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Sexta-feira, Junho 29, 2007
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Má notícia
fIM
pirofágica - 5:51 PM
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Quinta-feira, Maio 24, 2007
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talvez eu volte.
pirofágica - 8:21 PM
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Segunda-feira, Abril 30, 2007
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Eu devo tá cagada, não é possível.
Será o benedito que eu nunca vou conseguir um emprego bacana na minha vida? Bom mesmo é não trabalhar, mas já que as chances de ter um bilhete premiado na mega-sena não são das melhores, o jeito é arrumar um emprego ¿bacana¿.
Falando sério, com a vontade que eu to de sair do meu emprego atual (momentos de crise) nem precisa ser tão ¿bacana¿ assim. Contanto que paguem bem, é claro.
Malditos Humanos,
É verdade, acho que ando de saco cheio das pessoas. Gostaria de ter uma casa espaçosa e encher de gatos. Acho que viveria melhor assim.
Nada de novo acontece. Chego em casa e o Thiago pergunta: Como foi o dia?
Não tenho mais ânimo para responder, na verdade, não há o que dizer: é sempre a mesma coisa.
Incrível como as pessoas transformam seu trabalho em sua vida.
Tudo bem que ficamos a maior parte do tempo com nossas bundas sentadas e caras enfiadas na frente do computador cumprindo uma função quase que mecânica, na verdade, mais um motivo, para não deixar essa merda toda tomar conta do pouco tempo que nos sobra.
Não me chateio tanto quanto as outras pessoas, não me importo tanto. Faço o que deve ser feito para que meu salário caia corretamente na minha conta, de resto, eles que se matem. Meus amigos, sim, alguns escolhi para serem meus amigos, um recado mesmo que não leiam isso: Vamos mudar de assunto?
Malditos Humanos II,
Tomaram conta. Não existem mais pessoas interessantes para conhecer. Coloque isso na cabeça. Tome conta das que você já tem por perto. Elas devem te bastar.
O negócio é ficar cada vez mais Invisível.
pirofágica - 5:03 PM
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Quinta-feira, Março 01, 2007
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Da série 3 (ou mais) momentos:
Grandes escritores e seus gatos.
Guimarães Rosa
William Burroughs e Ginger
Orides Fontela
Julio Cortázar
"O gato não oferece favores. Ele oferece a si mesmo. Claro que ele quer cuidado e abrigo. Não se consegue amor em troca de nada. Como todas as criaturas puras, os gatos são práticos."
William Burroughs
"Se quiser conhecer
bem as emoções humanas, tenha gatos em casa"
Aldous Huxley
"Se os bichos falassem o cachorro seria um amigão tagarela, mas o gato teria a graça rara de nunca dizer uma palavra a mais"
Mark Twain
"O gato é um dos poucos animais que mostram claramente o que sentem em suas expressões faciais"
Konrad Lorenz
"Amo meus gatos como amo minha casa: aos poucos eles se tornaram sua alma visível"
Jean Cocteau
"Há duas maneiras de nos desligarmos das misérias da vida: música e gatos"
Albert Schweitzer
"Cuidado com as pessoas que não gostam de gatos"
provérbio irlandês
"Um gato leva a outro... "
Ernest Hemingway
"A maneira como tratamos aqui os gatos determina nosso status no céu"
Robert Heinlein
pirofágica - 3:25 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007
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Da série 3 (ou mais) momentos
Charles Bukowski
pirofágica - 5:22 PM
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Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
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Eu vou:
16/01/2007 - 17h36
453 anos de São Paulo serão celebrados em vários pontos da cidade
da Folha Online
(...)
Ipiranga
O Parque da Independência também será palco de shows gratuitos dos Mutantes, Nação Zumbi e Tom Zé. O evento será promovido pela Secretaria Municipal de Cultura. As apresentações têm início às 16h, e a entrada é gratuita.
Afastados dos palcos desde 1978, em maio de 2006 Os Mutantes romperam o longo silêncio e realizaram um show no Barbican Theatre, de Londres, onde também gravaram um disco ao vivo e o primeiro DVD do grupo, lançado em dezembro.
Depois da Inglaterra, partiram por uma turnê pelos Estados Unidos, passando por Los Angeles, São Francisco, Seattle e Chicago. Da formação original de 1978, participaram os fundadores do grupo, os irmãos Arnaldo Baptista (teclado e voz) e Sérgio Dias (guitarra e voz), além do baterista Dinho Leme. A cantora Zélia Duncan foi convidada para assumir o vocal, substituindo Rita Lee, integrante do grupo até 1972. Completam o espetáculo, Vinícius Junqueira (baixo), Simone Soul (percussão), Henrique Peters (teclados), Vitor Trida (teclados, guitarra, viola caipira, baixo), além de Fábio Recco e Esméria Bulgari (backing vocals).
O grupo pernambucano Nação Zumbi apresenta, às 16h, canções de seu mais recente trabalho: Futura (2005). Criada na década de 90 a partir da junção de dois grupos do Movimento Mangue Beat de Recife: Loustaf e Lamento Negro, o Nação Zumbi era liderado pelo cantor e compositor Chico Science. O grupo ganhou projeção internacional poucos anos mais tarde com sucessos como Da Lama ao Caos (1994) e Afrociberdelia (1996). Depois da morte de Science, em 1997, Jorge Du Peixe assumiu os vocais, acompanhado por Lúcio Maia (guitarra), Alexandre Dengue (baixo), Toca Ogam (percussão), Gilmar Bolla 8 (percussão) e Pupilo (bateria).
A canção "São Paulo, meu Amor", de 1968, regravada no disco Imprensa Cantada de 2003, abre a apresentação do compositor baiano Tom Zé, às 18h. No repertório, o público poderá conferir, ainda, outras canções que fazem referência à capital paulista, como "Augusta", "Angélica e Consolação" e "Correio da Estação do Brás". Do seu trabalho mais recente, o disco Danç-Êh-Sá, lançado em 2006, o baiano cantará "Acum-mahá" e "Atchim".
Morador do bairro de Perdizes há 33 anos, Tom Zé considera São Paulo "uma cidade oriental, habitada por italianos e baianos que se converteram em autores de uma civilização única".
São Paulo de Todas as Tribos
Quando: quarta-feira, 24 de janeiro, das 14h às 23h59, e quinta-feira, 25 de janeiro, da 0h às 20h
Onde: Vale do Anhnagabaú
Quanto: Grátis
Orquestra Jazz Sinfônica
Quando: quinta-feira, 25 de janeiro, às 21h
Onde: Memorial da América Latina - Auditório Simón Bolívar (av. Auro Soares de Moura Andrade, 664, tel. 0/xx/11 3823-4600)
Quanto: Grátis
Mercadão Festeja São Paulo
Quando: quarta-feira, 24 de janeiro, a partir das 21h, e quinta-feira, 25 de janeiro, das 11h às 16h
Onde: Mercadão (r. da Cantareira, 306, tel. 0/xx/11 2158-0163 ou 9109-0688)
Quanto: Grátis
Edu Ribeiro e Natiruts
Quando: quinta-feira, 25 de janeiro, a partir das 14h
Onde: av. Jacu-Pêssego, altura do nº 3.500, esquina com av. São Teodoro, tel. (0/xx/11) 3253-4000
Quanto Grátis
Os Mutantes, Nação Zumbi e Tom Zé
Quando: quinta-feira,25 de janeiro, a partir das 16h
Onde: Parque da Independência (av. Nazaré, s/nº, Ipiranga, tel. 0/xx/11 3372-2219 ou 3334-0001)
Quanto: Grátis
Banda Sinfônica do Estado
Onde: Theatro São Pedro (r. Barra Funda, 171, tel. 0/xx/11 3667-0499)
Quando: quinta-feira, 25 de janeiro, a partir das 19h
Quanto: Grátis
pirofágica - 12:33 PM
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Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
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publicado no Radiola Urbana
"Não acredito em líderes, acredito em pessoas"
Por Júlio Maria
Mano Brown chega à sede do projeto social Capão Cidadão, no Capão Redondo, zona sul de São Paulo, às 16h20 de uma sexta-feira de sol. Cumprimenta todos com mão firme, olho no olho e alguns sorrisos. Quem o recebe é Paulo Magrão, vice-presidente do Capão Cidadão. Conversam a sós por alguns minutos e se aproximam do jornalista do Jornal da Tarde.
Paulo Magrão - Brown, esse aqui é o Júlio, repórter do Jornal da Tarde.
Mano Brown - É, já vi o carro da reportagem ali. Eh Magrão, não gosto dessas tocaia aí não, hein.
Paulo Magrão - Não Brown, o cara fez uma matéria bacana sobre o projeto, falou até que funciona como um oásis aqui na periferia.
Brown - Oásis por quê? Quer dizer que tudo o que está em volta é seco?
JT - Aí vocês é que estão distorcendo o que sai no jornal (riso nervoso).
Paulo Magrão - Ele vai estar na conversa com os moradores, beleza?
Brown - Beleza, beleza.
JT- Brown, na verdade, gostaria também de conversar com você depois sobre alguns temas. Pode ser?
Brown - Vou pensar (Brown se vira e vai falar com alguns amigos).
O JT pôde acompanhar com exclusividade a conversa-palestra de Brown com moradores e gente que trabalha no Capão Cidadão. Ao terminar, Mano Brown, finalmente, falou com o JT .
JT- Há quase 20 anos os Racionais falam sobre segregação, racismo, os dilemas da periferia. Acredita que este discurso mudou algo?
Mano Brown - Os Racionais são só uma célula entre milhões de células. Não acredito em líderes, só acredito em pessoas. Uma comunidade unida vai fazer muito mais do que o Paulo Magrão (líder comunitário do Capão Redondo) sozinho ou do que qualquer pessoa bem-intencionada. O que o rap fez foi levar para as pessoas dessas comunidades a idéia de que elas têm de se unir nos piores momentos, nos momentos de dor, de perda, de insegurança. O problema é que, para muitas, morar aqui é um trânsito, não vão ficar aqui para sempre. Para as que vão ficar, seria importante que o bairro melhorasse, que seus filhos crescessem em um lugar melhor. É impossível medir se algo mudou por causa dos Racionais.
A gente percebe seu desconforto ao ser colocado como líder, mas muitas vezes o próprio movimento rap tenta colocá-lo assim. Esta situação é angustiante para você?
Sempre pensei que cada um é seu líder. Às vezes, é desconfortável mesmo você ver que as pessoas estão esperando uma atitude sua para ver o que vai acontecer. Eu acho que posso servir como espelho, mas é cada pessoa que tem de ser sua própria liderança. No momento crucial, Mano Brown não vai estar lá. Na hora em que você for deitar com uma mulher, vai ter que usar camisinha e o Mano Brown não vai estar lá. É você quem sabe o que vai fazer. É você quem vai colocar uma arma na cintura e ir para o asfalto atrás de uma 'fita' (roubo), e o Brown não vai estar lá (para impedir). Não siga o Brown, siga o seu coração. Se o Brown for firmeza, siga as idéias dele, mas não siga ele. Mesmo porque o ser humano Brown vai errar, com certeza vai errar. Ainda que tente evitar, esta liderança parece fugir ao seu controle. Sempre achei a cadeira do presidente o lugar mais solitário que pode existir. Quando o cara chega lá em cima, ele é um solitário, é um alvo. Com certeza os que estão ao lado, mesmo estando juntos, estão lutando por benefícios pessoais. Eu vejo o Lula. O Lula poderia fazer muito mais fora do governo do que dentro, ele poderia ser muito mais útil estando fora da cadeira de presidente do que sendo uma figura de enfeite, manipulado para cá, para lá, os amigos roubam e ele não pode falar nada, o amigo dá mancada e ele não pode falar nada porque ele está de ilustração. Se o cara mandasse mesmo, diria logo 'sai todo mundo', 'são todos safados', 'fica você, você não é safado'. Se saísse (da Presidência) ele iria tomar a pinga mesmo dele, iria assumir a personalidade dele. 'Bebo pinga mesmo, sou brasileiro, gosto, sou honesto'. Mas não, o pessoal fica tentando fazer do Lula o rei da Inglaterra e ele não é. As pessoas questionam que ele fala errado, que ele bebe, tá ligado? Se fosse da periferia, seria um rei com as idéias que tem. Como presidente, é questionado.
Não há uma confusão nas mensagens do rap? Muitos jovens entendem que o crime compensa quando ouvem uma música que narra a história de um homem que entrou para o tráfico, ainda que este homem se dê mal no final da música.
Não é só no rap que existe essa contradição. Quando você assiste a um filme de Steven Spielberg, não sabe quem matou mais, se o vilão ou o mocinho. O mocinho mata o filme inteiro. Qualquer filme ou novela que for ver tem relação com a violência. O rap não se relaciona com a violência, ele vive a violência, ele nasce dentro. Ele não relata a vida dos outros, fala da sua própria vida e, às vezes, isso vem cheio de mágoa porque fala de seres humanos. E como você vai narrar uma história de desigualdade social sem raiva, friamente, como o papa? Você nunca sabe se o papa está com raiva ou não porque ele nunca passa o sentimento que tem. O rapper é diferente, tem raiva, tem ódio, ele xinga, cai em contradição, mas por trás dessa contradição existem outras histórias. E a contradição do rap faz muitas pessoas pensarem... As palavras que eu canto me trombam no farol. 'Aí mano, tá de carrão aí? E essa corrente aí? E esse boné novinho aí?' Eu me coloco na posição do cara, sei o que ele está pensando, só que eu sou igual a ele. A diferença é que não sou o playboy que está trancado no carro. Posso descer e trocar uma idéia com ele. 'Sou o Brown, estou há 18 anos falando de pessoas como você. Não sou seu inimigo'.
Os Racionais fizeram há dois meses um show na quadra da escola de samba Tom Maior, em Pinheiros, promovido por alunos da Faculdade Armando Álvares Penteado (Faap) (Brown balança a cabeça em sinal de desaprovação). Isso pode ser um sinal de mudança, de que o grupo não é mais tão radical, de que faz show 'do outro lado da ponte'?
Essa festa não foi feita com a intenção de agradar aos boys, respondendo ao que seria sua pergunta. Foi feita para que os favelados pudessem ir até lá ver o irmão do (rapper) Tupac Shakur (Moprene Shakur), que estava no Brasil. Nós abrimos mão de ganhar para podermos pagar o cachê dele, que era alto. A Faap não era dona de nada, no dia em que a Faap for dona da escola de samba, estamos ferrados. A gente foi lá para cantar. Agora, veja como é que é. As pessoas falam que somos preconceituosos. Saiu no jornal assim: 'Racionais cantam para playboys'. A partir do momento em que o jornalista reconhece que aqueles caras são playboys, então não estamos errados. Os jornalistas perceberam que existe uma elite, que existe um playboy.
Há sempre uma demora grande do grupo em lançar discos. Muito se falou sobre o próximo CD de vocês, sobre um DVD com documentário, mas ninguém sabe quando vai sair.
Vai sair o DVD (com documentário) ainda esse ano e o CD ficou para o ano que vem. Estamos lançado dois grupos agora, um daqui (Capão Redondo) e um outro da zona oeste. Se esse grupo pegar, vai mudar tudo na região em que eles moram. É uma estratégia. Se pegar, vai ser uma revolução.
Por quê?
Eles vão ser o espelho que falta na região deles... A gente vive como espelho. Não tive pai ou irmão mais velho em quem me espelhar, tive dois amigos da rua. Um primo mais velho me ensinou a ouvir Jorge Ben, outro me ensinou a usar roupa tal e um outro me ensinou a chegar de um jeito tal nas mulheres. Se a gente for espelho de nossos filhos e dos menores que vivem com a gente, se conseguirmos ganhar dinheiro honestamente e fazer com que eles percebam isso, vai ser bom.
A estratégia que você diz seria fazer cada região ter um Racionais?
Não, Racionais não, mas o importante é fazer aparecer referências de superação. Se pudesse, ajudaria os caras a se formarem advogados.
Brown, você fez uma declaração no DVD '100% Favela' dizendo como seu próprio preconceito havia atrapalhado sua vida. Quando via um moleque de olhos claros, automaticamente o odiava por saber que ele tinha coisas que você não poderia ter. Quando você reconhece isso quer dizer que está mudando?
O problema é que toda hora estou regredindo e esse ódio volta para mim. Isso é algo que ainda penso e que me maltrata muito. Antigamente, eu não conseguia ver (os preconceitos), eu era cego e sofria menos. Agora, eu vejo melhor e sofro mais.
O que o faz regredir?
Você acha que o cara não tem culpa, mas ele tem sim. Você não tem nada contra a pessoa do cara, mas contra o que ele representa.
É um círculo isso?
É um círculo.
E como sair dele?
Não tem como sair dele.
A qualidade do rap não caiu muito por causa do excesso de grupos?
Tudo que cresce muito atrai gente que só pega carona no movimento, mas que vai se achar lá na frente, gente que está no rap mas que ainda vai ser um bom médico. A primeira missão de muitos foi ser cantor de rap, mas aí ele descobre que não é bom para cantar mas é bom para trocar idéia, para mexer com dinheiro, para fazer compra. Eu já estou vendo uns manos assim, que começaram no rap mas hoje são artistas plásticos. O rap muda a vida dele, mas ele não vira um astro.
Não se dá um valor muito grande para o discurso dos Racionais, para as letras, e se fala pouco de música?
Sim, eu acho que sim. Quer que eu fale? O pessoal da periferia só gosta dos Racionais por causa da música, não por causa da mensagem. Não vou dizer que nossa música seja boa, mas se fosse ruim nada do que eu falo iriam querer ouvir.
Quando se pergunta para essas crianças daqui o que é 'Mágico de Oz', elas dizem que é uma música dos Racionais. Não têm mais as referências da infância...
Elas ficam adultas muito rápido, mas isso não somos nós que trazemos, elas vivem e pegam isso na rua. Estão perdendo a infância.
Brown, você nunca quer saber de aparecer na mídia, de dar entrevistas, de difundir suas idéias na imprensa. Por que isso?
A gente tem de fazer mais e falar menos. Não dá para ficar aparecendo desnecessariamente, aparecendo em vão. Isso impede o progresso de uma quebrada. Dá para fazer muito mais estando no submundo.
*Entrevista publicada originalmente pelo Jornal da Tarde
pirofágica - 5:55 PM
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Quarta-feira, Novembro 08, 2006
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Pórópópó pó pó pó pó... (ou: sooou corintiana eu sooooou....)
Tudo bem que é de conhecimento de todos que meu time não anda muito bem das pernas faz tempo. Durante praticamente todo o campeonato esteve com um pé lá e outro cá, saindo e entrando no infeliz grupo dos 4 times que descerão para a segunda divisão do campeonato brasileiro. Mas ¿eu sou Corinthians de coração...¿ mesmo sabendo que meu time não vai ser o campeão, não este ano. E mesmo sabendo que o campeonato está perdido, que não temos mais chances de uma vaga na Libertadores e mesmo acreditando que, enfim, não vamos ser rebaixados (eu sei que ainda temos 5 jogos, mas não, não vamos ser rebaixados) e temos chances na sul-americana, acho que, exatamente por isso, me programava para ir ao Pacaembu ver Corinthians x Santa Cruz.
Tudo bem, tinha esquecido o dia do jogo, mas sabia que ia. Procurando algo o que fazer, falei com o Alvinho que disse que iria ao estádio. Putz, eu vou. Falei com o João, meu primo. ¿ Não posso ir, estou com Pedro hoje. Nem liguei para o meu irmão, sei que não tem carteira de estudante, e quando me informei só tinha ingresso para a numerada, 40 pilas. O Silvio ta chato pra caralho e diz que só vai ver o Corinthians quando o time tomar vergonha na cara...são os muitos tipos de torcedores, fazer o quê?
Liguei para a corintianíssima Ju, amiga da pós graduação, mas ela estava chegando em um chá de bebê, não poderia ir, ficou puta.
O domingo estava lindo, ensolarado como há muito não fazia em São Paulo. Bom, vou sozinha. Há mais ou menos 10 anos não vou a um estádio, nunca fui ver um jogo sozinha, mas como sempre me virei bem e não gosto de deixar de fazer nada por dependência, troquei de roupa e fui embora, solo.
O marido não ficou nada feliz, mas entendeu. Me conhece, me conheceu assim e sabe que eu iria de qualquer jeito, ficou vendo na tv o seu time jogar e chegar cada vez mais perto do título o que ele esfrega na minha cara o tempo todo e eu, segui rumo à casa do Timão, na Praça Charles Miller, o Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido como Pacaembu.
Chegando no metrô o telefone toca: - Me espera aí que também vou. Fomos: eu, namorado e cunhado (são paulinos) e um amigo também corintiano.
Na Av. Paulista já dava pra ter uma idéia do que iríamos encontrar no estádio: ônibus lotados de torcedores, com seus gritos e bandeiras. Cada vez mais perto, mais camisas do Timão, de todas as épocas e patrocinadores possíveis.
Confesso que fiquei preocupada com a presença de dois ¿pós de arroz¿ comigo, então pedi o máximo de cuidado aos meninos com o que falar e como se comportar, afinal tolerância passa longe dessas arenas.
Do lado de fora cambistas vendem o ingresso que custou 3 pacotes de biscoito, ou como diriam todos os paulistanos presentes, ¿bolacha¿. Não havia mais ingressos na bilheteria para a promoção da Nestlé, mas os cambistas estavam fazendo um bom preço, bem mais em conta que as numeradas, e quer saber, a geral é mesmo mais divertida.
Esse era o tipo de jogo bom para ir ao estádio, jogo de uma torcida só, time adversário lanterna do campeonato, time vindo de uma goleada de 4x0 no Fortaleza. Por essas estava a caminho, mesmo que sozinha.
-Vamos ficar de que lado? O amarelo ou o verde?
Lado direito: verde. ¿ Nããããããoooooo....verde não é uma cor apropriada para corintianos mais supersticiosos, além de que é no amarelo que a Gaviões fica a torcer sem parar.
Nos posicionamos no alto esquerdo entre o gol e o tiro de canto. A torcida canta e bate palma sem parar. Entra o Santa e é vaiado. Entra o coringão, explode o brasão no telão junto com o nome do time, o hino toca e 30 mil pessoas cantam juntas: Salve o Corinthians...!!!, é lindo de ver.
Logo sobe o cheiro de Jah, sedas e isqueiros circulam pra lá e pra cá, a fumaça sobe e é possível sentir o que pela televisão não dá: arquibancada de estádio de futebol cheira a erva.
Primeiro tempo só dá coringão, cada ataque, cada chute a gol a torcida explode, canta, pula, faz ola, bate palma junto. 18 minutos do primeiro tempo, Roger invade a área e é derrubado, é pênalti, Marcelo Mattos toma distância e marca: ¿Corinthianssssss, Corinthians minha viiiiidaaaaaa, Corinthians minha históóóóóriaaaa, Corinthians meu amooooooorrrrrrrrrr!!!!!¿. O Pacaembu treme, a bandeira sobe, o rapaz com a namorada na frente se vira, olha para mim e para o Thiago com a maior alegria do mundo ergue as duas mãos, uma para mim e outra para o meu namorado são paulino, que sem ter como negar, o cumprimenta pelo gol do meu time. Nosso amigo corintiano, Isaac, grita, pula, bate palma, está realmente feliz com nosso convite.
Pra não perder o costume o Corinthians relaxa depois do gol e é pressionado, mas a fiel não se cala. Uma faixa de protesto contra a diretoria é aberta de um lado do estádio mostrando as diferentes posições entre as torcidas organizadas, alguns vaiam, outros dizem que não é o momento, outros apóiam, mas a polícia não quer saber, toma a faixa e acaba com o protesto.
No segundo tempo, muitos sustos. Esse meu time viu...só com sofrimento mesmo.
Nos últimos minutos gritos de alegria com a virada do Paraná contra o Palmeiras: ão ão ão, segunda divisão!
Tranqüilidade. Saímos tranqüilos, aquele cheiro de churrasquinho de porta de estádio deu fome. Fui para casa contente porque eu disse que ia, não disse?
pirofágica - 3:07 PM
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Quarta-feira, Setembro 27, 2006
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Só posso dizer que foi um ano maravilhoso, que com você eu sou uma pessoa melhor. Um sorriso melhor, um olhar melhor, uma vida melhor.
Um dia, um mês, uma ano...motivos para comemorar não faltam.
Te amo querido!!!!
pirofágica - 6:11 PM
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Na correria...
Queria mesmo ter mais tempo para escrever aqui, mas pra falar a verdade acho mesmo que este espaço acabou, já deu o que tinha que dar. Mas enquanto não providencio uma reforma (sim, talvez seja, a princípio, só uma questão de layout), não vou deixar de lhes escrever umas breves linhas dos acontecimentos.
Tudo caminha bem, tirando o fato de querer muito um trampo na minha área, mas minha área de verdade. Estou realmente precisando mudar de ares.
Tirando isso a vida vai boa. A Pós caminha bem (poderia ser melhor se tivesse mais tempo para escrever), o apertamento vai ficando cada vez mais ¿ajeitadinho¿ e apertado (quando tivermos que mudar não vai dar mais pra ser duas ou três viagens no carro, agora temos onde guardar nossas roupas, nossos discos e livros) e quando chega sexta-feira caímos na(s) farra(s).
Os últimos fins (e até ¿meios¿) de semana fora de muitos shows, alguns para entrar na história.
Amigas lindas, lembrei demais de vocês no show do Chico . Foi lindo, emocionante. A cada nova audição gosto mais do Carioca. Os clássicos casaram perfeitamente com as músicas novas, um show quase temático. Cenário lindo. Publico barulhento e lugar ruim não tirou o sorriso do meu rosto.
Fomos aos dois shows do Wado . Sério, estou uma velha. Não tenho mais pique para sair quinta e ter que acordar cedo na sexta para trabalhar. Cruel! Duas quintas no Studio SP, lugar beeeem bacana na Vila Madalena. Na primeira quinta o show começou mais de 1 da manhã. Músicas novinhas, nova roupa para músicas ¿velhas¿, delicioso como sempre o show dos meninos. Na semana seguinte fomos de novo porque a Folha, Camila e Sofia vieram do Rio e é praticamente impossível saber que tá rolando show do Wado e vão estar as queridas Maíra e Folhinha e eu não comparecer. Impossível.
Show do Mundo Livre no Sesc Pompéia e eu não perco uma chance de ver os caras. Como sempre, quando chegamos não tinha mais ingresso, mas a Mirnóca trocou uma idéia com a produtora dos caras e garantiu nossa entrada. Choperia loatada, banda instigada, vários bis só com os clássicos, enfim depois de tantos pedidos: Pastilhas Coloridas.
Ainda no Studio SP demos uma conferida no show do Eddie, sempre me trazendo boas lembranças, a noite foi divertida, mas o show sem grandes novidades, salvo a especialíssima participação de Zero Quatro.
Tivemos que suportar o açucarado show do Cardigans para presenciar a apoteose barulhenta (no melhor sentido) do Gang of Four . Um puta show. Acho que o melhor que vi este ano. Volume alto, movimentação, ¿violência¿ e muita instigação. Tenho certeza que até os fãs do Cardigans não vão esquecer. Nunca tinha ido ao Via Funchal. Um bom lugar para desprovidos de altura. Vi o show todo.
Enfim o Motomix, que quase não rolou, foi dividido em dois dias, mas a velhota aqui não agüentaria nada mais no domingo. Sinto muito, mas não vou engrossar o coro de que o show do Franz Ferdinand foi o melhor do ano. Porém, apesar de não ser nenhuma entusiasta da banda tenho que reconhecer a competência do show. Muito bom, dançante, até me balancei um pouco. O Art Brut fez um bom show, divertido, mas nada de mais.
pirofágica - 12:49 PM
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Sexta-feira, Agosto 11, 2006
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é pessoal, tem dia que a noite é foda.
saudade de escrever por aqui, mas quase não acesso mais a internet.
mas pelo o que tudo indica essa tormenta vai acabar porque meu amor vai adquiri um computador pessoal para o nosso lar, aí vou poder me dedicar melhor aos textos da pós e esse cantinho amarelo alaranjado (ou laranja amarelado) não vai ficar tanto ao léu.
muitas novidades, muita conversa pra jogar fora.
mas adianto que vou realizar dois grandes desejos da minha vida muito em breve.
desejos de espetáculos e dia 1º de setembro, exatamente dois anos que deixei minha querida Maceió, terei o prazer de ver o show daquele que tanto me consolou, me animou, me aninhou nos últimos anos, vou ver Chico Buarque.
e mais, dia 18 de outubro, em uma maravilhosa surpresa de um ano que nos conhecemos (um ano de namoro só no mês que vêm) meu amor nos presenteou com o ingresso do Cirque du Soleil.
Que delícia né?
é isso, espero ter tempo para contar detalhes para vocês, e umas novidades da pós também.
beijos apressados porque eu vou tomar uma breja na Augusta.
saudades.
pirofágica - 6:59 PM
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Segunda-feira, Julho 10, 2006
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Não é possível, eu devo estar ficando ou muito chata ou muito burra.
De novo um filme que todo mundo fica idolatrando e eu simplesmente não suportei.
Tá, peraí, não é que não suportei, mas que para mim não é nada disso que estão falando.
Primeiro foi Crash, a zebra do Oscar, agora Factotum.
Poxa, que sacanagem com o Bukowski. Fiquei imaginado uma pessoa que nunca leu Bukowski e assista ao filme sabendo que é baseado em uma de suas histórias, principalmente sabendo que Henry Chinaski é seu alter ego, vai achar que o cara era um completo retardado.
Não vou ficar falando do filme, vai lá e assiste, mas, na boa, o que salva são as atuações, porque de resto, piscina rasa pra criança brincar.
Bukowski merecia muito mais.
pirofágica - 4:46 PM
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Sexta-feira, Junho 30, 2006
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então, como estava dizendo...
o frio me deixa sim, de mau humor.
não gosto.
terça-feira fiquei desesperada quando vi a tal da frente fria chegando com a moça do tempo: em SP mínima de 10° máxima de 17°.
tá, eu falo sempre isso por aqui, mas fazer o quê?
eu que já não gosot nem um pouco de acordar cedo sofro mais ainda para levantar nesse frio. me enrolo no edredon e as vezes cubro a cabeça também para esquentar a ponta do nariz que é um gelo só.
quando finalmente consigo levantar, suuuuper atrasada, tenho que tirar a roupa quentinha do corpo pra tomar banho pra dar uma "ajeitada" na juba, sim, eu molho o cabelo. enquanto estou no quentinho tá tudo bem, o problema é desligar o bendito. put grila, frio imediato.
ontem cheguei em casa quase nove horas da noite e, é claro, que aquela louça estaria lá, no mesmo lugar, me esprando. não dava mais para fugir dela. ñenhum copo, prato, talher, panela, nada limpo. não que tenhamos tantas coisas, mas o pouco que temos já tinha sido usado.
lembrei das luvas de borracha e elas foram muito úteis.
a roupa não seca naquele apertamento.
nunca vou ficar boa da gripe porque o apertamento é frio e úmido (não bate sol, mesmo que o sol aparecesse) e ainda não tenho cama, vamos ter que comprar uma, não tá dando mais pra dormir no chão.
tá, o bom é dormir abraçadinho com aquela fungadinha quente no cangote.
namorar sempre é bom, mas no frio é melhor.
pirofágica - 5:19 PM
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Quarta-feira, Junho 21, 2006
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Terça-feira, Junho 20, 2006
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Exercício de Descrição:
A noite mal dormida refletia em seu rosto. Um rosto normal, como a maioria dos rostos que não são redondos, afilados ou pontiagudos. Mas naquela manhã carregava nas olheiras o peso de nuvens prestes a desabar. Seus olhos, como dois arcos virados para baixo, estavam repletos de fitilhos vermelhos, onde deveria ter o tom natural de branco rosado, e eram disfarçados pelos óculos de armação ligeiramente grossa, preta, com suas lentes que aparentavam no mínimo quatro graus de miopia. O nariz era de dar pena, nada se via antes daquela narina crescida, vermelha e ressecada de tanto contato com lenços vagabundos de papel, que carregava amassado na mão direita enquanto usava a esquerda para se equilibrar no vagão do metrô. A boca, com seus lábios brancos e finos como rabos de lagartixas, permanecia permanentemente aberta para que pudesse respirar naquele ambiente sufocado. O cabelo liso caía sobre seu rosto sugerindo desânimo, muito mais que qualquer intenção de se demonstrar blasé. Olhando aquele rosto e tentando conter minha indulgência e minha coriza, percebi que estava mais próxima dele do que poderia imaginar...
pirofágica - 2:54 PM
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