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Quinta-feira, Julho 31, 2003 to muito feliz com o que ando descobrindo na internet sobre a 'turnê sul' do Xique Baratinho, já que ainda não os encontrei pessoalmente. saudade da porra! vou passar uns links de alguma coisa que eu achei, se vocês forem procurar no google vão achar muito mais. Festival de Inverno - Antonina - Paraná A Cena musical de Maceió se faz presente no 13º Festival de Inverno da UFPR em Antonina... Pra lá de animado. A primeira noite do Banana Cabaré, comandada pelo som múlti-inspirado da banda alagoense Xique Baratinho, deu uma prévia do clima que promete esquentar cada vez mais as madrugadas do Festival de Inverno. Valeu a pena os moços atravessarem o Brasil para abrir o novo espaço em Antonina. Os integrantes da banda também conquistaram o público leia mais Xique Baratinho - groove, coco e flauta A apresentação da banda alagoana Xique Baratinho no Festival de Inverno de Antonina rendeu muitos elogios. Descendo de carro desde Maceió até Florianópolis, com passagens por Curitiba, Joinville e Itajaí, a banda mostra todo o empenho para divulgar seu trabalho. leia mais Joinville é palco para alagoanos Vindo de Maceió, a música do Xique Baratinho é inspirada principalmente na embolada, ou trava-língua, duelos populares que acontecem nas feiras nordestinas leia mais BAD FOLKS E XIQUE BARATINHO NO 92º Quarta feira foi uma noite excelente no 92º. O Xique Baratinho, banda de Alagoas que resolveu rodar o Brasil de Toyota em uma aventura para divulgar seu CD independente, estava voltando à Curitiba. O pessoal foi desacendo até Porto Alegre e estavam voltando para casa após quase um mês na estrada. Trouxeram uma legião de seguidores de Joinvile - sua última parada - que vieram de van apenas para ver o último show da banda no sul. leia mais
aldinho e rato
ratinho e lelo jones
postado por: pirofagista 11:46 AM
Quarta-feira, Julho 30, 2003 Então, sexta-feira tem show de lançamento do CD do Marcelo - Marcelo Cabral e Trio Coisa Linda, lá na Trilha do Mar, na Garça Torta. e por falar nisso, votem, de verdade, no Marcelo para tocar no Ceará Music 2003, Palco Nativo.
postado por: pirofagista 9:39 AM
Terça-feira, Julho 29, 2003 notícia bacana o wado deu no show de sábado: quando esteve recentemente em sp, os meninos se apresentaram em um festival que reuniu artistas renomados da mpb e novos artistas, no sesc pompéia, o Com:Tradição e na terceira noite, o Bojo se apresentou depois do Wado, com a participação da Maria Alcina, tocaram Tarja Preta/Fafá. Massa isso! imagino, o Wado sacando o show e escuta Maria Alcina cantando sua música. uma das vozes mais importantes e instigantes da música brasileira, que como muitos artistas têm seu trabalho sem reconhecimento pelas novas gerações e esquecido por quem se pauta pela 'grande mídia', eu particularmente não sei o que ela anda fazendo, quer dizer, fiquei feliz com essa notícia agora... me lembro de ver ela enlouquecida nos programas de televisão quando criança, aquela mulher louca, careca, cheia de penduricalhos, com uma voz que variava do grave para o agudo de uma forma que até me assustava. Mas taí a boa notícia, parece inclusive que ela vai gravar a música. O Siri disse que tinha uma mp3 na internet, mas eu não achei.
postado por: pirofagista 12:37 PM
Segunda-feira, Julho 28, 2003 menina, para em casa um pouco... agente reclama da vida noturna dessa cidade, com razão, mas se do jeito que é, eu saí na sexta de casa e só voltei hoje 11h30 da manhã, imagina se fosse do jeito que eu quero? o bar da sexta foi bem legal, cresceu muito, tanto em produção quanto em público. tinha um bocado de gente e o improviso da pirofagia foi muito legal, eu, vera, beto, lizete e nivaldo. eu gosto de fazer fogo assim, com muita gente, o efeito é lindo, várias chamas, é mágico o efeito que o fogo provoca nas pessoas. e eu, sou uma fila da puta mesmo, toda vez digo que não vou cuspir e não resisto. e o beto, que isso, o cara cuspiu com um palito de fósforo aceso, esse guri é louco, e o nivaldo, aprendeu há uma semana e já tá literalmente mandando brasa. do dce acabei indo, pra variar, para o 'roda mundo', eu e carla tomamos mais umas duas cervejas depois das meninas irem embora. e como sempre a casa dos meninos é minha guarita, eles sempre salvam a vida dessa pobre 'antariense' ou 'antariana' (uma coisa meio 'anta' isso, mas não, vem da 'terra de antares'). sábado dei uma chegada em casa, pra dar uma descansada, tomar um banho e ficar cheirosa pra ir pro show do wado no Café. com essa mania de achar que tudo atrasa, pensei em sair de casa umas 21h, a hora que estava marcado para começar o show, e falando com a flávia ela me disse que o show começaria na hora. pensei até que pudesse não encontrar mais entradas, pq o espaço é o de um mini-teatro e os ingressos eram limitados. assim que cheguei no Café descobri que o show aconteceria em duas sessões, bem Cinema Auditivo mesmo, a primeira estava prestes a começar, com o espaço já cheio. como já disse, o Café é um lugar bastante agradável, ficamos aguardando a segunda sessão. eu, já sabia que ia ficar em pé, pra dançar. a proposta era a de um show acústico, mas a única diferença era que o wado e o alvinho estavam tocando violão, algo também nem tão novo. muito legal o Billy no piano. cara, nem acredito que o billy tem a minha idade, pelo o que ele toca ele deve ter uns 120 anos... as projeções no fundo do palco ficaram muito boas, depois a Maíra disse que eram vídeos da National Geografic, engraçado que em vários momentos as imagens casavam perfeitamente com a música, o fundo vermelho também ficou muito legal. será que a camisa vermelha do adriano foi de propósito? não sei! músicas do Manifesto, do Cinema Auditivo, é claro e algumas músicas novas, lindas por sinal. tem uma que o Wado disse que fala sobre nomes de rua e me lembro de um momento, acho que é o refrão, que ele fala da chuva de sapos, de Magnólia (nome de rua no filme), uma baladinha linda onde ficaram só o wado e o billy no palco, linda canção e o Grande Poder de Mestre Verdelinho, que ficou muito legal, sem o refrão e bastante suingada. set curto, showzinho curto, mas muito, muito bacana. é foda que o wado sempre faz isso com agente, deixa querendo mais e mais músicas... gostei de ir no Café essas últimas vezes, recebi vários elogios, isso é bom, quem não gosta? fui logo de carona para o jaraguá, onde tenho a minha guarita preferida, nunca tenho como ir pra casa mesmo...adoraria ficar no Café mais um tempo, esperar os meninos do Xique, que já estavam pra chegar, mas a cerveja tinha acabo, deveria ir embora mesmo. também não fiquei tanto no roda mundo, fui logo dormir, mas não dormi, ficamos acordados, e até compomos uma música, que por enquanto só tem refrão "os gatos que caem do céu". domingo ainda fui para Arapiraca ver o show da Dona Maria, mas isso fica pra outro post.
postado por: pirofagista 5:44 PM
Sexta-feira, Julho 25, 2003 e a festa continua... comemorando 1 aninho de blógui, não poderia faltar na festa quem freqüentou este humilde lar desde os primeiros posts. ah, vocês sabem de quem estou falando... escolhi uma clássica, de chico e consequentemente da música universal, agora me digam se não é motivo suficiente para ser meu único ídolo? Construção Chico Buarque/1971 Amou daquela vez como se fosse a última Beijou sua mulher como se fosse a última E cada filho seu como se fosse o único E atravessou a rua com seu passo tímido Subiu a construção como se fosse máquina Ergueu no patamar quatro paredes sólidas Tijolo com tijolo num desenho mágico Seus olhos embotados de cimento e lágrima Sentou pra descansar como se fosse sábado Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago Dançou e gargalhou como se ouvisse música E tropeçou no céu como se fosse um bêbado E flutuou no ar como se fosse um pássaro E se acabou no chão feito um pacote flácido Agonizou no meio do passeio público Morreu na contramão atrapalhando o tráfego Amou daquela vez como se fosse o último Beijou sua mulher como se fosse a única E cada filho como se fosse o pródigo E atravessou a rua com seu passo bêbado Subiu a construção como se fosse sólido Ergueu no patamar quatro paredes mágicas Tijolo com tijolo num desenho lógico Seus olhos embotados de cimento e tráfego Sentou pra descansar como se fosse um príncipe Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo Bebeu e soluçou como se fosse máquina Dançou e gargalhou como se fosse o próximo E tropeçou no céu como se ouvisse música E flutuou no ar como se fosse sábado E se acabou no chão feito um pacote tímido Agonizou no meio do passeio náufrago Morreu na contramão atrapalhando o público Amou daquela vez como se fosse máquina Beijou sua mulher como se fosse lógico Ergueu no patamar quatro paredes flácidas Sentou pra descansar como se fosse um pássaro E flutuou no ar como se fosse um príncipe E se acabou no chão feito um pacote bêbado Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
postado por: pirofagista 11:36 AM
o link é novo (aí do lado), mas o sítio eu já frequento há um bom tempo. os textos são muito bons, sempre uma boa referência pra quem quer conhecer o underground da cultura pop. scream & yell
postado por: pirofagista 11:29 AM
e a semana vai chegando ao fim (é a melhor parte) e hoje tem "bar da sexta", lá no DCE. bacana, um reggaezinho e tal, vou fazer um foguinho também, faz tempo! e amanhã tem show acústico do Wado, lá no Café Ponto Central. e por falar em Café, que lugar bacana pra tomar uma cerveja, ouvir boa música e trocar uma idéia. muito legal mesmo. e por falar em Wado, olha só que entrevista massa neste sítio massa, o HUM e eu tô enchendo o saco com essa história de "e"
postado por: pirofagista 11:17 AM
Quinta-feira, Julho 24, 2003 E se nesse passo, espaço vago entre nós, coubesse mais um pouquinho de mim? Meu caminho não me trouxe aqui por tão pouco Falta nada, quase nada Também cabe um pouquinho de ti Todo mundo já sabe das nossas tentativas frustradas de escape das nossas vistas, míopes. Você que sabe! Chega de fugir, fingir Chega de enxergar um abismo nesse passo Chega mais perto vai?!
postado por: pirofagista 12:23 PM
de volta ao planeta Terra depois que cortei meu cabelo, acho que foi em fevereiro, ele cresceu, é lógico, mas nem tanto. o suficiente pra me deixar impaciente e ficar com aquela coceira da "tesoura do desejo de mudar". eu sou muito desleixada pra essas coisas. como passei anos e mais anos sem cortar o cabelo e quando o fiz foi com uma aprendiz que comprava os cabelos, não tenho um "cabelereiro fixo". então, sai ontem à caça de um, o primeiro mais ou menos legalzinho que achei, entrei, o preço também era bacana, não estava a fim de pagar cara pra cortar só um pouquinho. cara, por que será que por aqui a maioria das pessoas acha que o legal é ter cabelos lisos? "vai escovar?" - não moça! "nunca faz alisamento?" - não, não. gosto muito dos meus cachos, me dou muito bem com eles. "ah, natural, estilo molinhas" - sempre 'natural' tia. ficou fofo, meio fuá, mas eu curto mesmo meus cachos. nem dá pra perceber muito, mas acho que ficou bom :)
postado por: pirofagista 11:46 AM
Quarta-feira, Julho 23, 2003 3ª parte (editada para internet)
Voltamos e nos alojamos estrategicamente bem perto do palco. Vi de longe onde ficaria o teclado do Bruno, o que significava que a guitarra do Amarante ficaria do lado oposto, o lado que eu também escolhi para ficar, hehehe! Pessoas impacientes, adolescentes cantando as músicas antes de começar o show, mais e mais pessoas tentando se aproximar do palco, demora, e nada de começar, até que pra delírio das..., peraí, se alguém puder me ajudar, eu sou péssima em estatísticas, mas nos meus cálculos tinham entre 8 e 10 mil pessoas naquele parque, 90% para ver LH,...(meio termo) 9 mil pessoas, entra a banda. Marcelo com um cigarro na beiço da o clássico e educado boa noite e diz que como não haviam passado o som iam fazer uma música rápido para começar o show e foi realmente rápido e começou. Como tem acontecido nos shows do Ventura, a primeira música é O Vencedor, com bastante gente cantando, mas a maioria observava e dançava, é claro. Se me perguntar eu sei qual foi o set list, mas não sei a seqüência das músicas, aí peguei emprestado do blógui do Felipe, lá vai: O Vencedor, Cara Estranho, Todo Carnaval tem seu fim, Adeus Você, Cadê teu suin-?, Tenha Dó, Último Romance, Retrato pra Iaiá, Além do que se vê, Quem Sabe, Sentimental, A Palo Seco, Fingi na hora rir, Samba a Dois, Pierrot, Onze Dias, Descoberta, Um par, De onde vem a calma e A Flor. Senti falta de muitas músicas, mas duas específicas, Casa Pré-Fabricada e Conversa de Botas Batidas. Essa coisa de set list os caras definem na hora mesmo, de acordo com o clima do público, mas acho que isso funciona mais em início de turnê mesmo, depois o set deve ser basicamente o mesmo. Eu estava toda boboca ali na frente e pra quem nunca foi tiete, como diria o velho raulzito, abri uma exceção esta noite. Cantei as músicas e me derreti quando o Marcelo olhou pra mim quando cantava Adeus Você, só não mais do que o momento em que o Amarante me olhou na hora da música que eu acho que é a minha preferida "Retrato pra IaIá", porra foi foda, bem na parte da música que diz "...que eu te olhando via uma outra mulher". Bem nessa hora Ruivo? Tá, isso tudo é verdade, não tem aquela hora que os caras olham pro público? Então deve Ter acontecido com vária pessoas, não só comigo. Por que todo mundo duvida? Uma coisa que mostra de forma mais clara o perfil do público presente era que a maioria das pessoas cantavam juntos as músicas do primeiro disco, do Bloco diminuía, mas bem pouco e do Ventura diminuía mais um pouco. A música desses caras me emociona, não só a poesia do Camelo e do Amarante, mas a música, os metais, sou apaixonada pelos arranjos de metais, tenho certeza que sem a dramatização que eles passam a música não emocionaria tanto. Acabou com A Flor e a Carla ficava: "dá o CD, tenta dar o CD pra ele". Sem condições, ele não ia pegar um CD ali, naquele momento de despedida da banda e como eu sabia que não ia Ter bis, sai da frente do palco e Carla teve a 'brilhante idéia' de tentarmos entrar no camarim e entregar o CD pessoalmente aos caras. Tá, vamos lá! Putz, meia volta Carla, não vou ficar aqui disputando com essa molecada um lugar pra entrar aí nem a pau! "Peraí, vamos tentar". Muita gente querendo entrar de qualquer forma no camarim, uma loucura, um empurra empurra, uma confusão de agendas, diários e máquinas fotográficas absurda. Tentativas frustradas de formar uma fila até que a produção deles resolve encostar a van que os levaria ao hotel para a porta de saída, aí não teria jeito, porta com porta e ninguém ia entrar mesmo. Até que eu tive a brilhante idéia de ficar entre a parede e a van, simples, algo que cerca de quinze pessoas pensaram e nós, na tranqüilidade só pensávamos em entregar o CD do Xique Baratinho na saída deles e pronto. Até que a produtora abriu a porta e começou a contar, 1, 2, 3, 4 (caralho ela vai para no 5º e eu sou a 6ª), 5, 6, 7,... "só vão entrar 10". Entrei, ainda meio sem entender direito e dei de cara com o Barba (bateria), muito simpático, dois beijinhos, "o show foi massa...", mas onde estariam os outros, me viro e olho para o Bruno, cara séria fechada e toda aquela timidez que deus lhe deu, "oi Bruno" , "oi", "tudo bom?", "tudo"...um cara de poucas palavras, além de que tinham uns guris conversando com ele e não quis atrapalhar. O camarim era dividido em dois espaços fechados e uma área aberta, um dos espaços cobertos estava vazio, só com umas cadeiras e tal, no outro estava toda a firula de camarins, rangos, biritas, e pessoas. Pela fresta vejo claramente o Marcelo fechando...a deixa pra lá. Falei com o Bubu e ele foi bastante educado, fez um sinal de positivo com a cabeça e chamou o Fininho (olha só o apelido do figura) um da equipe, técnico de iluminação. Falei com o Fininho e ele disse que eles iam sair pra falar com a galera e que quando eles voltassem agente já estaria lá dentro, entregar o CD, trocar idéia e tudo mais. O que acontece é que o povo tava louco lá fora (cara, eu vou pesquisar esses fenômenos, o que leva uma pessoa idolatrar dessa forma) e os hermanos tinham que ir embora. Foi quando saiu o Marcelo e se mostrou uma pessoa extremamente educada e prestativa, chamei, nos apresentamos falamos sobre o CD, a banda, citei o fato dele Ter falado do Wado em uma entrevista, disse a ele que o Wado curtiu muito isso e ele abriu aquele sorrisão lindo, disse que ia escutar o CD agradeceu e tudo mais...perguntei sobre Maceió, se ele sabia dizer se ia rolar um show em agosto mesmo, e ele disse que sim, que vem pra cá em agosto. Deve ser verdade, ou ele só falou porque gostou tanto do meu sorriso e queria me deixar feliz (hahaha)! Mas cadê o Amarante, nada desse homem sair. E quando aparece várias pessoas falando ao mesmo tempo com ele, o coitado tava até meio zonzo. Aí acontece uma coisa que eu...não, nem vou contar, pra não Ter mais raiva... tá, eu conto. Cheio de coisas nas mãos, caiu uma blusa de seu braço, uma camisa linda, branca com uns detalhes em branco também...eu pego a camisa e tento lhe entregar..."Rodrigo, Rodrigo, caiu de ti..." e várias pessoas falando ao mesmo tempo e uma guria, que eu jurava que estava com eles, era da produção, algo assim olhou pra mim, e disse, me dá e a IDIOTA aqui deu. Não porque era do Amarante, mas a camisa era linda e eu queria ela pra mim, mas agora não vou nem mais tocar nesse assunto. Deixa Estar! Até então, me comportei direitinho, conversas sobre show, música, banda, contatos e tudo mais, mas não resisti e fui tiete... não deixaria por nada o Ruivo ir embora sem me dar um abraço. Além de tudo o homem é cheiroso, depois de uma hora de show, dançando. Um abraço um tantinho demorado né!? Já que é pra tietar, foda-se, vou fazer bem feito. Carla perguntou pro Marcelo se não iam terminar o que haviam começado a fazer dentro do camarim, Marcelo disse que tinham que ir embora se não alguém poderia se machucar lá fora. Já pensou? Dá pra Ter noção uma coisa dessas? Uma banda que não aparece na GRANDE mídia de massa estar nessa situação...? é foda os caras não poder sair, trocar idéia com quem quer trocar idéias, terminar o show e ir tomar uma cerveja, fumar um sossegados, que têm um monte gente numa forma louca de abordagem que te invade. Essa coisa de autógrafo é muito louca, mas entendo que faz parte dessa relação com o público. Mas digo, os caras são totalmente simples e tranqüilos quando se quer apenas conversar numa boa. Se foram e o Fininho olhou pra nós como quem pergunta "e aquele?" Poxa, é claro que vamos fuma aqui com o Fininho, gente boa, trampando muito! Um nem tão fininho para o Fininho, outro cara da produção que não sei o nome chegou e ficamos conversando, sobre a banda, viagens, essa loucura toda da galera, tomando a long-neck que eles não tiveram tempo de tomar, aí entrou a mulher que monta o camarim, os rangos e tudo mais, indignada por que a galera lá fora ainda queria entrar e começou a encrencar com ela. "eu não tenho nada há ver com esses LH, eu só estou trabalhando" .Puta da vida, disse que uma médica estava revoltadíssima lá fora, porque ela atende os pacientes dela e o Los Hermanos não podem atender os filhos adolescentes dela... Dá pra imaginar uma coisa dessas? Dá vontade de mandar tomar no cu, não vou mentir. Fomos embora, procurar a galera, curtir mais um pouco, mas a música da Pirâmide não ajudava e o cansaço tomava conta de nós, procuramos muito o Bruno Silva, mas a nossa intenção de voltar de carona estava indo por água abaixo e depois de esperar muito resolvemos voltar de Transtil mesmo. E se tudo desse certo estaria saindo um micro-transtil às 7h da manhã. Umas 4h40 fomos pra rodoviária, biscoito e suco, 5h30, Transtil aberta, simplesmente entrar no ônibus e só acordar em Maceió. Ufa! Será que o ano que vem será mais fácil? Tenho planos sérios sobre isso.
postado por: pirofagista 10:13 AM
2ª parte Próximo passo, almoçar e procurar um banco. Achamos um restaurantezinho bem aconchegante, quentinho e que tinha PF, arroz, feijão. Precisávamos de comida de verdade. Depois de comer bem, fomos atrás do banco, no centro da cidade. Consegui duas programações do FIG, coisa que procuramos o tempo inteiro. Nada havia naquele horário, os shows do palco da Cultura Popular, no centro, acabava às 13h, se não me engano, e já era mais de 15h. Propus então, apresentar à Carla o Parque Ruber van der Linden, vulgarmente apelidado no FIG do ano passado de "Ruber vandercleidson", o lugar é muito lindo, um parque espaçoso, com muito verde, flores, todo de pedra, com caminhos lindos É lá que acontece o palco da música instrumental, que tem esse nome, mas não toca só música instrumental, mas principalmente esse som. Fumamos um lá e seguimos para o Euclides Dourado, no caminho paramos pra comprar um vinho, chega de hi-fi, mas pelo menos um vinhozinho bom né? Naquele lugar onde 'ganha' uma caneca na compra de uma garrafa de vinho. "Tem seco?", só do mais caro. "Tá, me vê um suave mesmo". Direto para o Palco do Forró, onde acontece a mostra final das oficinas que aconteceram durante toda a semana do Festival. As oficinas funcionam muito bem no FIG, da pra perceber na apresentação. Dança Afro, DJ, Grafitti, Break, passarela, percussão, circo... acontecendo no palco, além das de literatura, fotografia, quadrinhos, que eram espalhadas e disseminadas pelos próprios participantes nos espaços do evento. Algumas oficinas acontecem nas comunidades remanescentes de quilombos de Garanhuns, com a de Castainho, onde acontecem oficinas desde o FIG de 2000. Depois de um tempo, fomos dar uma volta e logo de cara encontramos conhecidos de Maceió que estavam em uma excursão, pedimos pro amigo/organizador para deixar as nossas mochilas lá. E conseguimos resolver um dos que seria o próximo passo. Livres do peso fomos para o Pau Pombo (van der Linden). No caminho resolvemos comprar mais uma garrafa de vinho e ganhar mais uma caneca pra ninguém ficar triste. Conversa vai, conversa vem, com a mulher que vende o vinho, pedimos pra usar o banheiro, eu, depois a Carla, brincar com o cachorro, fomos embora e depois de um tempão a Carla me pergunta: "você pagou o vinho?" "eu não". "Achei que você tinha pago". Não pagamos, mas foi sem querer. 18h30: já deve ter começado a primeira atração, uma banda pernambucana chamada Mallavoodoo, não conhecia e fiquei sem conhecer porque chegamos na última música e paramos para ver o artesanato indígena. Logo começou o Trio Azymuth, do Rio. Nossa! Muito bom, improvisaram bastante, às vezes pareciam meio perdidos enqunato banda, mas quando começavam a tocar tudo ficava muito bom. Excelentes músicos, principalmente o baterista, já tocaram com grandes nomes da música no Brasil e fora. Encontramos alguns conhecidos de Maceió, Alvarenga, André, depois a Cris, que disse que podíamos ir com ela, mas só que havia só uma cadeira e tudo mais, mas que agente revezava, na maior boa vontade, mas a nossa esperança era encontrar o Bruno Silva e ver se rolava voltar na excursão dele, mas ninguém via nunca o Bruno. De volta ao Euclides Dourado, nunca vi aquele lugar tão cheio. Era muita, mas muita gente. "Nossa, não vamos achar as meninas nunca aqui!" Andamos, vimos um Maracatu, outro Maracatu e começou a tocar no Palco Pop uma banda ruim, os guris pareciam ter uns 13, 14 anos de idade, aquela vozinha de criança cantando Pink Floyd, não dava pra agüentar, os guris eram muito chatos, uma banda barulhenta, barulho ruim. Resolvemos circular, e fazer algo que precisávamos fazer desde que chegamos no Festival: entregar os CDs do Xique Baratinho que tínhamos levado. Fomos na Pirâmide e nenhum DJ ainda, fomos então na Tenda Mix e o cara que estava botando som, já tinha encerrado, disse que colocaria numa boa, mas já estavam desmontando o som. Andamos mais um pouco e começou a segunda banda "Mula Manca & a Triste Figura". Não sei se eu é que sou chata, mas tenho andado meio sem paciência pra bandas copiadoras, sem criatividade. Não sei o que aconteceu nesta noite do FIG, mas algo muito louco deve Ter se passado na cabeça dos organizadores, algo como imaginar que todas as pessoas que gostam de Los Hermanos são adolescentes de rodas de hardcore ou algo parecido. Na verdade não vou ficar aqui imaginando o que se passa na cabeça desse povo, mas enquanto tocavam os "Mulas Mancas", ou os "Tristes Figuras", imaginava como boa parte daquele público poderia estar assimilando, curtindo, conhecendo o som do Wado, ou do Xique, Santo Samba, tantas bandas de Maceió que já estão trilhando ou estão prestes a trilhar um caminho por palcos de todo o país e Pernambuco se fecha totalmente pra nós, impressionante! Mas enfim, os "Mulas Tristes" não me agradaram totalmente. Uma coisinha aqui, outra ali, mas a forçada de barra para fazer um som circense como LH e o Cordel do Fogo Enjoado, já me fez ficar impaciente e antes mesmo de terminar resolvemos voltar à Pirâmide para ver se algum DJ havia chegado. Conversamos com o cara sobre a banda, o CD e ele disse que não era jornalista de Cultura, e sim de Esportes e que chamaram ele pra colocar um som e ele ia fazer isso, mas que poderia entregar ao Júlio, parece que é editor de Cultura do JC de Pernambuco. Massa, o Júlio conhece agente, é só falar que são as meninas de Comunicação da Ufal que ele tá ligado. Um parêntese: não sei que mania esse povo tem de achar que todo jornalista entende de música e sabe colocar som em festa. Primeiro, são poucos os jornalistas, mesmo os de cultura, que realmente sabem falar de música, conhecem música, que procura, que não se pauta por um único release, posso citar um exemplo, o Matias Maxx, é um cara que sabe das coisas. A madrugada da Pirâmide só fez confirmar o que disse. Tá, um CD do Xique pelo menos já deve estar nas mãos de um jornalista de Cultura pernambucano. continua...
postado por: pirofagista 10:02 AM
Terça-feira, Julho 22, 2003 XIII Festival de Inverno de Garanhuns - relato em comemoração de 1 ano de Assim Assado 1ª parte A situação não era das melhores, conheço muita gente que não encararia, na verdade a maioria, mas a minha veia sagitariana aventureira é tão forte que me alegro de viver essas aventuras, viver! No início éramos 4, eu, Flávia, Aline e Carla. Na verdade Carla era uma dúvida até o dia. Até que Flávia e Aline conseguiram carona e lugar para ficar, a família da Flávia alugou uma casa em Garanhuns, que, infelizmente, não daria para ficarmos, eu e Carla. Estava decidida a ir de qualquer forma. O motivo principal era o show do Los Hermanos, mas o Festival de Inverno de Garanhuns é todo muito bom. O ano passado havia decidido passar a semana inteira neste ano, mas as coisas nem sempre acontecem da maneira que imaginamos e como já havia passado uma semana fora no seminário da Paraíba, não poderia perder mais uma semana no estágio. Como no ano passado, tive que procurar a Transtil velha de guerra, aquela dos micro-ônibus fudidos que fazem Maceió/Garanhuns/Maceió. Aquela que é a maior confusão em relação aos horários, a mesma que de vez em quando vende duas passagens com o mesmo número para duas pessoas, a própria, que se você resolver pegar o ônibus no caminho, mesmo que já tenha comprado a passagem, vai em pé, pois é, a Transtil é a alternativa ao único horário que existe de saída para Garanhuns do Terminal Rodoviário, às 7h da manhã. Sexta-feira, 18 de julho. Fui para o estágio de manhã - não posso deixar de ir as sextas pela manhã, e os telefonemas entre as nós 4 não param. Fico sabendo que Flávia e Aline já estão com a vida acertada e tento não deixar Carla desanimar o que foi até fácil, ela estava a fim de verdade de viajar. Combinamos então de resolver tudo o mais rápido possível nos respectivos estágios, ir pra casa, arrumar a mala e seguir para a Transtil, marcamos de nos encontrar umas 15h30, porque até então não conseguimos o telefone da Transtil e não sabíamos horário de saída, nada! A única coisa que sabia era que havia saído no ônibus das 16h no ano passado, e que havia comprado a passagem na hora, não haveríamos de ter problemas. Sentíamos que a sorte nos acompanhava. Cheguei e comprei a minha e a de Carla para garantir e logo percebi a confusão. Pessoas queriam que o ônibus saísse logo, queriam chegar logo em Garanhuns, eu também, mas precisava que minha amiga chegasse para isso. E nessa de vamos, não vamos, sai agora, sai às 17h, e nada da Carla chegar, vai sair, não, não vai. "Poxa me atrasei..." tudo bem, já esperava por isso. O ônibus só sai às 17h, vamos relaxar para viajar tranqüilas. Sim, agora sim!!! Chegamos em Garanhuns umas 19h30. Como conheço os pontos onde acontece o FIG, descemos perto da rodoviária, em frente ao posto da Transtil. Tá, e agora? Vamos pra rodoviária, usar o banheiro e comprar um cartão para ligar para as meninas pra ver qual é, Onde estão e como nos encontrar. Telefonema dado marcamos de nos encontrar no Euclides Dourado, esse parque maravilhoso que me remetia a boas lembranças do Festival no ano passado. Chegamos no parque Euclides Dourado, lá fica o Palco Pop, onde aconteciam os shows que esperava ver, o Palco do Forró e a Pirâmide (a tal da tenda eletrônica). Assim que entramos percebi que estava rolando a passagem de som da Fernanda Porto, um dos shows que aguardava com muita curiosidade. É interessante ver a passagem de som, gosto dessa movimentação técnica de bastidores, me atrai a idéia de produção, sempre foi assim. O próximo passo seria arrumar um lugar para colocar as mochilas e se livrar daquele peso. Encontramos uma pessoa ou outra de Maceió que de uma forma ou outra se despistava da gente, algo como, 'não posso ou não quero lhe ajudar, mas não sei como lhe dizer isso'. Mas eu e Carla estávamos 'tranqüilas', não queríamos abusar ninguém e nos viramos sozinhas na medida do possível. Cansadas, sentamos e começou a garoar, chover, neste momento aparece um casal conhecido, daqui de Maceió, Saulo e Dandara. Eles que nos viram e vieram falar. Perguntei onde estavam e disseram que estavam desde Quinta-feira dormindo no carro. Perguntei se rolava colocar as malas lá e mais uma vez tivemos sorte em arrumar lugar para colocar as coisas com pessoas tão tranqüilas. O carro estava um pouco longe, depois da Guadalajara, a grande praça onde fica o palco Principal. No caminho passamos no supermercado, queríamos comprar um vinho, mas acabei convencendo a Carla a comprarmos uma vodca e uma fanta, o famoso hi-fi da Paraíba, seria mais bebida por um preço menor. E vamos nós com duas garrafas na mão, é foda ter que carregar coisas, mas fazer o quê? De volta ao Euclides Dourado, o público era bem maior. Houve algo confuso em relação à programação do Palco Pop na sexta-feira. Normalmente 3 bandas se apresentam por noite neste palco, em algumas programações do evento, que circulavam pela Internet, aconteceriam os shows de Tânia Christal, de Pernambuco, G.R. Bonsucesso Samba Clube, de Olinda e Fernanda Porto, de São Paulo, acontece que no dia já se ouvia o boato de que não aconteceria mais o show do Bonsucesso, e isso foi confirmado. No começo do show da Tânia Christal estávamos, eu, Carla, Saulo e Dandara, dando uma volta pelo parque e decidimos ir ver de perto. Carla e Saulo meio que gostando, eu e Dandara muito mais desconfiadas. Chegamos mais perto e constatamos uma ¿coroa¿ (eu sei que é pejorativo, mas era como as pessoas em volta viam e comentário, e quê nada, uma coroa mesmo), muito figura, com os cabelos cor de laranja e toda uma produção de figurino e tudo mais, mas peraí, é claro que vou falar do som, a banda é boa, bons músicos, mas eu, sinceramente não consegui viajar no som dela e chapada, ri, dei muita risada tentando assimilar o som dela. Psicodelia brega viajandona, louco! Carla e Saulo começaram a rever a primeira impressão. Dando aquela caminhada no intervalo entre uma banda e outra, passar na feira mix, querer comprar um monte de coisas e não ter grana, comer alguma coisa e ver o show da Fernanda Porto. Tenho escutado bastante Fernanda Porto, peguei o CD emprestado de um amigo e entre o Bloco do eu Sozinho e Ventura eu escuto o CD da figura. Um fato é que eu estou com o CD, mas não estou com a caixinha, nem encarte e fico, como sempre faço, tentando ouvir o que é de instrumento musical, discernir cada um, incluindo os efeitos eletrônicos, como os do groove Box. Aí foi caindo a fixa, quando vejo Fernanda Porto com um tarol, depois com uma guitarra e com o sax e no teclado e comandando as programações e com a voz linda que ela tem. Curti muito o show. Ela é instigadinha, não para de dançar a baixinha. Só que o show começou a ficar longo e no bis começaram repetir várias músicas. Pra mim ficou claro que a produção do evento tentou prolongar o show ao máximo pela falta de uma terceira banda, onde ficou confirmado que o Bonsucesso Samba Clube infelizmente não tocaria. O tempo não colaborava, garoava e chovia o tempo inteiro, e é foda ficar na chuva, ninguém gosta de ficar molhado no frio. Acontecia que a maioria tentava se proteger na tenda eletrônica, antes mesmo de começar o som. Quando o Palco Pop encerrava começava a Pirâmide, aí era impossível conseguir um canto pra dançar tranqüilo e se proteger da chuva, era todo mundo se acotovelando pra ficar naquele espaço. O ideal seria pelo menos duas daquela. Outra opção era o palco do forró, mas sinceramente, eu saí desse mês de junho e início de julho, saturada de forró, não queria muito ficar por ali, mas como em todos os outros espaços do festival sempre estava cheio, o jeito era encontrar um conhecido aqui, outro ali, na tenda e foi o que fizemos, até dar a hora de ir buscar nossas bolsas no carro do Saulo, e isso tinha que ser antes da 5h, hora que eles haviam decidido ir embora. Finalmente livres das garrafas de fanta e vodca, depois de um figura fazer o favor de quebrar a garrafa com um chute, resolvemos pegar as nossas bolsas. Andamos aquele tanto, na garoa, com uma única sombrinha da Carla e decidimos voltar de táxi para a rodoviária. E agora? Carla só dizia que precisávamos dormir algumas horinhas e é claro que eu concordava. Fomos até os hotéis que ficam de frente pra rodoviária. O primeiro: cheio, o vizinho já tinha mandado gente pra lá, então o vizinho também estava cheio, mas a senhora do hotel disse pra gente dar uma olhada nos que tinham ali, mais pra frente. Tava escuro ainda e preferimos voltar pra rodoviária, esperar clarear, que não faltava muito, e ir procurar uns desses hotéis. Olhávamos pra cara uma do outra e eu tentava incentivar a Carla com frases como: "relaxa Carla, é assim mesmo", ou "as coisas vão dar certo", Carla me olhava com aquela cara de "hum, tá Erika". Peguei o mochilão, coloquei no banco da rodoviária, deitei e comecei a cochilar. Carla, disse pra eu acordar que ia ver algo sobre passagens. Daqui a pouco volta decidida a ir embora. "O quê!? Vai me deixar aqui sozinha?" Começo logo a minha chantagem emocional. Mas ia ser foda ficar sozinha naquela situação, porque ir embora eu não ia de jeito nenhum. Levantei rapidamente e propus que fossemos procurar os tais hotéis e Carla só dizia querer ir embora. "Carla, e o show do Los Hermanos, eu preciso ver, vamos ficar", e seguimos na busca de um quarto. Avistamos o primeiro, fechado, o segundo, fechado, o terceiro "Hotel Estrela", uma estrela. Béééém - tocamos a campainha, aparece um senhor, "moço, tem um quarto pra nós? Pode ser só uma cama". E pra nossa sorte ele responde que tem um quarto com duas camas por 10 pilas pras duas. Nem acreditávamos, paredes, porta, camas, putz, que maravilha! Perguntou até que horas ficaríamos, pois o quarto estava reservado para o dia seguinte e tal. "Moço, até meio-dia". Nunca dormir foi tão prazeroso. O quarto era tranqüilo, limpo, com banheiro limpo, dentro da nossa situação o hotel Estrela estava um luxo.
postado por: pirofagista 12:22 PM
Está dado o início às comemorações de aniversário do Assim Assado. Na verdade o aniversário do Assim Assado mesmo é só em agosto, mas é meu aniversário de blógui, comecei com o Cotidiano e Afins com o texto sobre o XII Festival de Inverno de Garanhuns. Um ano após, voltei ao Festival e tenho mais uma história pra contar, como as várias que divido aqui com vocês, o post que segue é o primeiro do Assim Assado, que não dá pra visitar originalmente porque o bosta do weblogger como sempre, está com problemas nos mais antigos arquivos. Vou logo avisando, o texto é longo, mas divertido! logo em seguida vai aparecer em cima desse o texto deste ano, muitas aventuras como sempre! XII Festival de Inverno de Garanhuns ¿ Quase tudo sobre um ponto de vista (2002) Lá se vai quase uma semana do início do XII Festival de Inverno de Garanhuns, e eu consegui ser liberada de um dia do estágio para viajar. Sexta-feira, 19 de agosto, arrumo mala cheia de roupa de frio, Garanhuns é uma cidade bastante fria durante o inverno. Ligar para a tal Transtil para confirmar a saída do ônibus às 15h. Ônibus lotado de casa até o local de saída do tal Transtil, já estou suada. Alguns amigos já estavam em Garanhuns desde o início do Festival, outros só iam no Sábado, último dia. Já que posso ir hoje, não vou deixar de ir por estar sozinha. Chegando na cidade fria, sentia calor. Sozinha, procuro um telefone público para achar as amigas que estavam em uma fazenda que, ouvi dizer, ficava a 5 quilômetros da cidade. Finalmente Flávia atende seu celular e me indica um lugar chamado Parque Euclides Dourado, um dos espaços reservados às atrações do Festival, e disse que lá eu encontraria Fernanda e Kauê. Ah! Finalmente encontraria conhecidos. Ando cerca de dez minutos e, na cidade fria, sentia calor, suava. De mochila e colchonete nas costas, encontro em uma barraca de churros um casal de amigos, que por acaso procuravam a mesma pessoa que eu, e que por sorte, naquele momento muito mais minha do que deles, estavam de carro e pretendiam ficar na mesma fazenda de cerca de 5 quilômetros da cidade. Finalmente me livrei daquele peso e não estava mais só, não que isso fosse um problema. No parque Euclides Dourado, uma praça bem grande que fica atrás da rodoviária de Garanhuns, começou o XII FIG para mim. Os outros espaços do festival eu descobriria aos poucos, a medida que a programação me interessasse. Vi a passagem de som da banda pernambucana G.R. Bom Sucesso Samba Clube, nela, tocam Rogerman e Bernardo (ambos ex-eddie ¿ banda olindense). Gostei do show, na verdade esperava mais, sempre fui fã do eddie, talvez tenha criado uma certa expectativa por isso. O Bom Sucesso não tem nada gravado, só fez shows em Pernambuco, mas o público daquela noite do Euclides Dourado, a maioria de Recife, já conhecia a banda de outros carnavais, ou melhor do último carnaval, quando eles tocaram no Recife Antigo, bairro do Recife. Logo depois, começou o show de mais uma artista da terra, Mônica Feijó, os músicos da banda eram muito bons, mas com Mônica Feijó nos vocais e passinhos de dança excêntricos não deu para agüentar muito, só tomando uma cachaça para passar o frio que aumentava conforme o tempo passava. Enfim, o show mais esperado do Palco ¿Pop¿ situado no Parque Euclides Dourado, a banda, também pernambucana Cordel do Fogo Encantado. Já vi três shows do Cordel, dois em Maceió e um em Recife, todos iguais. A primeira vez que vi a banda, percebi que não era só uma banda. No palco, música, teatro, poesia e um vocalista performático que prende a atenção de todos, mas principalmente, de todas. Lirinha é elétrico, ele só para quando recita. Na verdade esperava mais um show igual aos que já tinha visto, já que a banda não lançou, ainda, seu segundo CD. Não foi igual, foi parecido. Segundo o vocalista Lirinha o show do Cordel ¿passa por um momento de transição, entre o primeiro espetáculo e novas músicas que serão lançadas no próximo trabalho da banda¿, mas não importa, o público do Euclides Dourado delira. E com tantas músicas falando de fogo, fogo e mais fogo, fiquei imaginando como ficaria mais interessante o show se eu e a Fernanda cuspíssemos fogo, eu falo cuspir, mas na verdade fazemos pirofagia. Onde conseguiríamos tochas e querosene? É também já bebemos mais do que deveríamos para praticar a arte de cuspir fogo, já estávamos de fogo. Deixa pra lá. No mesmo parque havia, ainda, o palco do forró, saindo do Cordel, fui curiosa para ver o show do Siba e banda. Siba é o vocalista e rabequeiro da banda pernambucana Mestre Ambrósio, que em trabalho solo desenvolve pesquisa na área de música do folclore pernambucano. Muita ciranda, gostei muito, mas todas as musicas eram muito parecidas, se gostou de uma gostou de todas, só que demais enjoa, ninguém agüentava mais dançar ciranda. E nada de rabeca, esperava ver Siba tocando rabeca, mas pelo visto só com o Mestre Ambrósio mesmo. O último espaço de todas as noites do Festival era a ¿Pirâmide¿, mais conhecida como tenda eletrônica, que de eletrônica só tinham as tomadas mesmo. Se o propósito era agradar o público da chamada música eletrônica, ele não foi alcançado. Eram raros os momentos de boa música dentro do estilo, os DJs tocavam mais dance music, que também é conhecida por ¿bate-estaca¿, um tipo de som tocado nas boates freqüentadas por quem pode gastar um bom dinheiro em uísque e por mulheres de salto alto e brilhante, os famosos mauricinhos e patricinhas. Às cinco da manhã é fim de noite em Garanhuns. Hora de tirar um cochilo para o último dia que promete. Para chegar na fazenda, a tal que ouvi dizer que ficava a 5 quilômetros da cidade, só de taxi. Várias pessoas, dois carros. Ao chegar, várias pessoas, dois carros e dois taxistas muito mau humorados por descobrirem o que eu já havia constatado durante o caminho, eram muito mais do que 5 quilômetros. Depois da alguns desentendimentos com os mau humorados, o momento de descanso no verde da fazenda. Meu segundo dia de FIG 2002. Acordar 11h da manhã e dar de cara com aquele solzão, estou mesmo na cidade fria de Garanhuns? É que durante o dia, na cidade alta faz calor mesmo. De carona até algum lugar onde passava um ônibus, saí da fazenda, de bem mais de 5 quilômetros da cidade, e cheguei ao lugar que seria o mais frequentado por mim durante a minha estadia em Garanhuns, o Parque Euclides Dourado. Já havia perdido a programação da manhã no Centro, outro polo do festival, que seria Mestre Salustiano e Dona Selma do Coco, fica para o próximo. Aproveitar o sol enquanto a tarde não cai foi a bola da vez. Ao entardecer começaram, no palco do forró as apresentações das oficinas que aconteceram durante todo o festival. Pude constatar, mesmo não tendo participado, que as oficinas cumpriram um grande papel no XII FIG. Cinco delas eram voltadas para comunidades da região, com a pretensão de continuidade ao término do Festival. Para os visitantes e locais, as oficinas serviram para desenvolver, em uma semana, técnicas de música, dança, teatro, artes visuais e arte circense. Pessoas se conheceram, fizeram amizades e contatos para toda a vida. O resultado foi apresentado ao público com muito orgulho e carinho pelos oficineiros e participantes. A última noite começava, e dela eu pretendia não perder nenhum grande momento. Esperava ansiosa pelo show dos cariocas do Blues Etílicos. Eu, Fernanda e André rumamos para o Pau Pombo, mais especificamente ao Parque Ruben Van der ¿Cleidson¿ , apelido dado pelo grupo que me acompanhava ao Parque Ruben Van der ¿alguma coisa¿ (o nome de algum visitante holandês que passou por Pernambuco à tempos atrás). Um Parque belíssimo, com muito verde e uma geografia que, ou o visitante está bem ao alto ou bem embaixo no parque, disputando um espaço perto do palco que fica em frente a uma ladeira, em frente ao palco é como o resto do parque, ou em cima ou embaixo. De cima, vi o show do Lailson Blues Band (me perdoem, mas não sei de onde o grupo é), uma banda de blues, com o Lailson como típico bluesman, de óculos escuros e tudo mais, excelentes músicos, algumas letras engraçadinhas, uns clássicos, mas fui vencida pelo cansaço e sentei. Fui dar uma volta para conhecer melhor a parte de baixo do Van der ¿Cleidson¿, até ouvir de longe o som de uma gaita, só poderia ser ele, Flávio Guimarães, o conceituado gaitista do Blues Etílicos. Subi e me situei o mais perto que pude do palco, na parte alta. Com 15 anos de carreira, o Blues Etílicos lançou o disco ao vivo ¿Águas Barrentas¿, o sexto da carreira do grupo. Sem dúvida o melhor show que eu vi no Festival. O quinteto faz o melhor blues dos trópicos, pelo menos no Brasil, nenhuma banda se destaca tanto no gênero. O grupo já dividiu palco com grandes nomes do blues e do jazz como B.B. King, Jr. Wells e Buddy Guy, vem amadurecendo sua carreira nesses 15 anos conquistando um público cada vez maior. Individualmente são excelentes músicos, com muita técnica e o feeling necessário ao blueseiros. Flávio Guimarães é destaque mesmo sem querer. Das diversas gaitas de boca saídas de uma caixinha que deve valer ¿ouro¿, Flávio tira sons que deixa o público extasiado, outro destaque da banda é o baterista Pedro Strasser, virtuoso músico com clara influencia clara de grandes bateristas como Neil Peart. Mas é covardia falar de um por um, a banda toda agrada muito. Onde este pessoal estiver arranhando uma lata, ou melhor, uma gaita, estarei lá. Ao término do show fiquei com aquela sensação de despedida de um amigo ou uma pessoa muito querida que não sei quando verei de novo. Os amigos de Maceió que viriam só no último dia chegaram e se deliciaram com as três últimas músicas dos amigos etílicos. Do Pau Pombo, Ruben Van der ¿Cleidson¿, direto para o tão visitado Parque Euclides Dourado, Palco ¿Pop¿. O próximo show da jornada FIG seria da banda pernambucana Cascabulho, aliás, no Palco ¿Pop¿ os pernambucanos estavam mais em casa do que nunca. Gostei bastante do show do Cascabulho, a banda está voltando a tomar corpo depois da saída do vocalista Silvério Pessoa, que segue carreira solo com o projeto Bate o Mancá, uma homenagem ao forrozeiro alagoano Jacinto Silva. O Cascabulho está trilhando um caminho com cara de reinicio. Mais um momento muito esperado por mim no Palco ¿Pop¿, depois de Cascabulho é a vez de Pedro Luís e a Parede. Direto do Rio de Janeiro, Pedro Luís e a Parede a cada trabalho vem recebendo mais elogios do público e crítica especializada. Mais uma vez, a minha exigência esperava mais, senti uma Parede um pouco desanimada, e um Pedro Luís não mais animado. Mas a banda é boa, os músicos são bons, as letras são ótimas, espero ver Pedro Luís e a Parede novamente, mais animados, enquanto isso eu ouço o CD. Do Palco ¿Pop¿ direto para o Palco do Forró, ainda no Dourado, para ver o show do Comadre Florzinha. O grupo, também pernambucano, Comadre Florzinha, passou por grandes momentos desde de seu início, em 1997, quando era formado por 4 pernambucanas, uma alagoana, e uma paulista. Utilizando diversos instrumentos de percussão e explorando os ritmos nordestinos, as ¿meninas¿ do Comadre Florzinha possuem em seu repertório composições próprias e diversas músicas de grandes mestres da cultura popular nordestina, principalmente alagoana e pernambucana, como as músicas de Mestra alagoana Virgínia de Moraes. Após quatro anos, o grupo segue apenas com Karina e Issar da formação original. O show do FIG foi o primeiro de duas novas componentes, o som não estava bom, novas músicas, desconhecidas da maioria do público, que era formado basicamente por moradores da cidade que, independente de conhecer Comadre Florzinha, queria mesmo era dançar forró. Mas a força que Karina e Issar passam do palco, demostram que as Comadres estão dispostas a não deixar esse belo trabalho ter fim. Antes mesmo de terminar o show das Florzinhas, segui para a o palco principal do evento, situado na Praça Guadalajara que, no pico de público chegou a receber 65 mil pessoas. Naquela última noite de Festival de Inverno, o principal show da Guadalajara seria da tia do rock n´roll nacional, Rita Lee. Seguindo do Euclides Dourado, eu mais duas amigas conhecemos algumas pessoas de Recife que também estavam indo ver Rita, começamos estranhar a quantidade de pessoas que andavam no sentido contrário ao nosso, muitas pessoas mesmo, parecia até que já tinha acabado o show. Resolvemos perguntar aos transeuntes, e a resposta foi certeira, podem voltar. Nada mais aconteceria na Guadalajara. Sinceramente, essa perda não me abalou, já havia ganhado a noite com os amigos etílicos, o que restava era aproveitar o pouco tempo que o Festival de Inverno de Garanhuns 2002 oferecia. Não existe quem não tenha se perdido dos amigos em algum momento do Festival, eu mesma passei por vários momentos de solidão provisória na multidão. Na ¿volta dos que não viram¿ o show da Rita Lee, me perdi dos amigos e segui para os últimos espaços da última noite do evento. Palco do Forró, insuportável e nenhum conhecido e ninguém interessante para conhecer. Pirâmide, ou tenda eletrônica, fazer o quê? Depois de rodar, rodar e rodar em torno da Pirâmide, que entre diversas musicas ruins tocavam uma seqüência de três ou quatro músicas que, valiam a pena enfrentar aquele tanto de gente para dançar no quentinho, encontro amigos, já sei que vou ter com quem voltar para a fazenda. Mais uma vez cinco, seis, sete da manhã é fim de noite em Garanhuns. Enquanto esperava todos que iriam para a fazenda se reunir, tive o desprazer de presenciar algumas brigas bastante violentas, e não entendi porque todos aqueles policiais presentes durante todo o Festival reprimindo o uso de ¿drogas¿, não atuaram pelo fim das brigas. Mas já é o fim, o ano que vem tem mais. Voltar para a fazenda, desta vez de carona, tirar um cochilo, acordar, arrumar as coisas, outra carona até a cidade, 13h30, rodoviária, ônibus para Maceió só às 17h30, andar pela cidade, andar muito para pagar pouco em um almoço, e voltar para o lugar mais freqüentado por mim em Garanhuns, Parque Euclides Dourado. O ano que vêm será um livro, gostei tanto que dois dias foram pouco. XIII FIG, ano que vêm vou passar uma semana, já que tenho um lugar para ficar, em uma fazenda com bem mais de 5 quilômetros da cidade.
postado por: pirofagista 10:41 AM
Sexta-feira, Julho 18, 2003 to indo pra garanhuns, pro festival de inverno, isso me lembra que vai fazer um ano que eu tenho um blógui, que lindo!!! então, mas to indo, não sei como, não sei onde vou ficar, como vou voltar, só sei que vou! daqui pra pouco! té mais :)
postado por: pirofagista 11:13 AM
3ª página Resolvo dormir, mas a galera se mantém, firme e forte na cantoria. E eu com essa mania de dormir de óculos fez com que a galera doidona achasse que eu ia me machucar, furar meu olho. Vê se pode, têm mais de 10 anos que rola de dormir de óculos e a galera me vem com uma dessa. Tiram o óculos de minha pessoa e mucho locos colocam em algum lugar longe de mim. Eu, que não sou ninguém sem meus óculos acordo louca por um xixi de manhãzinha, umas 8h, todo mundo dormindo e nada da minha visão, procuro aqui, acolá e nada, mas o xixi era mais forte que eu e tive que atravessar barreiras terríveis até chegar no outro bloco onde ficava o banheiro. Bêbada de sono, bêbada de cega e bêbeda de álcool e um pouco chapada ainda, me enrosquei em umas cadeiras que tinham na porta do alojamento e me lasquei toda, joelho e cotovelo roxos e arranhados é difícil de explicar pra galera, mas foi a pura verdade. Um dos painéis que me interessava não só pelo tema mas pelo painelista era o de Mídia Alternativa, com o Arbex. A galera tá transformando o cara num pop star, o Arbex tá em todas, eu já vi uns cinco painéis, mas ele é bom mesmo, divertido, extremamente bem informado, um cara que boto a maior fé por suas posições e práticas enquanto jornalista. Depois da falação saí pra fumar um cigarro e a prima, o felipe e um carinha de lá da paraíba me chamaram pra jahscar num lugar que era isso e aquilo, onde tinham os macacos e tudo mais, fui buscar minha bolsa e chamei o súdito lucas, mais cabecinha só o bruno, e fomos. Caralho eu e o lucas fizemos inveja pra galera. O campus da ufpb é lindo, dentro da floresta, mata atlântica por todos os lados, entramos em uma área de reserva com uma placa de ¿proibida a entrada sem autorização¿ e fomos nós no meio do mato, sentados em um tronco toscando aquele e na volta passamos nos tão falados macacos. Um espaço para estudo de primatas, vários viveiros enormes com muitos, mas muitos macacos, de várias espécies. Impressionante os bichos, eu sou meio desconfiada com animais que não conheço, e os macacos, são tão expressivos que assustam. Tinha um pequeno, novinho, que queria carinho, pegar na nossa mão e a praina já tinha um contato com eles, estava sempre lá, me incentivou e peguei na mão do macaquinho, tão lindo. Passamos um tempão brincando e observando os macacos, uma tarde diferente, única. Ah tem uma pessoa que eu não posso deixar de citar, Juan, o argentino lindo, em todos os aspectos, que conhecemos. Que figura rara! Juan viaja de bicicleta e estuda o calendário Maia. Era um tanto difícil conversar com ele, não entendíamos muito bem o que ele falava, mas não tinha problema algum, quanto mais tempo perto do Juan melhor, que energia maravilhosa daquela pessoa. Estávamos conversando sobre a lua e eu dizia da minha admiração por ela, por seu poder, sua energia. Ele foi ver no calendário maia qual era meu signo, o que me regia e tal, resultado: sou apenas nove dias mais nova que ele e possuímos o mesmo signo, só muda uma coisa ou outra. Sou Lua, Lunar e Vermelho, signo Muluc. Se o destino quiser, uma hora o Juan aparece por aqui, foi o que ele disse. Esse destino há de querer. 4ª página O último dia, foi junkie pra mim. Acordei a mais menstruada do mundo e é claro, morrendo de cólica. Monique me deu um comprimido de buscopan, mas esses troços não adiantam quando vem ¿daquelas¿ cólicas, só o velho ¿buscopan na veia com glicose¿, terrível mas é verdade. Lá vai a Monique chamar alguém da CO ao meu pedido, pra me levar à alguma farmácia. Como em Salvador, em João Pessoa nenhuma farmácia aplicava injeção na veia, ao contrário de Maceió, a sorte é que estávamos perto do hospital e foi lá mesmo que fui atendida e por recomendação médica deveria tomar, além da injeção, um tubo de soro, pois não havia me alimentado de nada e já eram mais de 14h. Tarde agradabilíssima, imaginem. Grande Monique, segurou uma onda comigo, bem tranqüila. Na volta tava todo mundo doido sem saber o que tinha acontecido comigo. Mas o depois até que foi bem interessante, Pe-pedro havia perguntado por mim pra Camila, não tinha me visto o dia inteiro, depois de saber do ocorrido foi me visitar, trocar contatos e tudo mais, disse inclusive que eu fiquei de visitá-lo no Rio em agosto, coisa que sinceramente eu não lembrava de ter dito, mas tudo bem , disse que se der eu vou. Outra óóótima do pós cólica foi a proximidade do índio. Ia passando eu, para o meu alojamento, indo me preparar para o banho da última noite, quando no caminho do alojamento vejo um índio lindo deitado no birô, no meio do corredor, uma galera e o Rodrigo, palhaço Abelardo ao fundo me pergunta: ¿e aí?¿. Tínhamos combinado de ensaiar pois pretendíamos fazer um fogo na última noite. Aí eu comecei contar a história da cólica, do hospital. O índio chapado e com mais uma coisa na mão prestes a ser preparada me olha e diz: ¿como é que é? Buscopan?¿ pegou minha mão e disse que ia me ensinar uma massagem para cólica. ¿não, aqui não, vamos pro seu alojamento¿. Depois de falar um pouco da massagem e percorrer singelamente com seu dedo o caminhos dos meus chákras o índio fez e me ensinou a massagem em um ponto da mão, entre o dedão e o indicador. Funciona, alivia de verdade, se for feita com carinho, como ele disse. Decidi que não ia beber essa noite, preparei meus bastões de fogo e me arrumei para a festa. O pessoal de Alagoas havia decidido não ir para a festa externa. Uns porque estavam sem grana, outros por não gostarem do som de boate, vontade de ficar na festa do Cerebral... enfim, não queríamos ir. Teve até uma reunião da delegação onde compareceram a CO e a enecos pra saber por que Alagoas estava boicotando a festa. Dá pra acreditar? Tá, que a CO chegue pra saber o pq, até aí tudo bem, mas esse papo de boicote, a forma como eles colocaram as coisas é foda, aí vem a enecos com todo esse ar paternalista, dizendo que está orgulhosa da delegação pq estamos participando de tudo e temos que ir pra festa, é foda. Eu não engulo e não tenho um pingo de paciência. Sou anti-líder, anti-liderança, não venha me dizer o que tenho que fazer e esse papinho de orgulho que eu não faço nada pra agradar ninguém, faço o que achar melhor dentro das minhas vontades e princípios. Não dá pra acreditar que no meio da reunião teve uma figura daqui, da ufal, que disse que não ia pra boate (a CO já havia avisado que era uma boate gls) pq não era obrigada ver safadeza, homem se agarrando com homem e ¿sapateanismo¿, que isso era nojento... revoltante cara, não dá pra acreditar que uma figura esteja na universidade, no curso de comunicação, tendo uma oportunidade maravilhosa de viajar, conhecer outros mundos, outras idéias, tenha visões tão preconceituosas como essa, uma pessoa que já foi do diretório acadêmico e tudo mais, é inadmissível, todos ficaram revoltadíssimos com essa colocação e ficou decidido que iríamos discutir sexualidade, homossexualidade, questões de gênero quando voltássemos à Maceió, esse tipo de discurso não poderia ser deixado em branco. 5ª e última Enfim, ficamos, enquanto quase todos do seminário foram pra festa externa. A festa do Cerebral tava legal, bastante gente da cidade, mais molecada, mas queríamos ouvir um reggae e ali ia rolar. Eu estava decidida que depois do reggae iria rachar um taxi para a boate, ver as pessoas do seminário e tudo mais. E foi isso, rachamos um taxi, chegamos na boate e tava uma merda. Música eletrônica ruim e metade das pessoas do seminário já haviam ido embora, de vez, pra casa. De volta, no ônibus da galera, tivemos que agüentar o sotaque dox cariocax da uerrrj. Pô aí, muito chato ó! Os alojamentos já estavam esvaziados, a maioria das barracas desarmadas e aquele ar triste de fim de encontro tomando conta dos espaços e das pessoas. A nossa van, que era pra sair de 8h, só chegou umas 11h30 da manhã, enquanto isso ficamos aproveitando pra conversar e rir muito com os meninos de lá, da paraíba, do cerebral. Muito gente boa os meninos, disseram que logo aparecem por aqui. Super Schumacher, o mesmo motorista que nos levou, obaaaaa!!! Ainda tinha uma coisa. Dormimos todos, mortos, arrasados. Até pararmos pra comer alguma coisa e despertarmos para ver a maravilha que é chegar no nosso estado, uma curva e a placa ¿Bem Vindos a Alagoas¿, placa desnecessária, é só olhar pro mar, que agente sabe que tá chegando em casa, nenhum mar tem a cor mais linda que o nosso! Pedi pra botar Los Hermanos, com a maioria pedindo pra tirar, mas resisti e quando o Camelo cantou ¿...abre a janela agora, deixa que o sol te veja¿, ninguém percebeu e eu propus que todos abrissem a janela e ficassem descabelados, com o sol batendo no rosto. Sensação de liberdade, vento na cara, energia do sol. Momento maravilhoso! Essa é pro puto preconceituoso que fez alguma piadinha do tipo ¿onde é que fica Alagoas? Ninguém sabe¿ . esse idiota não estudou geografia e não sabe que Alagoas fica perto do Espirito Santo, vizinho ao Acre. Pra esse e todos os putos preconceituosos com nordestino, homossexual e todo tipo de preconceito que possa existir. E eu digo mesmo que somos de Alagoas e que cada um anda com a sua peixeira. Faço terrorismo com a galera, muito engraçado, se é pra tirar onda eu sei fazer muito bem: ¿em Maceió ninguém sai de casa sem a sua peixeira não meu amigo, tá pensando o quê? Vou buscar a minha pra vc ver¿ hahaha!!!
postado por: pirofagista 11:10 AM
Quinta-feira, Julho 17, 2003 Nunca fui muito boa em nada, sempre poderia ter feito como aquela prima, Nunca me importei muito com isso, Me dedico ao tanto que me convém, às vezes menos Caminho a passos lentos, e tropeço muitas vezes Falo muitas vezes a palavra muito, Intensa que nem dá pra perceber Me disseram esses dias que eu era centrada, Vê se pode!?
postado por: pirofagista 9:39 AM
Quarta-feira, Julho 16, 2003 quer ser estudante de comunicação? conheça as vantagens: seminário da paraíba - 1ª página Essa viagem pra Paraíba definitivamente aconteceu no momento certo. Na verdade, pra mim, sempre é o momento certo pra viajar, mas eu precisava mesmo é de um encontro de estudantes, isso sim. Apesar de ser a própria velha da delegação alagoana e do próprio seminário, com mais de 10 encontros, só de comunicação, nas costas, veterana de alojamento, foi dilícia chegar na velha Sinimbú de guerra, de onde normalmente saem os ônibus para os encontros, a galera toda pronta e animada para pegar estrada. Dessa vez não conseguimos ônibus por vários motivos burocráticos e financeiros, e fizemos a viagem em três Vans, duas que saíram bem cedo, às 7h da manhã e a dos doidões é claro, mais tarde, às 8h30. João Pessoa é bem aí, seis horinhas de viagem e com o Schumacher, nosso motorista, foi mais rápido do que imaginávamos, além de quê ele nos liberou logo de cara para não ficarmos de cara, nossa Van era a Jamaica. Como as primeiras vans da Ufal haviam chegado bem antes da nossa, a galera ficou em uma sala muito legal, muito bacana e sobrou uma de chão batido, empoeirado pra caralho e com uma micro-janela que dava pro nada. Não sei bem, mas acho que não passamos nem uma noite naquele lugar. Neste mesmo bloco haviam outras delegações, uma delas era a de Brasília, as outras não lembro. Nos mudamos para um quarto cinco estrelas, enorme, com várias janelas também enormes e o melhor de tudo, era em frente a um acampamento óóóótimo e na janela dos fundos outro acampamento melhor ainda, sempre bem representado pelo Prefeito. Fiquei feliz de encontrar meu amigo Sivas, que logo que me viu soltou uma piadinha do tipo ¿não desiste de vir pra encontro de estudantes¿, as pessoas as vezes esquecem que ainda sou uma. Sivas estava lá para o painel de abertura, falar um pouco sobre o Mecom, um pouco da trajetória desse movimento que já me encantou um dia. Silenaldo teve que ir embora logo de manhã, no outro dia, nem curtimos muito. Este definitivamente foi um encontro de festas ruins e nós Alagoanos parte C sabemos muito bem nos divertir, mas digo-lhes, que estava tão, mas tão cansada que não resisti e fui dormir cedo na primeira noite, umas 4h da manhã, mas a delegação continuou firme e forte representadas por outras ermãs carmelitas, ah peraí, daqui a pouco explico melhor essa história. Êita, já ia esquecendo de dizer na minha ordem mais ou menos cronológica das coisas, fiquei tão feliz porque logo que chegamos quem eu vejo? Palhaço Pá e palhaço Abelardo, Paulo e Rodrigo, nem acreditei. É, eu conheci esses caras em Recife, no carnaval, depois encontro os caras em Maceió, fazemos amizade, não sabia nem que eles tinham ido embora e encontro essas peças em João Pessoa, ficamos muito contente de nos encontrar, depois fumando um em algum momento conversávamos sobre a maravilha desses nossos encontros e quando isso poderia acontecer de novo. Marcado então: agente vai se encontrar em Garanhuns no próximo final de semana. Voltando. Fumamos, quer dizer, fumamos sempre, fumamos muito, acho que nunca jahsquei tanto em um encontro como esse. Olhava pra todos os lados e praticamente ninguém das antigas, dava pra contar no dedo, alguns eram palestrantes e um ou outro nem tanto das antigas, mas que conhecia dos últimos encontros. 2ª página Fiz oficina, tava a fim de fazer uma oficina e a que escolhi era ministrada por Praina, minha prima que estava morrendo de saudade. E todo mundo falava mesmo, pra mim e pra ela, sua prima e tal, tenho quase certeza disso, que eu e Praina Morais, vinda diretamente do Ceará e residente na Paraíba, somos primas. O primeiro dia da oficina foi muito legal, produzimos com colagem, texto, cores, adoro isso. O rango, bem rango de R.U,, rango de encontro, todo mundo reclama mas come. Eu mesma não tinha grana pra tá gastando com comida, paguei inscrição com alimentação, não podia me dar ao luxo, com exceção de um dia ou outro. Gatinhos, ah! Vários né, muitos gatinhos. Mas eu só ouvia a ermã Keka falar no tal do índio, pq meu índio isso, meu índio aquilo, que eu conheci no seminário de sp e vi no conune, e eu sem saber quem era o tal do índio. Até que me passa um índio lindo, maravilhoso na minha frente, é claro que só podia ser ele. E, olhando bem, eu conhecia esse índio de algum lugar. "De onde ele é heim Keka?" ¿ "Brasília" . ah tá explicado, conheço o índio de um programa da tv. "Por favor meninas não fiquem com meu índio", quantas vezes escutei isso, mas tudo bem. Na segunda noite resolvemos que não poderíamos cair na manhã da organização com essa histórinha de acabar a cerveja e a festa às 2h, 2h30 da madrugada, íamos manter nossa tradição festeira, com um pandeiro na mão arrastando quem quisesse nesse barco até o amanhã de manhã. Dito e feito, logo uma rodinha se forma com Jorge Ben dentro e é claro a música mais executada por AL lado C "o telefoneeee..." não, não, não agüentava mais essa música, mas era hino, fazer o quê? Nesse meio conheci um gaúcho que mora no Rio, que na verdade já havia conhecido na fila do banheiro por intermédio do meu amigo Lucas. É, o gaúcho me ganhou na cantoria e a recíproca foi verdadeira, digo, não pela minha bela voz desafinada, mas de repente pelo mesmo gosto musical. Bebemos caranguejo, cantamos, ficamos felizes e foi uma manhã muito agradável. Não sei o que acontece, mas sempre rola uma ligação muito legal do sul com AL. Muito disposta fui diretamente tomar um bom banho e ir para a oficina quando me dei conta de que eram 11h da manhã, tinha só tirado um cochilo de alguns minutinhos, o tempo passou e não percebi. Não sei se eu não percebi ou o álcool deixou sua fala linear, mas só sei que só no dia seguinte fui sacar que o gaúcho era gago, tã-tão bonitinho, alugou um carro com os amigos e foi passa um dia em Recife, tranqüilo. Já havia decidido que na Quarta-feira ia sair do campus, conhecer alguma coisa da cidade. Fomos pro Jacaré, ver o famoso pôr do sol ao som do bolero de Ravel. A cambada lombreira de sempre, eu, flávia, aline, lucas, mila, monique, nicole, paulo, rodrigo e lizete. Massa, lugar lindo, a história é bem pra turista ver mesmo, mas é lindo. Bebemos várias cervas no bar do galego e conversando sobre nossas aventuras no seminário o palhaço Pá disse que nós éramos as Carmelitas da Ufal, as ermãs. Tão puras e santas, só falta a canonização. Aline obviamente seria a nossa Madre Superiora. Um parêntese para a joelma (nada muito haver com as estranhas devotas, algo mais relacionado ao relacionamento quase puritano das ermãs alagoanas). E pra não passar em branco, é claro que fumamos aquele no Pôr do Sol do Jacaré. Sabe aqueles dias que vc diz: hoje eu vou ficar bêbada! Pois é, eu e Aline estávamos decididíssimas disso e é claro que nos prevenimos pela falta de cerveja constante depois das 2h e compramos nossa própria vodcka com nossa própria fanta e fizemos nosso próprio hi-fi que eu não sei como escreve. Que dilícia. E se não me engano, foi nessa noite índio, que eu só não resisti aos teus encantos naquele alojamento escuro por causa de nossa ermã que me mataria se isso acontecesse e que não poderia acontecer pq ela entrou na sala bem na hora, mas está combinado, da próxima não passa. continua...
postado por: pirofagista 4:53 PM
Segunda-feira, Julho 14, 2003 muita calma nessa hora, logo logo conto (quase) tudo!!! de volta ao lar, ao blógui, a velha rotina, destruída por um lado (físico) e revigorada por outro. muitas coisas pra escrever, a viagem, a galera, a loucura, os aprendizados, as boas surpresas, os reencontros, os novos encontros, os contatos, as músicas, os sorrisos, os sotaques, as carmelitas e tudo mais... foi muito bom viver mais uma vez um encontro de estudantes e vou continuar aproveitando enquanto estudante for.
postado por: pirofagista 2:24 PM
Sexta-feira, Julho 04, 2003 aquela velha divulgação amiga: acho que não vou ter uma televisão por perto nesses dias, quem tiver, assista! e-mail do wado: Camaradas o caio da mtv me deu um toque vai rolar uma história com alagou as entre 7 e 10 de julho não sei o dia exato no jornal da mtv abraço pra todos Subject: Jornal da Mtv - Semana Especial Bandas Novas Semana que vem o Jornal da Mtv vai levar a sua relação íntima com as bandas novas às últimas consequências. Serão quatro programas especiais lembrando as 15 bandas independentes que já passaram pelo Jornal em 2003. As opiniões de diretores de grandes gravadoras, donos de selos independentes e a nova categoria do VMB também entram em pauta. No estúdio, convidados especiais: 2ª-feira: Gustavo (vocalista do Forgotten Boys, banda nova indicada ao VMB 2003) 3ª-feira: Jota Quest (eles lembram o começo da carreira) 4ª-feira: Pitty (indicada a Artista Revelação no VMB 2003) 5ª-feira: Carlos Eduardo Miranda (diretor da gravadora virtual da Trama) No quadro do Rafa, ele vai olhar mais de perto o clipe de "Alagou As" do Wado (banda nova do Jornal da Mtv 2002) qualquer dúvida, 7070 Jornal da Mtv - Semana Especial Bandas Novas de 7 a 10 de julho, 0:00
desenho do wado
postado por: pirofagista 11:31 AM
como fazer seu material para praticar suingue com fogo e pirofagia - claves (ou tochas), no precinho, com segurança e qualidade. passo a passo: . vá em uma loja de material de construção e peça 1 metro daqueles ferros fininhos que são usados na parte de cima da cortina (fale assim mesmo). pegue o mais fino que tiver. . peça quatro buchas e quatro parafusos*; . 1 caixinha de durepox. . peça pro simpático vendedor serrar seu ferro ao meio - se vc tiver uma serra, pode fazer em casa, mas vai poupar um trabalhão**. . ele vai te dar buchas pequenas, peça uma maior. ele vai dizer que não entra, vc diz que tem que bater com um martelo e forçar (peça pro simpático vendedor fazer isso por vc). . agradeça, pois vc é uma pessoa educada, mesmo que ele faça a burrada de colocar dos dois lados, é só de um. de cada tocha. . chegando em casa prepare o durepox (leia as instruções) e com o parafuso um pouco dentro da bucha enfie a massa do durepox, redonda, dentro do prego (na cabeça) e ajeite direitinho viu? uma dica importante: encoste o durepox no parafuso, molde um pouco, para que ele não fique solto dentro da bola depois. . agora deixe secar - de verdade, bastante tempo, memo que já pareça dura. suas tochas estão prontas. * na verdade vc só vai usar uma bucha e um parafuso pra cada tocha, mas é bom comprar por garantia caso algo dê errado. ** para algumas pessoas, meio metro de cada tocha pode ser grande, diminua um pouco, bem pouco. depois coloco dicas de como fazer a parte do fogo, tecido, arame e tudo mais. falo também sobre as correntes e outras formas de se fazer suingue com fogo.
postado por: pirofagista 10:16 AM
eu vou para João Pessoa eu vou... nossa, tô contando os dias pra viajar, sair um pouco dessa vidinha que me mata. o bom é que não vou ter que contar muitos dias, estamos indo domingo pra PB e tenho que resolver um monte de coisa pra poder viajar, mas como sempre, tudo vai ficando pra última hora, sempre é assim. e quer saber? tô com saudade de alojamento, bagunça, vinho barato no ônibus derramando na roupa em cada curva (erg!), tocar aquele velho repertório de sempre no pandeiro, triângulo, agogô, caixa de fósforo ou em qq coisa que dê pra tirar um som - tudo (êita, coitados de vários compositores, principalmente chico e jorge ben - é que a seqüência é foda), fila de refeitório, conhecer gente de todo o brasil, curtir com os vários sotaques, fumar de manhã, de tarde e de noite pq eu sou cabecinha e todo mundo sabe, reclamar da fila do banho, falar mal dos burocratas do movimento, promover ação direta... tantas coisas legais de ir pra um encontro. agora, eu vou ser a própria tiranossauro-rex do ônibus e provavelmente do seminário, mas procuro ver isso como um fator positivo, é claro. outra coisa legal: mais um Estado desse imenso país que terei o prazer de conhecer, oba, mais um, mais um!!! então já vou avisando que vou dar uma sumida daqui né!? mas se aparecer um computador conectado na minha frente acho que não vou resistir e venho dar um oi procês!
postado por: pirofagista 9:59 AM
Quinta-feira, Julho 03, 2003 tão triste por uma perda, um bebê se foi e o outro deve ir logo pra perto dos anjos.(esperamos que não) muito triste
postado por: pirofagista 11:32 AM
Quarta-feira, Julho 02, 2003 iii, começou... cara, tenho muitos defeitos, sei disso e principalmente um deles faz com que algumas pessoas não gostem de mim. outro dia fui dormir um tanto alcolizada e só me lembro de repetir a frase pra ele: pq as pessoas não gostam de mim? ah, tento não me importar, mas não consigo! nessa mesma manhã de embriaguez um figura me falou que, pelo pouco que me conhecia "ou me amavam ou me odiavam", cara, achei aquilo tão forte, prova que a pessoa realmente não me conhece. tenho muitos amigo, muitas pessoas que gostam de mim e agora, de repente aparece um bocado de gente que não gosta de mim, e eu não mudei, pelo menos não ao ponto de pessoas me odiarem, mas reconheço que não sou tão fácil de conviver. personalidade forte! e o tal defeito que a cada dia faz com que eu reveja e às vezes me arrependa de certas atitudes, foi o mesmo motivo que ele e outro amigo me disseram quando eu bêbada dizia: pq as pessoas não gostam de mim? confuso né? mas o negócio é que eu sou extremamente direta e sincera no que eu acredito e sem nenhuma papa na lingua, principalmente qnd bebo, não faço pra magoar, chatear ninguém, simplesmente sai. e na verdade não acho isso um defeito, o problema é que juntado a isso eu falo demais, aí é que tá a história. todos os dias sinto que preciso parar e conquistar essa virtude, a de calar minha boquinha vez em qnd. e esse meu jeito de durona de falar mesmo, se gosto, se não gosto, acaba fazendo com que as pessoas criem essa única imagem da minha pessoa, e a chorona, manteiga derretida, sentimental pra caralho, essa poucas conhecem!
postado por: pirofagista 12:03 PM
2001 isto aqui é simplesmente fantástico!!! copyleft básico do chico.
postado por: pirofagista 11:32 AM
Terça-feira, Julho 01, 2003 Sambinha (pra Cecília Prettì) Não me diga, meu amigo: "Pra fazer samba tem que chorar, sofrer, morrer aos poucos, se acabar". Eu não quero te negar, Nem venho polemizar, Mas pra quê dramatizar? Se sorri quando está só Te ensino a não dar nó Na imagem à se formar Deixa quem quiser falar (pensar) E o cult agonizar Vai levando de mansinho Que eu vou te acompanhar
postado por: pirofagista 12:38 PM
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