letras e texturas delicadas e arejadas. Assim como seus conterrâneos, ou talvez de forma ainda mais radical, ele transforma em canções o sol, o vento, o tempo, a distância, o clima desencanado de sua cidade.


mais sobre o Chiar no Trabalho Sujo

postado por: pirofágica 12:12 PM
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Gostei bastante de O Homem que Copiava, de Jorge Furtado. O Homem que Copiava foi o segundo longa do cara, apesar de ter sido idealizado antes de que Houve Uma Vez Dois Verões. Fui ao cinema com um pouco de Ilha das Flores na cabeça, um clássico curta brasileiro, um dos primeiros curtas de Furtado, de 1989, se não me engano.
O Homem... é um filme leve, mas não simplista. Gostoso de assistir e passa num instante. A narrativa toda recortada, cheia de ligações para se chegar à uma explicação, lembra um pouco a narrativa de Ilha das Flores. André (Lázaro Ramos), o operador de fotocópia, é só mais um cara como vários que conhecemos, não trabalha exatamente com o que gosta (é desenhista e sonha em trabalhar como ilustrador), fodido de grana quer obviamente melhorar de vida e se casar com Silvia, a guria que ele observa toda noite com seu binóculo e que passa a seguir no decorrer da trama. Silvia também tem seus problemas com o suposto pai e sonha em ir para o Rio de Janeiro. Marinês (Luana Piovani) é a atendente da papelaria que André trabalha, diz que namora um alemão que mora na Holanda e é virgem, já fez de tudo, menos 'deu', ah! e só vai dar prum cara muito bem de vida (rico). Cardoso (Pedro Cardoso) é o amigo da Marinês, que não perde a esperança de ficar com a gostosona, para isso até parou de fumar - é muito engraçado ele falando daquele cigarrinho depois do almoço, que só quem fuma sabe qual é, é vendedor de "antigüidades", enfim, um malandro gente boa querendo se dar bem na vida.
Com um misto de comédia/drama, extrema realidade bem dosada de ficção e criativos momentos utilizando técnicas de animação, o filme mostra as aspirações de pessoas comuns - comuns a mim pelo menos, onde a falta de 38 reais e os meios para se conseguir essa grana trazem algumas soluções e muitos problemas.
Gostei de 'rever' Porto Alegre. O Lázaro Ramos é um bom ator. Luana Piovani me surpreendeu. Pedro Cardoso tem moral pra ser ele mesmo e não precisar de sotaque gaúcho para o filme, o cara é foda. Jovens atores gaúchos muito bons. Dei várias risadas. Social sem clichês panfletários.

postado por: pirofágica 11:32 AM
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Fotos da inauguração do Quarup!


rato, lelo e giba


xique baratinho


wado

os créditos são do Tato

postado por: pirofágica 11:30 AM
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Segunda-feira, Agosto 18, 2003

O sábado que o diga...
Depois de uma aventura que ninguém gostaria de passar, uma manhã sozinha, na chuva, morrendo de dor, procurando uma farmácia que me aplicasse a velha de guerra "buscopan com glicose na veia". Depois de 5 farmácias e muito sofrimento, xinguei o farmacêutico e aceitei o buscopan em gotas. Passei a tarde deitada tentando fazer com que minha mãe acreditasse que eu estava bem e não reclamasse tanto por eu sair à noite. Melhorei, mas o incomodozinho da cólica ainda fica, então estava decidida a não beber, de forma alguma. Fomos todos então.
Quarup!, nova casa, misto de boate/bar, casa de show, com pista de skate e parede de escalada. Alguns reparos a serem feitos, normal para uma abertura, mas o melhor de tudo é do grande amigo Gilberto e como disse o Alvinho, "casa do Giba é nossa casa".
Casa lotada, começou o show do Xique Baratinho. Como disse o Coelho, mesmo pra quem conheçe esses caras nos surpreendem. Definitivamente Xique Baratinho é "a banda" e nada melhor pra conhecer o som dos caras de que assistir a um show (só ouvir o CD, não é a mesma coisa). A banda é completa, individualmente são excelentes músicos, começando pela cozinha o Tárcio é o peso que sua banda merece, e nossos ouvidos também (engraçado que eu tenho uma história com o Tárcio que para todo o sempre, quando nos encontrarmos ele vai repetir a frase: "to só fazendo meu trabalho" e eu disse pra ele, que quem tá fazendo o 'trabalho' direitinho é ele. Em sintonia total com Tárcio está meu bróder Lelo Macena, não deveria mas sou suspeita pra falar, mas é um dos melhores baixistas que já vi tocar. Como é que ele consegue fazer aquelas variações em um baixo de 5 cordas e cantar ao mesmo tempo? Eu digo que o Rato é um soprador de primeira, além de ser muito carismático no palco, e fora dele também, resenheiro que só, como ele mesmo diz, gosta é de "peidar na farofa" Mas o que todo mundo tem reparado é a rápida interação do Aldo com o restante da banda. Parece que o Aldinho toca há anos com os meninos. O que dizer? Toca demais esse menino. Sua presença de palco ficou um tanto limitada pela falta de espaço (palco é muito pequeno) já que o rapaz é instigadinho.
Outra coisa, aquele microfone que fica preso ao pescoço (não sei o nome daquilo) que o Rato usou, foi muito legal para a flauta, mas para o vocal não gostei, deixou quase todas as músicas com eco e estava baixo demais, prefiro ainda o convencional. Quem também tocou com a galera foi o Billy, que toca muuuuuuito e é uma figura. Sobre o Billy da um post, só com histórias contadas pela galera.
Foi bom ouvir músicas novas e novos arranjos para antigos sons (Caldo de Cana voltou com um arranjo maravilhoso), além de nos presentear com "Horrível" de Alceu Valença que ficou instigada demais com uma ligeira adaptação da letra com o Lelo cantando "ela fuma maconha, e eu sou louco por ela...ela dá uma bola e eu sou louco por ela". Eu e Carla sempre viajamos e observamos muito o público, sempre. Uma experiência muito boa, recomendo... as pessoas dançaram muito e deliravam com as bastante conhecidas "Ctrl Alt Delete" e "Nega Fulô". E por falar nessas músicas, não tem como não imaginar a voz do Paulinho nelas, é praticamente impossível. Eu sinto falta.
No final do show vários cumprimentos e elogios e isso é muito bom!
Não deu tempo nem de dispersar, Wado e os meninos logo subiram no palco e o show não demorou a começar.
Êita que eu tenho um orgulho danado desse povo viu!? Mais um show delicioso do Wado, como sempre. Músicas do Manifesto, do Cinema Auditivo e músicas novas. Pra todos que reclamaram dos últimos shows do Wado que foram bem curtinhos, dessa vez ele descontou e fez um show de mais de uma hora, eu acho! Coisa linda todo mundo cantando "Alagou as terras do meu coração..." e a maioria das músicas do Manifesto. Do Cinema todo mundo balança e canta junto "Tarja Preta/Fafá" e as meninas se derretem com "Poema de Maria Rosa". E por falar em meninas...meu, não tem como não comentar... as gurias, adolescentes com seu hormônios fervilhando estavam idolatrando o Wado. Ele e até o Alvinho, estavam visivelmente constrangidos com aquela situação, até agente, mas mais por se tratar de uma situação nova, nunca vivida por eles e nunca presenciada por nós nos shows e que acabou assustando um pouco. Eu particularmente achei bacana. As gurias estavam se divertindo e pelo menos estavam ali ouvindo música de qualidade, espero que elas tenham noção disso. Mas que era engraçado era ver as carinhas de apaixonadas olhando pro Wado, que é muito fofo mesmo, não tem como não achar esse menino uma graça.
E segue o show... música nova que já tinha ouvido no show do Café, não sei o nome mas fala sobre nomes de ruas e como tudo em São Paulo é perto da rua tal, imagine para quem não conhece a cidade, "bem ali, esquina com a 25", é foda mesmo. A música é linda e faz referência à chuva de sapos de Magnólia, nome de rua. Outra nova no repertório e a versão para Grande Poder, do Mestre Verdelinho que ficou a coisa mais linda. Sem o refrão e suingada, a música do mestre ficou com a cara do Wado.
A banda vai bem obrigada, se encontrando bem enquanto banda, já que individualmente são ótimos músicos, Bocão no baixo, Adriano na bateria, Juquinha no sopro e percussão, Billy no teclado/piano e Alvinho no violão.
Eu não queria beber, mas minha boca estava mui seca e a Carla me incentivou a beber uns golinhos. Fui comprar uma água e só tinha com gás, fazer o quê? "me dá uma cerveja então". Tomei uma daquelas redondas e fumei um tanto da Paraíba. Peguei a chave do menino mais instigado da noite (muito engraçado, quando todo mundo não se agüenta, ele, Lucas, sozinho, não parava de dançar daquele jeito estranho...) Wado perguntou se queria carona pra subir, mas já estava com a chave e decidi dormir na casa dos meninos. Encontrei o Tup e o Júnior e seguimos até que para o super fusca do Dudui com Tido e Verinha dentro e me carregam pra casa. Foi bom, descansar pra cumprir o prometido e encontrar esse povo todo em Guaxuma no domingo que, finalmente foi de sol.

HORRÍVEL
Alceu Valença
Meu amor não aparece
Ê, solidão
Vai chegando o fim do mês
Meu amor é sol, é sangue,
É solidão
É vampiro pra vocês
É horrível!
Seu dente de ouro, sua boca vermelha,
Sangrando na noite
Meu amor tem um cheiro
De terra molhada
De rosa encarnada
Um cheiro de Mar
Ela veste mulambo
Ela chupa morango
Ela masca chicletes
De Hortelã
Ela gosta de Vinho
- E eu sou louco por ela
Ela bebe sangria
- Mas eu sou louco por ela
Mas ela veste mulambo
- Mas eu sou louco por ela
É horrível!
Seu dente de ouro, sua boca vermelha
Sangrando na noite


postado por: pirofágica 1:05 PM
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Como há muito não se via
Um fim de semana animado nesta terrinha mui parada...

Danado de bom mesmo, só não foi melhor por causa da maldita cólica que me derruba!
A sexta foi divertida... o Bar da Sexta tá bem legal. Uma forma de fazer com que as pessoas se encontrem durante a greve e movimentar um pouco as noites de sexta pra quem sai do trabalho, cansado e a fim de tomar uma cerveja. E uma coisa bacana tem acontecido, as bandas estão a fim de tocar, mesmo sem receber o cachê necessário para a sobrevivência, já que o DCE não tem grana pra bancar. O espaço é aberto, no Espaço Cultural da Universidade e a única grana que entra é da cerveja, que quem organiza festa sabe que não é quase nada.
Os filmes que o Hermano exibiu, são muito bons. Quando saquei que tava rolando filme o primeiro já havia começado, mas fui ver mesmo assim. Muito forte, quase choro com minha sensibilidade TPeMística, mas era realmente forte a retratação da vida de uma família sertaneja. Hermano disse que não sabia se deveria passar ou não o outro filme, achava que as pessoas não iam gostar por se tratar de um documentário... o quê? Muito bom. Mas que droga, não tô lembrando os nomes dos filmes... era sobre um cara apaixonado por fotografia, saiu do conforto de sua casinha e se meteu no meio da floresta amazônica, para pesquisar a vida de tribos onde nenhum homem branco havia deixado sua influência. Com toda sua pedagogia, se aproximou de tal forma que participava ativamente de quase todas as atividades das tribos, e assim deu início às filmagens de um documentário. Seus registros etnográficos foram de extrema importância para os antropólogos, e além de toda a ciência, a sensibilidade aflorava na pessoa que, além de fotógrafo, documentarista, era também artista plástico e em sua obra retratou suas impressões sobre a vida naquelas tribos. Imagens lindas das tribos, e uma história de vida fascinante, vou perguntar pro Hermano o nome do filme e coloco aqui.
O show da Poeira Nordestina foi bem legal, os caras são muito bons músicos, não é o tipo de som que tenho escutado ultimamente, mas dessa vez gostei. Sabe o que é? Tô abusada desse apelo 'regional' que rola de um bom tempo pra cá. És do sertão? vives o sertão? então sim, cante o sertão com propriedade, és da periferia urbana? vive essa história? então tens propriedade para fazer rap e não soar falso. Mas na verdade a música que tenho escutado ultimamente, independente de influências que são impossíveis de não existir, são universais, não é mais um rótulo, mas o negócio é fazer uma história honesta e se sentir bem por isso. O som da Poeira é honesto, e bem executado, ponto pra eles.
Logo depois quem se apresentou foi o Marcelo Cabral e Trio Coisa Linda, que por sinal é uma belezura mesmo, composto por Daniel Meira (ex-Mopho), André Meira Gontijo ("Sambacaitá", "Caleidoscópio" e a extinta "Cogumelos", é irmão do Daniel e matam a mamãe Marilene de orgulho. Êita família bonita) e Tido Moraes (Poeira Nordestina e ex-Dr Charada). Gostei da apresentação do Marcelo, mias do que no dia do lançamento do CD. Estavam mais animados e a presença de um bom público ajudou. O Trio Coisa linda, além de lindo toca bem, muito bem.
Contamos nesta noite com a ilustre presença de dois amigos paraibanos, o Myke e o Assis, os guris curtiram muito a noite, e eu que não estava disposta a beber esqueci disso quando os vi chegarem com uma garrafa de uísque, fora os vários paraibanos que eles botaram.
No final das contas, bebi bastante, fumei bastante e tomei muita chuva até o Bar do Beto. Acordei no sábado com uma cólica dos infernos achando que ia morrer de dor, mas não, tinha que melhorar para estar inteira para a noite, não poderia perder jamais o show.

postado por: pirofágica 1:00 PM
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Sexta-feira, Agosto 15, 2003

e por que não?

Eu Sou Egoísta
(Raul Seixas)
Se você acha que tem pouca sorte
Se lhe preocupa a doença ou a morte
Se você sente receio do inferno
Do fogo eterno, de Deus, do mal
Eu sou estrela no abismo do espaço
O que eu quero é o que eu penso e o que eu faço
Onde eu tô não há bicho-papão
Eu vou sempre avante no nada infinito
Flamejando meu rock, o meu grito
Minha espada é a guitarra na mão
Se o que você quer em sua vida é só paz
Muitas doçuras, seu nome em cartaz
E fica arretado se o açúcar demora
E você chora, cê reza, cê pede... implora...
Enquanto eu provo sempre o vinagre e o vinho
Eu quero é ter tentação no caminho
Pois o homem é o exercício que faz
Eu sei... sei que o mais puro gosto do mel
É apenas defeito do fel
E que a guerra é produto da paz
O que eu como a prato pleno
Bem pode ser o seu veneno
Mas como você vai saber... sem tentar?
Se você acha o que eu digo fascista
Mista, simplista ou anti-socialista
Eu admito, você tá na pista
Eu sou ista, eu sou ego
Eu sou ista, eu sou ego
Eu sou egoísta
Por que não?

postado por: pirofágica 12:45 PM
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Quinta-feira, Agosto 14, 2003

eis aqui parte das compras de ontem, que dilícia!

postado por: pirofágica 11:30 AM
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Quarta-feira, Agosto 13, 2003

de novo sobre discos
Outro dia desses peguei o final de uma matéria, acho que do JN, sobre a situação da última fábrica de disco de vinil da América Latina, que, se não me engano, fica no Rio de Janeiro. A fábrica está produzindo cornetas e copos descartáveis para cobrir os prejuízos e estão prestes a fechar as portas.
Eu, particularmente fico triste com isso. Todo mundo sabe que eu AMO os bolachões e prefiro, sem dúvidas aos CDs. Na verdade acho a única vantagem do CD é a praticidade de transporte.
Prefiro sim, a sonoridade do long-play e as capas são muito mais tesão, as duplas então...
Então chega de churumelas que eu tô indo agora comprar mais alguns discos e os convido para o próximo bar da sexta, dia 15 de agosto, no espaço cultural, onde colocarei um som na vitrola pra todo mundo dançar.

postado por: pirofágica 12:06 PM
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no dia 13, em uma sexta-feira, no mês de agosto de 1976 (um ano bissexto) nasceu um cara de sorte, pq não?
Hoje é o aniversário do meu irmão e é uma pena mesmo ele não estar aqui em Maceió pra eu dar um abraço.
Saudade do negão. Caralho, agora que me toquei que já tem bem uns dois meses que ele foi pra São Paulo e falei com ele uma vez só, e muito rapidamente. Preciso cuidar mais disso, das pessoas que amo, mesmo que eu nunca diga isso à elas, que eu as amo.

postado por: pirofágica 11:30 AM
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Terça-feira, Agosto 12, 2003

O primeiro Assim Assado possui em seu contador 4355 visitas, neste momento.
O novo Assim Assado está com quase três meses. Nos meus cálculos devo ter um total de umas 5000 visitas, por baixo, e agora? começo com 0 mesmo?

postado por: pirofágica 12:21 PM
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atendendo à pedidos, agora "pirofágica"

postado por: pirofágica 10:28 AM
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Segunda-feira, Agosto 11, 2003

o bom e velho punk: lançado no Brasil pela Trama, "Buzzcocks" o novo disco do Buzzcocks

click aqui e leia entrevista com Steve Diggle


Não sabíamos o que ia acontecer com nossas vidas. Fazíamos o tipo música que achávamos interessante. Você pode morrer a qualquer momento. Então nossa filosofia era ¿viva sua vida aqui agora¿. Nunca imaginei que fôssemos durar 25 anos, mas acho que somos mais rock hoje em dia do que naquela época. Nunca achei que fosse ser assim porque, teoricamente, você tem que ficar velho e cansado. Isso nos mantém vivos. Steve Diggle

postado por: pirofágica 5:35 PM
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Sexta-feira, Agosto 08, 2003

Uma tentativa, ou exercícios para o calor
Sentei de frente pra máquina disposta a escrever coisas de amor. Na minha nuca bate um vento frio do ar condicionado, deveria ter escolhido outra máquina, algo que não adiantaria muito. Tudo aqui me tira a concentração e definitivamente é impossível escrever com tantos papéis que não são meus espalhados por essa mesa. Do meu lado direito o rapaz das artes visuais. Se fosse só ele aqui até que daria para aproveitar melhor esse tempo livre, um cara discreto e quase sempre silencioso. Sexta-feira é o dia em que o trabalho da semana vai ao ar. Depois de dar uma revisada geral fico mais tranqüila, posso me dedicar uma horinha para escrever. Então, coisas de amor dessa vez. Hum...como se soubesse, sobre amor e sobre escrita, nem tanto quanto poderia, de um ou de outro. Do meu lado esquerdo a antiga funcionária que hoje está tranqüila, e isso é muito bom quando acontece, os trabalhos fluem melhor aqui nesta sala. Em seu trabalho de arquivar, arquivar e arquivar, um trabalho até interessante, acho que se fosse eu tentaria tirar mais proveito de estar em contato com tantas imagens, fotografias, histórias de uma época. Abrem essa porta que está aqui, bem na minha frente, mas o que mais me incomoda mesmo é o maldito radinho de pilha nas malditas fms. Oba, desligou! Parece até que adivinhou, mas eu tô aqui, no meu canto e na maioria das vezes permaneço assim. Condicionadores de ar, os odeio, devem esfriar, congelar minhas idéias, pareço um tanto fria para escrever coisas de amor. A minha vantagem é que sempre falo a verdade. Se isso é bom? Nem sempre, acho. Mas entendam, ficção não é necessariamente mentira. Acreditem, estou agora em um quarto escuro imaginando o dia em que saberia fazer com que vocês acreditem na mistura. É maior, muito maior que a verdade de superficial dos jornais. Não é mais sincero eu dizer que um quarto escuro e frio me impede de escrever sobre o amor e que talvez seja essa escuridão e corrente de frio que impeçam que eu enxergue a máquina, que congele meus dedos? Pode isso ser tudo tão óbvio, tenho sido "óbvia" de uns tempos pra cá, mas sinto que preciso exercitar as metáforas da vida, então vou poder oferecer um pouco mais de beleza. Sigo tateando o caminho, mas não conheço suficientemente o quarto, então tropeço muito, bato a canela e o dedinho do pé esquerdo até chegar no armário. O interruptor fica dentro do armário, sério! Precisa de um pouco de esperteza e bastante intuição para encontrá-lo, alguém limpa essa poeira. Atchim!

postado por: pirofágica 12:15 PM
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o mistério do sax...
Desde que freqüento a casa dos meninos, desde que eles se mudaram para o Jaraguá, escutamos claramente, nos raros momentos de silêncio, um som suave, delicado, na maioria das vezes de estudo, mas ao contrário do estudo de bateria, por exemplo, o sax é sempre muito agradável. A segunda casa, antes, indo em direção a praia, ou duas depois no sentido sesc, é lá onde está o "mistério do saxofonista invisível".
Além de estar sempre na casa dos meninos, tenho que passar, de qualquer forma, todos os dias pela rua por que é o caminho do ponto de ônibus ao meu local de estágio, e outro dia desses o sax estava tão instigado que quase parei e sentei em frente à calçada para me deliciar.
A melhor audição da casa é do banheiro. Uma vez fiquei lá, um tempão ouvindo "wave", uma das músicas preferidas dele.
Eu falo que é ele mas o Thiago implica comigo dizendo que pode ser ela. Às vezes ficamos fantasiando e penso que ele pode ser um corôa saxofonista da banda da polícia militar. Será?
Eu particularmente nunca vi ninguém naquela casa, nem entrar, nem sair, nem no portão. O Thiago disse que já viu uma mulher e uma criança, e só!
Será que esse cara existe mesmo? Será que só nós escutamos a música? Me imagino qualquer dia não agüentando de curiosidade e batendo na porta da tal casa e ser atendida por uma tal senhora que me diria: "saxofonista? Minha querida, meu filho era músico sim, tocava sax, mas morreu há mais de trinta anos, desde então ninguém mais escuta música nesta casa, sinto muito! "
Mas pelo menos é música boa né!? Se for um fantasma, é um de muito bom gosto!

postado por: pirofágica 10:42 AM
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Quinta-feira, Agosto 07, 2003

Chico Buarque de Hollanda - 3 momentos:
Tem mais samba no encontro que na espera
Tem mais samba a maldade que a ferida
Tem mais samba no porto que na vela
Tem mais samba o perdão que a despedida...

...Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã
Eu faço samba e amor até mais tarde
E tenho muito sono de manhã

...Vai a onda
Vem a nuvem
Cai a folha
Quem sopra meu nome?

postado por: pirofágica 12:11 PM
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Quarta-feira, Agosto 06, 2003

Eu lembro...
A ellen, minha irmã, questiona ironicamente sempre que ressalto, na prática, minha capacidade memorística.
É que tenho uma puta memória. Só que nem sempre foi assim, isso de lembrar tanto das coisas, eu sou, então, a prova viva de que a memória é algo que pode ser melhorada e alguns exercícios podem ajudar muito a desenvolvê-la.
Explico: desde sempre tive a memória aguçada para acontecimentos distantes. Acontecimentos ocorridos na minha infância estão guardadinhos em um cantinho da minha mente, coisas bobas, na maioria, um filme, um clipe no fantástico, uma bronca da professora, uma peça de roupa, um dia no zoológico, alguém corrigindo uma palavra dita de forma errada, eu com cinco anos indo de ônibus pro Ceará, um dia específico de brincadeira de rua.... Sempre me lembro de muitos acontecimentos, mas principalmente durante a minha adolescência comecei a me esquecer do que tinha almoçado no dia anterior, o que tinha conversado no telefone, compromissos então, nem se fala. Então fiquei com esse estigma, o de lembrar de cousas remotas e esquecer do que "deveria" lembrar.
Mas hoje, nossa! Hoje acho minha memória muito boa. Dá para perceber isso nos meus relatos de viagens, nas minhas histórias registradas tintin por tintin, detalhes que poderiam se esvoaçar nas memórias dos que comigo convivem ou dos que simplesmente passaram e não têm noção de que na minha memória há um registro de tudo, do meu registro, das minhas sensações, minha memória. Acho que esse é um dos motivos pelo qual escrevo. Algo meio histórico mesmo, já que acredito que não serei privilegiada com tamanho espaço para memória para todo o sempre, e para servir de registro para outros tenham vivido ou não esses dias.

postado por: pirofágica 5:58 PM
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não vale rir, mas eu sonhei com o Amarante essa noite - hahahahaha!!!
ele que apareceu no meu sonho, não pude fazer nada, mandar o cara embora seria falta de educação né?

postado por: pirofágica 5:57 PM
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Terça-feira, Agosto 05, 2003

Planta de Maceió
Lêdo Ivo

O vento do mar rói as casas e os homens.
Do nascimento à morte, os que moram aqui
andam sempre cobertos por leve mortalha
de mormaço e salsugem. Os dentes do mar
mordem, dia e noite, os que não procuram
esconder-se no ventre dos navios
e se deixam sugar por um sol de areia.
Penetrada nas pedras, a maresia
cresta o pêlo dos ratos perdulários
que, nos esgotos, ouvem o vômito escuro
do oceano esvaído em bolsões de mangue
e sonham os celeiros dos porões dos cargueiros.
Foi aqui que nasci, onde a luz do farol
cega a noite dos homens e desbota as corujas.
A ventania lambe as dragas podres,
entra pelas persianas das casas sufocadas
e escalavra as dunas mortuárias
onde os beiços dos mortos bebem o mar.
Mesmo os que se amam nesta terra de ódios
são sempre separados pela brisa
que semeia a insônia nas lacraias
e adultera a fretagem dos navios.
Este é o meu lugar, entranhado em meu sangue
como a lama no fundo da noite lacustre.
E por mais que me afaste, estarei sempre aqui
e serei este vento e a luz do farol,
e minha morte vive na cioba encurralada.


não tenho palavras...

(grata ao Luciano por me enviar por e-mail)

postado por: pirofágica 12:28 PM
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Maria Bethânia tem uma voz fantástica, não é?

postado por: pirofágica 12:18 PM
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me sinto abandonada!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

postado por: pirofágica 12:04 PM
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"momento astral"

minha irmã trabalha em uma loja de "produtos" esotéricos, incensos, pedras, roupas indianas, velas e todo tipo de pequenos e grandes "produtos" esotéricos. enquanto esperava a nicolle folheava um livro de astrologia, página 29, elemento Fogo. cara, vou comprar aquele livro pra minha mãe, talvez ela compreenda um pouco do que se passa na minha vida. não que o livro diga algo exatamente sobre minha vida, mas toda essa história das pessoas que nasceram em determinado dia, hora, com os planetas, sol, lua, em determinada posição.
sempre gostei de astrologia, algo que a própria astrologia pode explicar, tudo por causa dos determinantes que escrevi aí em cima, mas enfim, é claro que não acredito em horóscopo de jornal nem compro a carícia, querida ou sei lá o que para saber a previsão do mês, mas em relação ao estudo dos astros e suas possíveis influências em nossa personalidade, não posso negar que é algo que me intriga.
sabe o que é? é que eu sou absurdamente sagitariana e cada vez mais descubro que sou "do fogo". Paixão, calor, energia, movimentação, mutação...sou passional, exagerada, extrovertida (na maioria das vezes), imprevisível, impaciente, impulsiva, colérica (pra não dizer ignorante), criativa, expansiva, individualista, enfim, inflamável como o fogo. sem fogo não há vida...
e essa inconstância é que me faz sempre insatisfeita, quero mais, mas na verdade a graça é justamente o "querer", o "correr atrás", a conquista não é nem o mais importante.
sou yang, quente e alegre, apaixonada pela vida.

postado por: pirofágica 11:56 AM
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relativity - m.c. escher

postado por: pirofágica 11:12 AM
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Segunda-feira, Agosto 04, 2003

... e um dia falei de flores!

Não quero mais escrever sobre flores. Na verdade acho que nunca quis.
Quero ver além das pétalas, sentir além do cheiro, mais que enfeitar o cabelo!
Histórias de rosas, açucenas, magnólias e orquídeas, escondem histórias de
Marias, Cecílias, Valérias e Cristinas, que vivem à sorte do bem-me-quer, que rimam em poesias
E também choram o orvalho, choram com a flor! Esperam também um outro amor!
Hipnose de encanto, como é difícil não enxergar o pranto, da raiz de uma flor.
E me pego então, escrevendo sobre flores...


Cecília Prettì

postado por: pirofágica 12:22 PM
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Sexta-feira, Agosto 01, 2003

Tenho coisas pra falar, vocês sabem, sempre temos coisas pra falar, mas ninguém tem paciência pra ficar ouvindo lamentações alheias, não que eu só me lamente, muito pelo contrário. De saco cheio da rotina, do cotidiano, todos ficamos, por que alguém estaria disposto a ouvir as "minhas" lamentações? comentar então...aí já é pedir demais. Penso então em uma forma sutil, mas nem acredito tanto nisso, em fórmulas, principalmente as amenizadoras, porém, acredito em sutileza, não que seja meu forte...blá blá blás à parte não sou "dove - delicado como a minha pele", não tenho a pretensão de agradar ninguém, antes de a mim mesma e se eu sou o que escolhi ser, aceito a condição. sinto muito se a minha busca constante pela liberdade incomoda à outros, cada qual com seu caminho e suas prioridades, mas nada deve ser levado tão a sério, como disse o Bruno por e-mail.
E quer saber? Vamos deixar desse papo furado, vem cá escutar esse som novo/antigo que eu comprei...que bom que você gosta de samba! Mas quem é você?...

postado por: pirofágica 1:01 PM
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aí ó, pra quem não foi (e pra quem foi também), o show do Wado no café Ponto Central


a foto é do Tato que gentilmente me passou por e-mail

postado por: pirofágica 10:40 AM
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de vez em quando eu tenho uma sorte que vou te contar...
doidinha pra comprar o CD de Clara Nunes, uma coletânea dessas que têm trazido de volta coisas muito boas da nossa música, nunca encontrava o tal CD, mas louquinha que sois pelos bolachões de vinil, sempre dava uma procurada nos tais discos...
e não é que ontem quando entrei no museu (Téo Brandão), dei de cara com dois discos de Clara. Putz! um era o delicioso "Alvorecer" e o outro a tal coletânea, mas de verdade, disco, capa grande, aquela foto linda dela de perfil. logicamente que fiz tal aquisição e ainda de quebra comprei tbm o maravilhoso "Chico Buarque & Maria Bethânia - ao vivo", que delícia!

Alvorecer (1974)

Lado Um
1. MENINO DEUS (Mauro Duarte - Paulo Cesar Pinheiro)
2. SAMBA DA VOLTA (Toquinho - Vinicius de Moraes)
3. SINDORERÊ (Candeia)
4. O QUE É QUE A BAIANA TEM (Dorival Caymmi)
5. MEU SAPATO JÁ FUROU (Elton Medeiros - Mauro Duarte)
6. PUNHAL (Guinga - Paulo Cesar Pinheiro)
Lado Dois
1. ALVORECER (Delcio Carvalho - Ivone Lara)
2. NANAÊ, NANÃ NAIANA (Sydney da Conceição)
3. CONTO DE AREIA (Romildo S. Bastos - Toninho)
4. PAU DE ARARA (Guio de Moraes - Luis Gonzaga)
5. ESSE MEU CANTAR (João Nogueira)

Conto de Areia
(Romildo S. Bastos e Toninho)
É água no mar, é maré cheia ô, mareia ô mareia, é água no mar
É água no mar é maré cheia ô mareia ô mareia
Contam que toda tristeza que tem na Bahia
Nasceu de uns olhos morenos molhados de mar
Não sei se é conto de areia ou se é fantasia
Que a luz da candeia alumia pra gente contar
Um dia a morena enfeitada de rosas e rendas
Abriu seu sorriso de moça e pediu pra dançar
A noite emprestou as estrelas bordadas de prata
E as águas de Amaralina eram gotas de luar
Era um peito só cheio de promessa era só
Era um peito só cheio de promessa era só
Quem foi que mandou o seu amor se fazer de canoeiro
O vento que rola nas palmas arrasta o veleiro
E leva pro meio das águas de Iemanjá
E o mestre valente vagueia olhando pra areia sem poder chegar
Adeus amor, adeus meu amor não me espere porque eu já vou me embora
Pro reino que esconde os tesouros de minha senhora
Desfia colares de conchas pra vida passar
E deixa de olhar pro veleiro
Adeus meu amor eu não vou mais voltar
Foi beira-mar, foi beira-mar quem chamou
Foi beira-mar ê, foi beira-mar


(para Édilo, amigo de Salvador que é pirado em Clara)

postado por: pirofágica 10:34 AM
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